Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 09/04/2019

Adauto Alves de Lima/ADDE - terça-feira, 9 de abril de 2019
O LIVRO DOS ESPÍRITOS -  CAPÍTULO VIII - DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA -Dupla vista
 
448. É permanente a segunda vista?
 
“A faculdade é, o exercício não. Em os mundos menos materiais do que o vosso, os Espíritos se desprendem mais facilmente e se põem em comunicação apenas pelo pensamento, sem que, todavia, fique abolida a linguagem articulada. Por isso mesmo, em tais mundos, a dupla vista é faculdade permanente, para a maioria de seus habitantes, cujo estado normal se pode comparar ao dos vossos sonâmbulos lúcidos. Essa também a razão por que esses Espíritos se vos manifestam com maior facilidade do que os encarnados em corpos mais grosseiros.”
 
449. A segunda vista aparece espontaneamente ou por efeito da vontade de quem a possui como faculdade?
“As mais das vezes é espontânea, porém a vontade também desempenha com grande frequência importante papel no seu aparecimento. Toma, para exemplo, de umas dessas pessoas a quem se dá o nome de ledoras da buena-dicha, algumas das quais dispõem desta faculdade, e verás que é com o auxílio da própria vontade que se colocam no estado de terem a dupla vista e o que chamas visão.”   ("buena-dicha" = Sina, fortuna, sorte.)
450. A dupla vista é suscetível de desenvolver-se pelo exercício?
 
“Sim, do trabalho sempre resulta o progresso e a dissipação do véu que encobre as coisas.”
 
450 a) - Esta faculdade tem qualquer ligação com a organização física?
 
“Incontestavelmente, o organismo influi para a sua existência. Há organismos que lhe são refratários.”
 
451. Por que é que a segunda vista parece hereditária em algumas famílias?
 
“Por semelhança da organização, que se transmite como as outras qualidades físicas. Depois, a faculdade se desenvolve por uma espécie de educação, que também se transmite de um a outro.”
 
452. É exato que certas circunstâncias desenvolvem a segunda vista?
 
“A moléstia, a proximidade do perigo, uma grande comoção podem desenvolvê-la. O corpo, às vezes, vem a achar-se num estado especial que faculta ao Espírito ver o que não podeis ver com os olhos carnais.”
 
A.K.: Nas épocas de crises e de calamidades, as grandes emoções, todas as causas, enfim, de superexcitação do moral provocam não raro o desenvolvimento da dupla vista. Parece que a Providência, quando um perigo nos ameaça, nos dá o meio de conjurá-lo. Todas as seitas e partidos perseguidos oferecem múltiplos exemplos desse fato. 
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Lima, Adauto Alves de

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