Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XIV - Honra a Teu Pai e a Tua Mãe - Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? - itens 5 a 7.

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

HORA DO EVANGELHO NO LAR


"...Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe." (Marcos, III:35 – Mateus, XII:50).

 

PRECE INICIAL

Queridos irmãos, que a Paz de Jesus nos envolva a todos. Vamos, neste momento, elevando nossos pensamentos ao alto, asserenando nossos corações, tranquilizando nossas mentes e agradecendo a Deus, nosso Pai, pela presente encarnação, a Jesus, nosso Mestre, por todos os ensinamentos e pela oportunidade que nos dá do estudo edificante.

Mestre Jesus, rogamos a Ti que nos abençoe neste momento de estudo e reflexão do Teu Evangelho de Luz. Envolva-nos com Tuas doces vibrações e inspire-nos, auxiliando-nos o entendimento e mostrando-nos o caminho do bem, para que possamos dar continuidade na nossa caminhada rumo a evolução moral e espiritual.

Que hoje possamos, ao fim de nossos estudos, estarmos mais enriquecidos em nossos conceitos doutrinários e assim, coloca-los em prática no dia-a-dia de nossa existência.

Mestre Jesus, em Teu nome, em nome da espiritualidade amiga, responsável por este trabalho de amor, mas sobretudo em nome de Deus, iniciamos os estudos de hoje.

Permaneça conosco e que assim seja!

 

MENSAGEM INICIAL

LAÇOS ETERNOS 

A reencarnação estreita os vínculos do amor, tornando-os laços eternos, pelo quanto faculta de experiências na área da afetividade familiar.

Enquanto as ligações de sangue favorecem o egoísmo, atando as criaturas às algemas das paixões possessivas, a pluralidade das existências ajuda, mediante a superação das conveniências pessoais, a união fraternal.

Os genitores e nubentes, os irmãos e primos, os avós e netos de uma etapa trocarão de lugar no grupo de companheiros que se afinam, permanecendo os motivos e emulações da amizade superior.

O desligamento físico pela desencarnação faz que se recomponham, no além-túmulo, as famílias irmanadas pelo ideal da solidariedade, ensaiando os primeiros passos para a construção da imensa família universal.

Quando a força do amor vigilante detecta as necessidades dos corações que mergulharam na carne, sem egoísmo, pedem aos programadores espirituais das vidas que lhes permitam acompanhar aqueles afetos que os anteciparam, auxiliando-os nos cometimentos encetados, e reaparecem na parentela corporal ou naquela outra, a da fraternidade real que os une e faculta os exemplos de abnegação, renúncia e devotamento.

Este amigo que te oferece braço forte; esse companheiro a quem estimas com especial carinho; aquele conhecido a quem te devotas com superior dedicação; estoutro colega que te sensibiliza; essoutro discreto benfeitor da tua vida; aqueloutro vigilante auxiliar que se apaga para que apareças, são teus familiares em espírito, que ontem envergaram as roupagens de um pai abnegado ou de uma mãe sacrificada, de um irmão zeloso ou primo generoso, de uma esposa fiel e querida ou de um marido cuidadoso, ora ao teu lado, noutra modalidade biológica e familiar, alma irmã da tua alma, diminuindo as tuas dores, no carreiro da evolução e impulsionando-te para cima, sem pensarem em si...

Os adversários gratuitos que te sitiam e perturbam, os que te buscam sedentos e esfaimados, vencidos por paixões mesquinhas, são, também, familiares outros a quem ludibriaste e traíste, que agora retornam, necessitados do teu carinho, da tua reabilitação moral, a fim de que se refaça o grupo espiritual, que ascenderá contigo no rumo da felicidade.

Jesus, mais de uma vez, confirmou a necessidade dessa fusão dos sentimentos acima dos vínculos humanos, exaltando, a superior necessidade da união familiar pelos laços eternos do espírito. A primeira, fê-lo, ao exclamar, respondendo à solicitação dos que lhe apontavam a mãezinha amada que O buscava, referindo-se: — "Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade do Pai?" Posteriormente, na Cruz, quando bradou, num sublime testemunho, em resposta direta à Mãe angustiada que O inquirira: — "Meu filho, meu filho, que te fizeram os homens?" elucidando-a e doando-a à Humanidade: — "Mulher, eis aí teu filho" — referindo-se a João, que chorava ao seu lado — "Filho, eis aí tua mãe", entregando-o ao seu cuidado, através de cuja ação inaugurou a Era da fraternidade universal acima de todos os vínculos terrenos.

Joanna de Ângelis - Extraído do livro "SOS Família" – psicografado por Chico Xavier

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XIV – HONRAI A VOSSO PÁI E A VOSSA MÃE - QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS – ITENS 5 A 7

5 – E vieram à casa; e concorreu de novo tanta gente, que nem mesmo podiam tomar o alimento. — E quando isto ouviram os seus, saíram para o prender; porque diziam: Ele está furioso.  E chegaram sua mãe e seus irmãos, e ficando da parte de fora, o mandaram chamar. — Estava sentado à roda de um crescido número de gente, e lhe disseram: Olha que tua mãe e teus irmãos te buscam aí fora.— E ele respondeu, dizendo: Quem é minha, e quem são meus irmãos? — E olhando para os que estavam sentados à roda de si: Eis aqui, lhes disse, minha mãe e  meus irmãos. Porque o que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã e minha mãe. (Marcos, III: 20-21 e 31-35 – Mateus, XII: 46-50).

 6 – Certas palavras parecem estranhas na boca de Jesus, pois contrastam com a sua bondade e a sua inalterável benevolência para com todos. Os incrédulos não deixaram de se aproveitar disso, para dizer que Ele se contradizia a si mesmo. Um fato irrecusável, porém, é que a sua doutrina tem por base essencial, por pedra angular, a lei do amor e da caridade. Ele não podia, pois, destruir de um lado o que construía do outro, de onde é imperioso tirar esta consequência rigorosa: se certas máximas estão em contradição com aquele princípio, é que as palavras que se lhe atribuem foram mal reproduzidas, mal compreendidas, ou não lhe pertencem.

7 – Admira-se, e com razão, de ver Jesus mostrar, nesta circunstância, tenta indiferença para com os seus, e de qualquer sorte renegar sua mãe. Pelo que respeita aos seus irmãos, sabe-se que nunca tiveram simpatia por Ele. Espíritos pouco adiantados, não haviam compreendido a sua missão. Era bizarra, para eles, a conduta de Jesus, e seus ensinamentos não os haviam tocado, pois nenhum deles se fez seu discípulo. Parece mesmo que eles participavam, até certo ponto, das prevenções de seus inimigos. De resto, é certo que o recebiam mais como um estranho do que como um irmão, quando se apresentava em família. E São João diz, positivamente: que não acreditavam nele. (Ver cap. VII)

Quanto à sua mãe, ninguém contestaria sua ternura para com o filho. Mas é necessário convir, também, que ela não parece ter feito uma idéia justa de sua missão, pois jamais se soube que seguisse os seus ensinos, nem que desse testemunho dele, como o fez João Batista. A solicitude maternal era o seu sentimento dominante. No tocante a Jesus, supor que houvesse renegado sua mãe, seria desconhecer-lhe o caráter, pois semelhante pensamento não poderia animar aquele que disse: Honra a teu pai e a tua mãe. É, pois, necessário procurar outro sentido para as suas palavras, quase sempre veladas pela forma alegórica.

Jesus não perdia nenhuma ocasião de ensinar. Serviu-se, portanto, da que lhe oferecia a chegada de sua família, para estabelecer a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual.

 

REFLEXÕES: Allan Kardec inicia seus comentários, lembrando que certas palavras pronunciadas por Jesus parecem estranhas e contraditórias aos seus próprios ensinos. Realmente, essas parecem contradizer toda a sua bondade, toda a sua benevolência para com todos, e, como toda a sua doutrina tem por base o amor e a caridade, necessário se torna analisa-la dentro do contexto global da mesma. Em realidade, Jesus, colocava sua missão acima de tudo.  Assim, aproveitava todas as circunstâncias e situações para deixar seus ensinos, sempre verbais. Nessa passagem de sua vida, apenas aproveitou a situação para esclarecer que antes de qualquer parentesco biológico, somos todos irmãos, na paternidade divina. E o que faz a ligação espiritual é a afinidade de sentimentos, de pensamentos, de ideias e não os laços de sangue. Destacou assim, a diferença entre o parentesco corporal e o parentesco espiritual, que o espiritismo tornou bem compreensível, com a lei das reencarnações, através das quais as famílias consanguíneas vão se desfazendo, sendo englobadas, inseridas na família espiritual, que vai crescendo sempre, constituídas pelos que aprenderam a se amar. Assim a lição nos leva a uma reflexão sobre a composição do nosso núcleo familiar: nosso núcleo familiar consanguíneo é o primeiro agrupamento em que nos compete fazer o Bem, mas não é o único. Nossa família é a Humanidade inteira. 
Se falarmos em termos físicos, não temos dúvidas, meu pai é Senhor Fulano, minha mãe é Dona Beltrana, e meus irmãos são os cicranos. Contudo, a lição de Jesus Cristo não era para aquele momento, era para todos os tempos. Meu pai, minha mãe, meus irmãos, estão na Humanidade. Necessário aprendermos a auxiliar em todos os sentidos nosso núcleo familiar, para que sejamos úteis na obra coletiva do Pai, a Humanidade. 
Pensemos nisto!

 

PRECE FINAL E VIBRAÇÕES

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

Pai Amado, ao finalizarmos nossos estudos Te agradecemos por tudo que nos dá e rogamos por todos aqueles que estão passando por necessidades, provações e sofrimentos, sejam eles encarnados ou desencarnados.

Assim Pai, rogamos, através da Prece de Caritas que estenda, sobre todas as criaturas, Tuas Mãos Misericordiosas e derrame Tuas bênçãos:

Deus nosso Pai, que Sois todo poder e bondade, dai força àqueles que passam pela provação,
dai luz àqueles que procuram a verdade, e ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus, dai ao viajante a estrela Guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, dai ao culpado o arrependimento, ao espírito, a verdade, à criança o guia, ao órfão, o pai.
Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criaste.
Piedade, Senhor, para aqueles que não Vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores, derramarem por toda à parte a paz, a esperança e a fé.

Deus, um raio, uma faísca do Vosso divino amor pode abrasar a Terra, deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lagrimas secarão, todas as dores acalmar-se-ão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos.
Oh! bondade, Oh! Poder, Oh! beleza, Oh! perfeição,
e queremos de algum modo alcançar  a Vossa misericórdia.

Deus, dai-nos a força no progresso de subir até Vós, dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão, dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde refletirá um dia a Vossa Santíssima imagem.

E assim, te agradecemos Pai de Amor e Misericórdia, por todas bênçãos que nos foram enviadas neste momento de preces. Agradecemos aos Teus mensageiros de Luz que sempre nos orientam. Mas ainda te rogamos de maneira especial por todas as vitimas e familiares, por todos aqueles que estão trabalhando arduamente no resgate de Brumadinho. Que Tua Luz os fortaleça sempre.

Mestre Jesus, agradecemos pelos Teus ensinamentos, por esses momentos de aprendizado, preces e reflexões e pedimos permissão para que nossas águas sejam fluidificadas, que nelas sejam depositados os medicamentos necessários para nosso reequilíbrio físico, espiritual e mental. Graças Vos damos. Que Tuas vibrações amorosas permaneçam conosco no decorrer deste dia e que a Tua Paz nos envolva sempre.

Permaneça conosco, Senhor e que assim seja.

 

Paz e Bem.

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