Blog Dr. Inácio Ferreira
Carlos A. Baccelli, terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Diminuir |
Aumentar
ESPÍRITO E MATÉRIA
Alguns espíritas têm escrito que o nosso propósito, nas obras mediúnicas de nossa lavra, é o de materializar o Plano Espiritual. Das duas, uma: revelam quase total desconhecimento da Doutrina ou estão agindo de má-fé! Como fica difícil aceitar a primeira hipótese, visto que muitos deles escrevem e falam como se fossem “doutores da lei”, temos, embora a contragosto, que concluir pela segunda possibilidade.
Apenas para que os leitores deste blog reflitam sobre o que afirmamos acima, transcrevo, de maneira sucinta, alguns trechos de obras que, do ponto de vista doutrinário, são acatadas sem maior contestação.
“O LIVRO DOS ESPÍRITOS”:
82. É certo dizer que os espíritos são imateriais?
– Como se pode definir uma coisa, quando não se dispõe de termos de comparação e se usa linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exato; pois deves compreender que, sendo uma criação, o espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, mas para a qual não dispondes de analogia, que não pode ser percebida pelos vossos sentidos.
“EMMANUEL”
Pergunta – Será lícito considerarem-se espírito e matéria como dois estados alotrópicos de um só elemento primordial, de maneira a obter-se a conciliação das duas escolas perpetuamente em luta, dualista e monista, chegando-se a uma concepção unitária do Universo?
Resposta – É lícito considerarem-se espírito e matéria como estados diversos de uma essência imutável, chegando-se desta forma a estabelecer a unidade substancial do Universo. Dentro, porém, desse monismo físico-psíquico, perfeitamente conciliável com a doutrina dualista, faz-se preciso considerar a matéria como o estado negativo e o espírito como o estado positivo desta substância. O ponto de integração dos dois elementos estreitamente unidos em todos os planos do nosso relativo conhecimento, ainda não o encontramos. (...). (Cap. XXXIII – Quatro Questões de Filosofia)
“NO MUNDO MAIOR”
“(...) Posso, contudo, dizer-te hoje que, se existe a química fisiológica, temos também a química espiritual, como possuímos a orgânica e a inorgânica, existindo extrema dificuldade em definir-lhe os pontos de ação independente. Quase impossível é determinar-lhes a fronteira divisória, porquanto o espírito mais sábio não se animaria a localizar, com afirmações dogmáticas, o ponto onde termina a matéria e começa o espírito”. (Cap. 4 – Estudando o Cérebro)
Conclusão:
De fato, o que existe são o Criador e a Criação. A Criação não poderia ser de natureza diversificada do Criador. Espírito e matéria, portanto, tiveram o mesmo princípio e são destinados ao mesmo fim.
Encerremos com pequeno trecho da magnífica preleção do Ministro Flácus, no livro “LIBERTAÇÃO”: “Nós outros e a humanidade militante na carne não representamos senão diminuta parcela da família universal, confinados à faixa vibratória que nos é peculiar”.
Leiamos e estudemos, pois! Incansavelmente, leiamos e estudemos!
INÁCIO FERREIRA
Uberaba - MG, 12 de janeiro de 2010.
|