A Ciência do Futuro
Cairbar Schutel, quinta-feira, 9 de julho de 2009
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Existe ciência do passado, existe a ciência do presente, logo há de existir a ciência do futuro. A ciência do passado não serve para o presente, assim como a do presente não podia se adaptar à do passado. A ciência do futuro também não tem lugar no presente. "O Espiritismo será a ciência do futuro". Esta frase não é nossa, é a sentença de um sábio clarividente. A dificuldade, pois, da recepção do Espiritismo pelos homens, em geral, consiste justamente nisso, em não ser ele a "ciência do presente", mas sim a "ciência do futuro". Querer adaptar o futuro ao presente é a obra mais difícil que se pode tentar. No ano de 1600 quem poderia demonstrar, mesmo aos "sábios e entendidos", que a Terra era esférica? Quando todos julgavam-na, de acordo com a ciência daquele tempo, um grande pranchão (chato) que mantinha a humanidade e tudo que com ela vive! Haja vistas a excomunhão do frade irlandês Virgílio pelo Papa Zacarias por haver aquele afirmado a existência dos antípodas. Em 1615 e além dessa era, por muito tempo, a ciência tinha absoluta certeza da imobilidade da Terra, chegando os grandes sábios da época a condenar Galileu e Copérnico incluindo suas obras no Índex, por haverem eles afirmado o movimento do nosso planeta. E tudo isso por que? Porque era ciência daquele tempo a imobilidade da Terra, e ciência do futuro o seu movimento, não podendo a ciência do futuro fazer parte das ideias do passado. Todas as novidades que nos dão comodidades e bem-estar não podiam favorecer à humanidade de outra era, que se regia pela ciência do seu tempo. Foi preciso que uma nova ciência aparecesse e se afirmasse para vir o vapor, o telégrafo, o telefone, o automóvel, a luz elétrica. E se dissessem naquele tempo aos nossos avós e bisavós e tataravós que havia uma ciência que ensinava grandes coisas, fazia carros que se moviam por si e traziam "os cavalos dentro", fazia luz que atravessava por um fio de cobre sem azeite, sem lenha, sem querosene, que em poucos minutos se mandava uma carta daqui à Europa, e por um fio também se conversada a 500 e mais quilômetros de distância!!! A ciência do presente decididamente não pode adaptar-se ao passado. O Espiritismo não pode, como ciência do futuro, adaptar-se ao presente: "Vinho novo em odres velhos arrebenta o odre e entorna o vinho". Entretanto, como existem ainda no nosso mundo homens do passado e homens do presente, é claro que existem também homens do futuro. Para estes o Espiritismo é a ciência do presente, para aqueles a ciência do futuro, e para os demais tataravós e bitataravós também de um futuro ainda mais remoto que nem lobrigar eles podem. De todo o modo o "Espiritismo é a ciência do futuro", não mais deixará de ser a Ciência com todas as sua insígnias demonstrativa de imortalidade e incessante progresso para a luz e eterna felicidade
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