Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XIII – QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA - II Beneficência - itens 15 e 16

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

HORA DO EVANGELHO NO LAR

"Cada semente de amor que plantes num coração será uma bênção a multiplicar-se e um desditoso a menos." (Joanna de Ângelis).

 

PRECE

Queridos irmãos, que a Paz de Jesus envolva a todos neste momento. Vamos orar:
Neste momento rogamos a Deus, nosso Pai, a Jesus, nosso Mestre e aos bondosos benfeitores espirituais que nos ampare, nos ilumine e nos auxilie o entendimento da lição que vamos estudar hoje.  Que possamos ser amparados nas nossas dificuldades e dúvidas, que possamos silenciar nossa mente e estarmos abertos e receptivos para os estudos de hoje e que tenhamos discernimento para colocarmos os ensinamentos de hoje em nossos dias.

Agradecemos ao Pai, pela presente reencarnação, a Jesus por todos os ensinamentos e ainda rogamos que permaneça sempre junto a nós.

Aos nossos benfeitores espirituais, nossa gratidão.

Que neste ano que se inicia, possamos Senhor, sermos pessoas melhores, seguindo sempre o Teu Evangelho de Luz.

E assim, protegidos e amparados, iniciamos o estudo do Evangelho.

Que assim seja.

Graças a Deus e ao Mestre Jesus!

 

 

MENSAGEM INICIAL

CARIDADE SEMPRE

Ideal seria que não existisse a miséria de qualquer matiz.

Sem dúvida, estaríamos no paraíso, fosse a dor expulsa do meio em que nos encontrássemos.

Agradável redundaria o tempo, estivessem às paisagens coloridas de esperança e o espectro da enfermidade não rondasse os nossos passos.

A realidade, porém, é bem outra.

Onde quer que o espírito endividado para com a Lei se encontre, aí estarão presentes suas necessidades em caráter de imperiosa cobrança.

E por que se apresentam aflições de toda ordem, não nos cabe refugiar-nos através das evasivas com que muitos se furtam ao dever da solidariedade, da caridade.

Diante, pois, dos afligentes problemas que deparas pelo caminho, fazer alguma coisa.

Dispões de milagres de cordialidade ao teu alcance, que podes distribuir sem prejuízos.

Muitos corações pensam no auxílio material e recuam considerando-se incapazes de distribuí-lo argumentando que são incontáveis os necessitados…

Outros se referem ao labor moral, ante os infelizes deste ou daquele teor para logo desanimarem em face dos inúmeros dissabores com que se vêem constrangidos arrostar…

Podes e deves fazer alguma coisa.

Cada semente de amor que plantes num coração será uma bênção a multiplicar-se e um desditoso a menos.

A dádiva material que ora ajuda e passa é o socorro na horizontal. Não te aflijas pensando que a miséria retornará.
Caso nada possas em relação ao futuro, produze em direção do presente.

A lâmpada moral, que acendes no país atormentado de um espírito, será sol emboscado num perene horizonte de luz. Não te preocupes raciocinando que nuvens borrascosas poderão de futuro impedir a claridade. Ilumina hoje, produzindo na vertical da vida.

A lição de amor pulsante no teu sentimento, que te leva a ajudar, converte-se em mensagem de caridade rutilante que fulgirá a teu próprio benefício, impedindo que a treva do cansaço e da revolta da enfermidade e do desânimo, estabeleça morada no lar do corpo que teu espírito habita transitoriamente.

Caridade, pois, sempre.

Livro: Celeiro de Bênçãos - Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XIII – QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: A BENEFICIÊNCIA – itens 15 e 16 – Parte 3.

 

UM ESPÍRITO PROTETOR - Lyon, 1861

15 – Meus caros amigos, cada dia ouço dizerem entre vós: “Sou pobre, não posso fazer a caridade”. E cada dia, vê que faltais com a indulgência para com os vossos semelhantes. Não lhes perdoais coisa alguma, e vos arvorais em juízes demasiado severos, sem vos perguntar se gostaríeis que fizessem o mesmo a vosso respeito. A indulgência não é também caridade? Vós, que não podeis fazer mais do que a caridade indulgente, faz pelo menos essa, mas fazei-a com grandeza. Pelo que respeita à caridade material, quero contar-vos uma história do outro mundo.

Dois homens acabavam de morrer. Deus havia dito: “Enquanto esses dois homens viverem, serão postas as suas boas ações num saco para cada um, e quando morrerem, serão pesados esses sacos”. Quando ambos chegaram à sua última hora. Deus mandou que lhe levassem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, estufado, e retinia o metal dentro dele. O outro era tão pequeno e fino, que se viam através do pano as poucas moedas que continha. Cada um dos homens reconheceu o que lhe pertencia: “Eis o meu, — disse o primeiro — eu o conheço; fui rico e distribui bastante!” O outro: “Eis o meu. Fui sempre pobre, ah! Não tinha quase nada para distribuir”. Mas, ó surpresa: postos na balança, o maior tornou-se leve e o pequeno se fez pesado, tanto que elevou muito o outro prato da balança. Então, Deus disse ao rico: “Deste muito, é verdade, mas o fizeste por ostentação, e para ver o teu nome figurando em todos os templos do orgulho. Além disso, ao dar, não te privaste de nada. Passa à esquerda e fica satisfeito, por te ser contada a esmola como alguma coisa”. Depois, disse ao pobre: “Deste bem pouco, meu amigo, mas cada uma das moedas que estão na balança representou uma privação para ti. Se não distribuíste a esmola, fizeste a caridade, e o melhor é que a fizeste naturalmente, sem te preocupares de que a levassem à tua conta. Foste indulgente; não julgaste o teu semelhante; pelo contrário, encontraste desculpas para todas as suas ações. Passa à direita, e vai receber a tua recompensa.

*

JOÃO - Bordeaux, 1861

16 – A mulher rica, feliz, que não tem necessidade de empregar o seu tempo nos trabalhos da casa, não pode dedicar algumas horas ao serviço do próximo? Que, com as sobras dos seus gastos felizes, compre agasalhos para o infeliz que tirita de frio; com suas mãos delicadas, confeccione roupas grosseiras, mas quentes, e ajude a mãe pobre a vestir o filho que vai nascer. Se o seu filho, com isso, ficar com alguns rendados de menos, o daquela terá mais calor. Trabalhar para os pobres é trabalhar na vinha do Senhor.

E tu, pobre operária, que não dispõe de sobras, mas que desejas, no amor por teus irmãos, dar também um pouco do que possuis, oferece algumas horas do teu dia, do teu tempo, que é o teu único tesouro. Faze alguns desses trabalhos elegantes que tentam os felizes, vende o produto dos teus serões, e poderás também proporcionar, a teus irmãos a tua parte de alívio. Terás, talvez, algumas fitas a menos, mas darás sapatos aos que vivem descalços.

E vós, mulheres devotadas a Deus, trabalhai também para as vossas obras piedosas, mas que os vossos trabalhos delicados e custosos não sejam feitos apenas para ornar as vossas capelas, ou para atrair a atenção sobre a vossa habilidade e paciência. Trabalhai, minhas filhas, e que o resultado de vossas obras seja consagrado ao alívio de vossos irmãos em Deus. Os pobres são os seus filhos bem amados: trabalhar por eles é glorificá-lo. Sede os instrumentos da Providência, que diz: “Às aves do céu, Deus dá o alimento”. Que o ouro e a prata, tecidos pelos vossos dedos, se transformem em roupas e provisões para os necessitados. Fazei isso, e o vosso trabalho será abençoado.

E todos vós, que podeis produzir, daí: daí o vosso gênio, daí as vossas inspirações, daí o vosso coração, que Deus vos abençoará. Poetas, literatos, que sois lidos somente pela gente de sociedade, preenchei os seus lazeres, mas que o produto de algumas de vossas obras seja destinado ao alívio dos infelizes. Pintores, escultores, artistas de todos os gêneros, que a vossa inteligência venha também ajudar os vossos irmãos: não tereis menos glória por isso, e eles terão alguns sofrimentos a menos.

Todos vós podeis dar: a qualquer classe a que pertençais, tereis sempre alguma coisa que pode ser dividida. Seja o que for que Deus vos tenha dado, deveis uma parcela aos que não têm sequer o necessário, pois em seu lugar ficaríeis contentes, se alguém dividisse convosco. Vossos tesouros da terra diminuirão um pouco, mas vossos tesouros do céu serão mais abundantes: colhereis pelo cêntuplo, lá em cima, o que semeardes em benefícios aqui em baixo.

 

REFLEXÕES: O Espírito Protetor que assina esta mensagem, inicia , citando as pessoas que dizem não poder fazer a caridade por serem pobres, por não possuírem condições para dar do que têm. Todavia, essas mesmas pessoas não são indulgentes para com seus semelhantes, não lhes desculpam nenhuma falta, colocando-se como juízes severos. E João de Bordéus, dirige o primeiro parágrafo às mulheres e os dois últimos a todos, homens e mulheres. Todos sempre podem dar algo para aliviar as carências materiais de alguém. Diz-nos Joana de Angelis que Jesus iniciou o sublime serviço de caridade para com todos, especialmente para com os portadores das grandes enfermidades. Que Ele jamais selecionou quem quer que seja, que nunca negou assistência carinhosa e socorro especial, de acordo com a problemática de que a criatura fosse portadora. E que após o seu retorno ao Pai, Simão Pedro ergueu, em sua memória, nos Arredores de Jerusalém, o primeiro núcleo de socorro a todos quantos se encontrassem sob sofrimento.  Assim, a beneficência cristã iniciou o auxílio fraternal a todos os indivíduos, sem qualquer preconceito em relação à sua origem, crença, comportamento, todos são considerados irmãos em necessidades, filhos do mesmo Pai. Diz-nos a Benfeitora que a beneficência é a mãe generosa da promoção do ser humano, que alguns se dedicam à educação, outros aos cuidados médicos, mais outros à velhice abandonada, grande número ao alimento, ao vestuário, ao medicamento, à solidariedade da palavra gentil e fraternal. E nos orienta que nem o silêncio constrangedor nem o falatório desagradável deve ser a nossa atitude existencial. Mas que devemos sim, manter o nosso silêncio moral distribuindo-o em palavras sábias com todos aqueles que nos buscarem nosso auxílio. Pensemos nisto!

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

E assim, agradecendo a Jesus pelos ensinamentos de hoje, por mais esta oportunidade de aprendizado, vamos encerrando nossas reflexões, pedindo ainda que nos auxilie a executarmos alegremente as próprias obrigações, a nos silenciarmos diante das ofensas, a esquecermos do favor prestado, a emudecermos nossa agressividade, a treinarmos a paciência ouvindo fraternalmente os companheiros necessitados. Auxilia-nos Mestre a buscarmos sempre a melhor parte das pessoas que compartilham a existência conosco.

Rogamos e vibramos Mestre Amado, por nosso Orbe Terrestre; por todos os povos de todos os Países; pelo nosso Brasil, nossa Pátria Amada, que possa haver sempre justiça e paz a toda a humanidade.

Vibramos, neste momento, principalmente por todos aqueles que se encontram enfermos do corpo físico ou do espírito, encarnados e desencarnados, em especial pelos suicidas. 

Vibramos por nossos idosos;  nossos jovens; por todas as crianças; por todos os lares da terra, para que tenham sempre harmonia e amor; por todos aqueles que estão buscando alívio e amparo para suas dores e necessidades.

Vibramos muito especialmente, por nossos familiares e amigos e, por todos os membros e líderes de todas as Casas religiosas.

Que nossas preces sejam atendidas e que nossas águas sejam fluidificadas para que, através delas, possamos receber o medicamento que nos fortalece.

Graças Vos damos Senhor por estes momentos de aprendizado, reflexões e prece.

Que Tuas vibrações amorosas nos envolvam e permaneçam sempre conosco.

Que assim seja. 

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

Paz e Luz!

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