Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XIII – QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA - A Beneficência itens 11 e 12

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR

 "Sede bons e caridosos: eis a chave dos céus, que tendes nas mãos. Toda a felicidade eterna se encerra nesta máxima: “Amai-vos uns aos outros”.  (São Vicente de Paula, ESE, cap. XIII - item 12).

 

PRECE

Queridos irmãos, que a Paz de Jesus envolva a todos neste momento. Vamos orar:
Deus nosso Pai, ao colocarmos nossos corações em preces, queremos Te fazer um pedido especial, mas antes Te louvamos humildemente pelo aniversário do nosso Irmão Maior, nosso Mestre, Modelo e Guia, Jesus.

Nosso pedido Pai vai ao encontro dos mais nobres sentimentos ensinados por Jesus, quando esteve entre nós.

Rogamos-te Pai de Infinita Bondade, que estendas Tuas Mãos sobre toda a humanidade, de forma a tocar os corações, de maneira tão profunda, que possas exaltar as nossas sensibilidades para o verdadeiro sentido do Natal, de amarmos uns aos outros, como Jesus nos ama.

Ilumina Pai Amado, o nosso desejo de harmonia familiar, para que a paz do mundo, que tanto desejamos, comece em nossos lares.

Estimula nossos corações à fraternidade e à solidariedade, dando além do pão que sacia a fome do corpo, o pão que sacia a fome espiritual, dando o melhor de nós mesmos.

Estimula-nos à humildade, para que estejamos presentes de corpo e alma, junto aos nossos familiares e amigos, permitindo Tua presença entre nós, emanando boas vibrações, nos encorajando ao perdão das ofensas, à benevolência para com todos e indulgência com as imperfeições alheias e para com as nossas próprias imperfeições.

Por fim, Senhor, rogamos que a Luz do Natal, nosso Senhor Jesus Cristo, esteja presente em nossos lares, todos os dias de nossas vidas, nos conduzindo ao Amor Fraternal.

Que assim seja.

Graças a Deus.

 

 

MENSAGEM INICIAL

NATAL DO SENHOR

 

Mestre Amado e Generoso,

Nas bênçãos de Teu Natal,

Também nós te recordamos

No campo espiritual.

 

E lembramos comovidos,

A noite ditosa e bela,

Em que surgiste, exaltando

A manjedoura singela.

 

Divino Pastor, nascias,

Na solidão da pobreza,

Santificando a humildade

Nas luzes da natureza.

 

E trabalhaste e sofreste

Para as vitórias da luz,

Desde a esperança do berço

Às ironias da cruz.

 

E embora os Teus sacrifícios

Na lágrima, no suor,

A Terra, Jesus, se veste

De angústia, miséria e dor.

 

Volta a nós, Pastor Sublime,

Que o edil da humanidade,

Se estende aos abismos negros

De ignorância e maldade.

 

As tuas ovelhas frágeis

Cansadas de sombra e guerra,

Atropelam-se assustadas,

Ao longo de toda Terra!

 

Ó Senhor, dá-nos, de novo,

Fidelidade ao dever,

No dom da simplicidade,

No impulso de agradecer.

 

Que em Teu Natal, nós possamos

Recordar com mais fervor,

Teus exemplos de renúncia

E  as Tuas lições de amor.

 

Trechos da mensagem contida no Livro “Preito de Amor”. Lição nº 01. Página 12 - Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XIII – QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: II A Beneficência – itens 11 e 12

ADOLFO -  Bispo de Alger, Bordeaux, 1861

11 – A beneficência, meus amigos, vos dará neste mundo os gozos mais puros e mais doces, as alegrias do coração, que não são perturbadas nem pelos remorsos, nem pela indiferença. Oh!, pudésseis compreender tudo o que encerra de grande e de agradável a generosidade das belas almas, esse sentimento que faz que se olhe aos outros com o mesmo olhar voltado para si mesmo, e que se desvista com alegria para vesti a um irmão! Pudésseis, meus amigos, ter apenas a doce preocupação de fazer aos outros felizes! Quais as festas mundanas que se pode comparar a essas festas jubilosas, quando, representantes da Divindade, levais a alegria a essas pobres famílias, que da vida só conhecem as vicissitudes e as amarguras; quando vedes esses rostos macilentos brilharem subitamente de esperança, desprovidos de pão, esses infelizes e seus filhos, ignorando que viver é sofrer, gritavam, choravam e repetiam estas palavras, que, como finos punhais, penetravam o coração materno: “Tenho fome!” Oh!, compreendei quanto são deliciosas as impressões daquele que vê renascer a alegria onde, momentos antes, só havia desespero! Compreendei quais são as vossas obrigações para com os vossos irmãos! Ide, ide ao encontro do infortúnio, ao socorro das misérias ocultas, sobretudo, que são as mais dolorosas. Ide, meus bem-amados, e lembrai-vos destas palavras do Salvador: “Quando vestirdes a um destes pequeninos, pensai que é a mim que o fazeis!”

Caridade! Palavra sublime, que resume todas as virtudes, és tu que deves conduzir os povos à felicidade. Ao praticar-te, eles estarão semeando infinitas alegrias para o próprio futuro, e durante o seu exílio na Terra, serás para eles a consolação, o antegozo das alegrias que mais tarde desfrutarão, quando todos reunidos se abraçarem, no seio do Deus de amor. Foste tu, virtude divina, que me proporcionaste os únicos momentos de felicidade que gozei na Terra. Possam os meus irmãos encarnados crer na voz do amigo que lhes fala e lhes diz: É na caridade que deveis procurar a paz do coração, o contentamento da alma, o remédio para as aflições da vida. Oh!, quando estiverdes a ponto de acusar a Deus, lançai um olhar para baixo, e vereis quantas misérias a aliviar, quantas pobres crianças sem família; quantos velhos sem uma só mão amiga para os socorrer e fechar-lhes os olhos na hora da morte! Quanto bem a fazer! Oh!, não reclameis, antes agradecei a Deus, e prodigalizai a mancheias a vossa simpatia, o vosso amor, o vosso dinheiro, a todos os que, deserdados dos bens deste mundo, definham no sofrimento e na solidão. Colhereis neste mundo alegrias bem suaves, e mais tarde… somente Deus o sabe!

*

                        SÃO VICENTE DE PAULO - Paris, 1858

12 – Sede bons e caridosos: eis a chave dos céus, que tendes nas mãos. Toda a felicidade eterna se encerra nesta máxima: “Amai-vos uns aos outros”. A alma não pode elevar-se às regiões espirituais senão pelo devotamento ao próximo; não encontra felicidade e consolação senão nos impulsos da caridade. Sede bons, amparai os vossos irmãos, extirpai a horrível chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, o caminho da felicidade eterna deve abrir-se para vós. Aliás, quem dentre vós não sentiu o coração pulsar, crescer sua alegria interior, ao relato de um belo sacrifício, de uma obra de pura caridade? Se buscásseis apenas o deleite de uma boa ação, estaríeis sempre no caminho do progresso espiritual. Exemplos não vos faltam; o que falta é a boa vontade, sempre rara. Vede a multidão de homens de bem, de que a vossa história evoca piedosas lembranças.

O Cristo não vos disse tudo o que se refere a essas virtudes de caridade e amor? Por que deixastes de lado os seus divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras, o coração às suas doces máximas? Eu desejaria que se votasse mais interesse, mais fé às leituras evangélicas; mas abandona-se esse livro, considerado como texto quimérico, mensagem cifrada; deixa-se no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm do abandono voluntário desse resumo das leis divinas. Lede, pois, essas páginas ardentes sobre a abnegação de Jesus, e meditai-as.

Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa doçura, da vossa fé, as vossas armas; tende mais persuasão e mais constância na propagação de vossa doutrina. É apenas um encorajamento que vimos dar-vos, e é para estimular o vosso zelo e as vossas virtudes, que Deus permite a nossa manifestação. Mas, se quisésseis, bastaria a ajuda de Deus e da vossa própria vontade, pois as manifestações espíritas se produzem somente para os que têm os olhos fechados e os corações indóceis.

A caridade é a virtude fundamental que deve sustentar o edifício das virtudes terrenas; sem ela, as outras não existiriam. Sem a caridade, nada de esperar uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie; sem a caridade, nada de fé, pois a fé não é mais do que um raio de luz pura, que faz brilhar uma alma caridosa.

A caridade é a âncora eterna de salvação em todos os mundos: é a mais pura emanação do Criador; é a sua própria virtude, que Ele transmite à criatura. Como pretender desconhecer esta suprema bondade? Qual seria o coração suficientemente perverso para, assim pensando, sufocar em si e depois expulsar este sentimento inteiramente divino? Qual seria o filho bastante mau para revoltar-se com essa doce carícia: a caridade?

Não ousarei falar daquilo que fiz, porque os Espíritos também têm o pudor de suas obras; mas considero a que iniciei como uma das que mais devem contribuir para o alívio de vossos semelhantes. Vejo frequentemente os Espíritos pedirem por missão continuar a minha tarefa; eu os vejo, minhas doces e queridas irmãs, no seu piedoso e divino ministério; eu os vejo praticar a virtude que vos recomendo, com toda a alegria que essa existência de abnegação e sacrifícios proporciona. É uma grande felicidade, para mim, ver quanto se enobrece o seu caráter, quanto a sua missão é amada e docemente protegida. Homens de bem, de boa e forte vontade, uni-vos para continuar amplamente a obra de propagação da caridade. Encontrareis a recompensa dessa virtude no seu próprio exercício. Não há alegria espiritual que ela não proporcione desde a vida presente. Permanecei unidos. Amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja!

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 *Senhor!...

Enquanto o júbilo do Natal acende a flama da oração, renova-nos para o mundo melhor.

Há quem diga que a fé se perdeu nas engrenagens da civilização e que a ciência na Terra apagou a luz espiritual.

Em verdade, Mestre, o homem que já controla as energias atômicas prepara-se à conquista das forças cósmicas, qual se fosse comandante da vida. Entretanto, à frente dos olhos, não temos somente o egoísmo e a vaidade que lhe comprometem a grandeza, semelhante a magnificente palácio sobre chão de explosivos...

Em toda parte, marginando a carruagem dos poderosos, arrastam-se os vencidos de todas as condições. Muitos enlouqueceram, no excesso de conforto, e vagueiam nas furnas dos entorpecentes; outros, terrificados na visão dos crimes perfeitos, nascidos da pompa intelectual, jazem mutilados mentalmente nas trincheiras do hospício. Milhões erguem os braços por antenas de dor, no imenso mar das provações humanas, quais náufragos, nos esgares da morte, junto de multidões agitadas e infelizes cansadas de incerteza e desilusão...

Por tudo isso, Senhor, nós, que tantas vezes te negamos acesso às portas da alma, esperamos por Ti, nos campos atormentados do coração.

Dobra-nos a orgulhosa cerviz, diante da manjedoura, em que exemplificas a abnegação e a simplicidade e perdoando ainda nossas fraquezas e as nossas mentiras, ensina-nos, de novo, a humildade e o serviço, a concórdia e o perdão, com a melodia sempre nova do Teu cântico de esperança: - Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e Boa Vontade para os homens!...

Que assim seja hoje e sempre!

Paz e Bem!

 

 

*Prece do Natal – Emmanuel/Chico Xavier.

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