Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XIII – QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA - Caridade Material e Caridade Moral.

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR

 "Todos os deveres do homem se encontram resumidos na máxima:

Fora da caridade não há salvação" (Allan Kardec, ESE, cap. XV - item 5).

 

PRECE

Queridos irmãos, que a Paz de Jesus envolva a todos neste momento. Vamos orar:
Senhor Jesus que, neste momento em que nos preparamos para o estudo do Teu Evangelho de Luz, possamos encontrar a paz necessária para dedicarmos nossa atenção aos ensinamentos de hoje, que possamos abrir nossos corações e nossas mentes para compreendermos e interiorizarmos a lição de hoje. Que nossos protetores espirituais possam estar junto a nós, auxiliando-nos, protegendo e nos amparando sempre.

E assim, protegidos e amparados, em Teu nome Mestre Jesus, em nome de Francisco de Assis e dos Benfeitores Espirituais responsáveis por esta tarefa de amor, mas acima de tudo em nome de Deus, nosso Pai de Bondade, iniciamos nosso estudo de hoje.

Que o aprendizado de hoje nos auxilie a sermos sempre pessoas melhores, a termos em nossos corações a compreensão o respeito e o amor a todos os que compartilham da vida conosco, nossos irmãos de caminhada.

Sê conosco Mestre Jesus e que assim seja.

 

MENSAGEM INICIAL

Caridade, A Meta

Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.

Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.

Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.

Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.

Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-te de um mister de pequena monta.

Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.

Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.

A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.

Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.

A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria socioeconômica, visíveis em toda parte.

Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.

A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;

a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;

a tolerância, em favor dos ofensores;

a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;

a piedade, dirigida ao opressor e déspota;

a oração intercessória, pelo adversário;

a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;

a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinquência e a loucura...

A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.

Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.

Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.

Caridade, pois, eis a meta.

FRANCO, Divaldo Pereira. “Vigilância”- Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

 

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XIII – QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: A CARIDADE MATERIAL E A CARIDADE MORAL – ITENS 9 E 10

IRMÃ ROSÁLIA - Paris, 1860

9 – “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fosse feito”. Toda a religião, toda a moral, se encerram nestes dois preceitos. Se eles fossem seguidos no mundo, todos seriam perfeitos. Não haveria ódios, nem ressentimentos. Direi mais ainda: não haveria pobreza, porque, do supérfluo da mesa de cada rico, quantos pobres seriam alimentados! E assim não mais se veriam, nos bairros sombrios em que vivi, na minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças necessitadas de tudo.

Ricos! Pensai um pouco em tudo isso. Ajudai o mais possível aos infelizes; daí, para que Deus vos retribua um dia o bem que houverdes feito: para encontrardes, ao sair de vosso invólucro terrestre, um cortejo de Espíritos reconhecidos, que vos receberão no limitar de um mundo mais feliz.

Se pudésseis saber a alegria que provei, ao encontrar no além aqueles a quem beneficiei, na minha última vida terrena!

Amai, pois, ao vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que o desgraçado que repelis talvez seja um irmão, um pai, um amigo que afastais para longe. E então, qual não será o vosso desespero, ao reconhecê-lo depois no Mundo dos Espíritos!

Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem praticar, que materialmente nada custa, e que não obstante é a mais difícil de se por em prática.

A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados. Há um grande mérito, acreditai, em saber calar para que outro mais tolo possa falar: isso é também uma forma de caridade. Saber fazer-se de surdo, quando uma palavra irônica escapa de uma boca habituada a caçoar; não ver o sorriso desdenhoso com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se julgam superiores a vós, quando na vida espírita, a única verdadeira, está às vezes muito abaixo: eis um merecimento que não é de humildade, mas de caridade, pois não se incomodar com as faltas alheias é caridade moral.

Essa caridade, entretanto, não deve impedir que se pratique a outra. Pelo contrário: pensai, sobretudo, que não deveis desprezar o vosso semelhante; lembrai-vos de tudo o que vos tenho dito; é necessário lembrar, incessantemente, que o pobre repelido talvez seja um Espírito que vos foi caro, e que momentaneamente se encontra numa posição inferior à vossa. Reencontrei um dos pobres do vosso mundo a quem pude, por felicidade, beneficiar algumas vezes, e ao qual tenho agora de pedir, por minha vez.

Recordai-vos de que Jesus disse que somos todos irmãos, e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus! Pensai naqueles que sofrem, e orai.

*

UM ESPÍRITO PROTETOR - Lyon, 1860

10 – Meus amigos, tenho ouvido muitos de vós dizerem: Como posso fazer a caridade, se quase sempre não tenho sequer o necessário?

A caridade, meus amigos, se faz de muitas maneiras. Podeis fazê-la em pensamento, em palavras e em ações. Em pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem terem sequer vivido; uma prece de coração os alivia. Em palavras: dirigindo aos vossos companheiros alguns bons conselhos. Dizei aos homens amargurados pelo desespero e pelas privações, que blasfemam do nome do Altíssimo: “Eu era como vos; eu sofria, sentia-me infeliz, mas acreditei no Espiritismo e, vede agora sou feliz!” Aos anciãos que vos disseram: “É inútil; estou no fim da vida; morrerei como vivi”, respondei: “A justiça de Deus é igual para todos; lembrai-vos dos trabalhadores da última hora!” Às crianças que, já viciadas pelas más companhias, perdem-se nos caminhos do mundo, prestes a sucumbir às suas tentações, dizei: “Deus vos vê, meus caros pequenos!”, e não temais repetir frequentemente essas doces palavras, que acabarão por germinar nas suas jovens inteligências, e em lugar de pequenos vagabundos, fareis delas verdadeiros homens. Essa é também uma forma de caridade.

Muitos de vós dizeis ainda: “Oh! somos tão numerosos na terra, que Deus não pode ver-nos a todos!” Escutai bem isso, meus amigos: quando estais no alto de uma montanha, vosso olhar não abarca os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: Deus vos vê da mesma maneira; e Ele vos deixa o vosso livre arbítrio, como também deixais esses grãos de areia ao sabor do vento que os dispersa. Com a diferença que Deus, na sua infinita misericórdia, pôs no fundo do vosso coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Ouvi-a, que ela vos dará bons conselhos. Por vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal, e então ela se cala. Mas ficai seguros de que a pobre relegada se fará ouvir, tão logo a deixardes perceber a sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a, e frequentemente sereis consolados pelos seus conselhos.

Meus amigos, a cada novo regimento o general entrega uma bandeira. Eu vos dou esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros”. Praticai essa máxima: reunir-vos todos em torno dessa bandeira, e dela recebereis a felicidade e a consolação.

 

REFLEXÕES: Caridade é conceito antigo. Para uns, significa esmola. Para outros, limpeza de consciência. Para outros, ainda, encontro com Deus, através de nossa ação no bem. Em todos os casos percebemos que se trata de uma ação altruísta, em prol de alguém. Por certo o sentido da palavra caridade pode ser mais amplo que o pensado até aqui. Até porque precisamos levar em conta que caridade, embora poucos se deem conta disto, também se aplica a nós mesmos. A caridade material que está relacionada ao mundo físico, deve ser exercida com desprendimento e amor, ou seja, sem humilhações ou julgamentos. Porque o amor se manifesta de acordo com o que é oferecido, ele esta ligado a atitudes que são realizadas com a real vontade de auxiliar e não com aquelas situações em que os outros doam somente para se verem livres de quem pede ou para aliviar a consciência. Já a caridade moral, entendida por Jesus, está descrita em O Livro dos Espíritos, questão 886, “- Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? E os Espíritos respondem: — Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.”

Há muitas maneiras de se fazer caridade moral: em pensamentos, em palavras e em ações. Em pensamentos, através de orações a Deus, a Jesus, aos Espíritos Protetores, aos Santos de sua devoção, em favor dos que sofrem no plano material ou no plano espiritual, enviando a eles as melhores vibrações de simpatia e de solidariedade fraternal, abraçando-os, mesmo à distância, com os braços espirituais. Em palavras, com conselhos e esclarecimentos sinceros, vindos da razão e do coração, que evidenciem a vontade de vê-los mais confiantes em Deus, em si mesmo e nos homens. Em ações, poderá ser feita de pequenas ações de cada dia, como tolerar o semelhante, não desejar mal ao próximo, não revidar as ofensas, saber calar, ignorar a má palavra e o mau procedimento, começando sempre pelos nossos familiares. Os atos caridosos dão origem a amigos para a eternidade, demonstrando a quem os recebe e a quem deles participa que a bondade e a caridade não são qualificações impossíveis para os homens. É sempre possível fazer o exercício da caridade, a pessoa sempre encontra meios de fazer o bem. Pensemos nisto!

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

Elevemos nosso pensamento mentalizando Jesus, com suas Mãos Misericordiosas estendidas em direção de nosso Planeta, espargindo Luz e Energia. Sua Luz vai iluminando todo nosso planeta. Vamos visualizando essa Luz se aproximando de nossa Pátria, iluminando todo seu contorno, se fazendo mais forte e envolvendo todo nosso povo, envolvendo a todos nós, dando-nos força, coragem, fé e esperança.

E assim envolvidos, sentindo-nos amparados e protegidos vamos vibrando e pedindo a Jesus por todos aqueles que necessitam, que neste momento, encarnados e desencarnados, recebam o balsamo do Teu profundo Amor.

Vibramos Senhor, por todos aqueles que vivem em ambientes onde a guerra predomina que a Paz e o Amor os envolvam.  Que possamos, neste Natal, nos lembrarmos deles e fazermos por eles uma prece de paz.

Vibramos por todos aqueles que ainda trazem no coração sentimentos de mágoa, rancor e de odeio. Que a compreensão e o perdão possam adentrar esses corações e libertá-los dos sentimentos menores. Que possamos, neste Natal, nos lembrarmos dos que odeiam, e fazermos por eles uma prece de amor.

Vibramos Mestre Amado, por todos aqueles que nos magoaram e por todos aqueles que se consideram nossos inimigos. Que possamos, neste Natal, perdoarmos a todos aqueles que nos magoaram, que nos feriram e que se consideram nossos inimigos e por eles fazermos uma prece de perdão.

Vibramos Senhor, por todos aqueles que estão desempregados, desesperançados, que estão com depressão, envolvidos pela solidão. Que, neste Natal, nos lembremos de todos e por eles, façamos uma prece de esperança e de amor, para que saibam que não estão sozinhos.

Que, neste Natal Senhor, possamos esquecer as tristezas do ano que termina, e fazermos uma prece de alegria.

Acreditarmos que o mundo ainda pode ser melhor, e façamos por ele, por nosso mundo, uma prece de fé, de paz, de amor.

Obrigada Senhor por termos alimento em nossas mesas, quando tantos passam o ano com fome.

Por termos saúde, quando tantos sofrem.

Por termos um lar, quando tantos dormem nas ruas.

Por termos momentos felizes, quando tantos choram na solidão e na depressão.

Por termos amor, quando tantos vivem na mágoa e no ódio.

Obrigada Senhor, pela paz que nos envolve, quando tantos estão vivendo e sofrendo os horrores das guerras.

Obrigada pelos dias ensolarados, mas também pelos dias nublados e tristes que nos trazem o despertamento.

Obrigada pelos nossos familiares, nossos entes queridos.

Obrigada Senhor pela nossa Casa de Oração, porto seguro de nossas vidas e por todos os irmãos que nela encontramos.
Obrigada pela saúde e pela doença, pelas alegrias e pelas dores também, pelos ensinamentos de amor deixados pelo nosso Mestre Jesus, pela Tua presença em nossas vidas, muito obrigada Senhor!

Mestre permaneça sempre conosco, dando-nos o amparo que ainda necessitamos, fortalecendo-nos e esclarecendo-nos através dos ensinamentos edificantes do Teu Evangelho de Amor e de Luz.

Que assim seja,

Graças a Deus, Graças a Jesus!

 

Paz e Bem!

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