Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 27/11/2018

Adauto Alves de Lima/ADDE - terça-feira, 27 de novembro de 2018

DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS   -   CAPÍTULO VIII -  DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA

 

 

1. O sono e os sonhos. - 2. Visitas espíritas entre pessoas vivas. - 3. Transmissão oculta do pensamento. - 4. Letargia, catalepsia. Mortes aparentes. - 5. Sonambulismo. - 6. Êxtase. - 7. Dupla vista. - 8. Resumo teórico do sonambulismo, do êxtase e da dupla vista.

 

O sono e os sonhos

 

400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?

 

“É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.”

 

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

 

“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.”

 

 COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

 

Durante o sono do corpo, o Espírito fica mais livre. Com o corpo em descanso, afrouxam-se os laços e a alma sai para o espaço. A Terra é apenas o duplo das coisas espirituais. Convém pensar nisso e procurar entender as coisas do Espírito. O Espírito não fica inativo; ele busca a liberdade parcial, pelo sono, pois é nessas saídas que encontramos com mais facilidade os nossos companheiros fora da carne e travamos conversações com eles acerca dos assuntos que nos convém falar e ouvir.

O corpo precisa de descanso, e os seus órgãos se recompõem com as energias hauridas pelo Espírito no mundo espiritual, de forma que no dia seguinte está com mais alegria e ânimo para a labuta que corresponde ao seu dever. Para os espíritas, o sono mostra muitas revelações, como também esconde algumas, mas para os leigos no assunto, encontramos o “véu de Isis” empanando a verdade. Sonhar é sair do corpo por instantes, onde a alma vai, aqui e ali, buscando os fluidos divinos para manutenção do seu aparelho físico.

Enquanto o corpo descansa, a alma trabalha; enquanto o corpo trabalha, a alma trabalha. O Espírito é ativo onde quer que seja. Ele descansa trocando de labor, não obstante, quando o Espírito se encontra desencarnado, e não tem certa evolução moral, ele precisa, igualmente, de descanso, em um estado semelhante ao sono dos homens, e também sonham, buscando novas energias para os seus vários corpos espirituais.

A vida é cheia de mistérios, que vão se desvendando de acordo com o crescimento da alma. Ela é cheia de encantos, que somente o amor pode alcançar, porque o amor puro é ciência e sabedoria. O Espírito, durante o sono, fica preso por um cordão fluídico, pelo qual as energias superiores descem para reabastecer o campo fisiológico. Nada fica inativo no mundo; Deus é movimento e a Sua criação divina não para. A alma pode repousar durante o sono, mas é em outra dimensão que possivelmente ainda não se compreende. A faixa de vida é outra. Mesmo na Terra, o Espírito encarnado, com certa elevação espiritual, pode descansar sem dormir. É o que fazem certos mestres, que aprimoraram o sistema de descanso, ou relax espiritual. Quem não se libertou do ódio, do orgulho, do egoísmo e de outras inferioridades na faixa das paixões humanas, mesmo dormindo por oito horas não consegue o devido descanso. As energias são queimadas pelas inferioridades do Espírito.

Procuremos não deixar crescer na mente as sementes do mal, se não queremos sofrer duras conseqüências. O atavismo não é mais para os espíritas. O Evangelho já os chamou para outra vida, a vida de fraternidade, e Jesus nos mostra o caminho da paz interna, aquela em que o coração brilha com a luz do bem, na feição da caridade bem conduzida.

Que cada um aprimore seus sonhos, com leituras edificantes, com pensamentos sadios e com conversações elevadas, porque somente nesse esforço operante é que aparece a nossa libertação espiritual, visto que, durante o sono, podemos sentir e ver a grande esperança.

 

Lima, Adauto Alves de

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