Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XII – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS - INSTR. ESP.: II - O Ódio – item 10 - 05/11/2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 5 de novembro de 2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR

“Onde houver ódio, que eu leve o amor;...”  – Francisco de Assis

 

PRECE INICIAL

Queridos irmãos que Jesus nos abençoe! Vamos orar:

Vamos serenando nossa mente, nossos pensamentos e emoções; acalmando nossos corações e nos elevando ao alto, buscando a figura meiga de Jesus a nos proteger.

Mestre Amado, rogamos neste momento que permita a presença de nossos mentores espirituais junto a nós para que nos auxiliem o entendimento do estudo de hoje e nos inspirem a aplica-los em nossos dias, fazendo com que a compreensão e a sabedoria estejam sempre presentes em nossos corações.

Agradecemos Mestre por tudo que tem nos proporcionado, por nos envolver suavemente em Teu Amor e em Tua Luz. 

E assim Mestre Jesus, iniciamos nossas reflexões de hoje com a prece que nos ensinou:

Pai Nosso que estais nos Céus....

Que assim seja!

 

MENSAGEM 

Que eu leve...

Francisco de Assis, instrumento da paz do Cristo na Terra, traz em sua conhecida Oração da Paz, uma proposta de vida inigualável.

O poeta da Úmbria apresenta a mais bela estratégia de autotransformação, inspirada na verdade cristã.

Ele se coloca como instrumento da paz, isto é, alguém que, com sua modificação moral, modifica o ambiente onde está.

Alguém que deixa fluir a paz de Deus na Terra, que não se coloca como obstáculo da verdade, do amor, do bem, mas como servo humílimo de todos eles.

A paz do Cristo, que é também a paz do Criador, se derrama igualmente para todas as criaturas no mundo, porém, poucos são os que a deixam florir no mundo.

Francesco Bernardone foi um desses que permitiu que a paz do Alto jorrasse em seu coração e, por consequência, em todos os que estiveram ao seu lado.

Pacificador, por excelência, viveu a mensagem de Jesus da outra face e a disseminou com perfeição.

Em sua Oração da paz, transmite essa ideia por diversas vezes, mostrando primeiro o comportamento enfermo e logo em seguida a receita de sua cura permanente.

Porém, o mais importante não está na simples demonstração desses extremos - ódio, amor; ofensa, perdão - mas na sua disposição para levar, ele mesmo, o remédio necessário para a extinção da doença.

Todas as grandes almas que passaram pela face da Terra e modificaram as paragens do globo para melhor, apresentaram esta autoproposta. Foram instrumentos da paz.

Redação Momento Espírita.

 

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XII – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: II – O ÓDIO – item 10.

FÉNELON - Bordeaux, 1861

10 – Amai-vos uns aos outros, e sereis felizes. Tratai sobretudo de amar aos que vos provocam indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, que deveis tornar o vosso modelo, deu-vos o exemplo dessa abnegação: missionário do amor, amou até dar o sangue e a própria vida. O sacrifício de amar os que vos ultrajam e perseguem é penoso, mas é isso, precisamente, o que vos torna superiores a eles. Se vós os odiásseis como eles vos odeiam, não valereis mais do que eles. É essa a hóstia imaculada que ofereceis a Deus, no altar de vossos corações, hóstia de agradável fragrância, cujos perfumes sobem até Ele.

Mas embora  lei do amor nos mande amar  indistintamente  todos os nossos irmãos, não endurece o coração para os maus procedimentos. É essa, pelo contrário, a prova mais penosa. Eu o sei, pois durante minha última existência terrena experimentei essa tortura. Mas Deus existe, e pune, nesta e na outra vida, os que não cumprem a lei do amor. Não vos esqueçais, meus queridos filhos, de que o amor nos aproxima de Deus, e o ódio nos afasta d’Ele.

 

REFLEXÕES: O ódio nada mais é do que um sentimento de raiva mais intenso, a pessoa começa a perder o controle sobre este sentimento e, caso não consiga transformá-lo, passa a praticar atos negativos, por exemplo, desejar o mal para o próximo. Busquemos eliminar, em nós, qualquer sentimento de antipatia, de animosidade, de raiva, para não alimentarmos esse sentimento do ódio, que só nos traz dores e sofrimentos. Será que em nossa esfera de atuação - na intimidade da alma, na família, na sociedade, não podemos nos tornar também instrumentos da paz, trazendo a proposta de Francisco de Assis para nossas vidas? Talvez não como um Francisco, um Gandhi, uma Madre Teresa, mas um instrumento da paz já podemos ser, certamente. Elabore um plano, pense de que forma você pode ser um instrumento da paz ao seu redor! Sorria, seja gentil, ame, semeie fraternidade onde quer que esteja. Deixe fluir a paz do Alto em sua existência! Não permita que a acomodação, a raiva, o desânimo, sejam obstáculos para a sua instalação no planeta. Mude, pois mudando você, você muda o mundo. Onde houver trevas, que possamos levar a luz, sempre...

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

Com nossos pensamentos elevados, rogamos a Jesus permissão para que os fluídos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos adquirir saúde e vitalidade, força e coragem para as lutas de todos os dias, para nossa transformação moral e espiritual, para vivermos em harmonia com tudo e com todos. 

Senhor, guia nossos passos para caminharmos sempre ao encontro dos cansados, desanimados e oprimidos. Abra nossos braços, Senhor, para que possamos abraçar aos solitários e desesperançados. Oferece-nos um coração terno, capaz de amar sem distinção. Conceda-nos, Senhor, o dom do perdão e da humildade para que tenhamos a precisa coragem de seguir os Teus Exemplos.

Fazei-nos, Senhor, instrumentos da Vossa Paz...
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvida, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz. 
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido;
amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
é morrendo que se vive para a vida eterna.

E assim, finalizando nossos estudos agradecidos por todas as bênçãos recebidas neste momento de comunhão convosco, rogamos: Esteja sempre conosco Senhor, na certeza de que estaremos sempre contigo.

Que assim seja.

Paz e Bem!

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