Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XII – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS - INSTR. ESP.: I - A VINGANÇA – item 9 - 29/10/2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 29 de outubro de 2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR

“A vingança é um dos últimos resíduos dos costumes bárbaros, que tendem a desaparecer dentre os homens.” (Jules Olivier, ESE-Cap. XII, item 9)

 

PRECE

Queridos irmãos que Jesus nos abençoe! Vamos orar:

Jesus amigo, Mestre de todas as horas, mais uma vez estamos aqui reunidos em Teu Nome e queremos pedir-Te que nos abençoe e nos dê proteção e sabedoria nos estudos de hoje, para que possamos assimilar e aplicar as lições em nosso dia a dia.

Senhor, que sejamos amparados e fortalecidos, envolvidos e inspirados pelo Teu Amor.

E assim, protegidos e amparados, em Teu nome Senhor, em nome da espiritualidade amiga que coordena esta tarefa, mas, sobretudo em nome de Deus, iniciamos os Estudos do Teu Evangelho de Luz.

Permaneça conosco hoje e sempre, que assim seja!

 

MENSAGEM INICIAL

A Vingança

Você considera a vingança como um ato de coragem ou de covardia?

Algumas pessoas acreditam que a vingança é uma demonstração de grande coragem. Afinal de contas não se pode tolerar uma afronta sem se rebaixar. Pensam que a tolerância e a indulgência seriam prova de fraqueza ou de covardia.

Todavia, temos de convir que o ato de vingar-se jamais constitui prova de coragem. Geralmente, quando buscamos revidar uma ofensa, o fazemos movidos pelo medo do agressor ou da opinião pública.

Não importa que a nossa consciência nos acuse de covardia ou indignidade, o que nos interessa é que a sociedade não nos julgue assim.

O mesmo não ocorre com relação ao ato de perdoar. O perdão, sim, exige do ofendido muita coragem e dignidade.

Enquanto a vingança é uma ladeira fácil de descer, o perdão é uma ladeira difícil de subir.

Algumas pessoas costumam enfrentar corajosamente os mais graves perigos, mas sentem-se impotentes para tolerar uma pequena ofensa.

Escalam, com ousadia, altas montanhas, saltam de paraquedas desafiando as alturas, enfrentam animais ferozes, aceitam os desafios do trânsito, navegam em mar revolto com bravura, mas não conseguem suportar um mínimo golpe da injustiça.

Dão grande prova de coragem em alguns pontos, mas não relevam a investida da ingratidão, da calúnia, do cinismo, da falsidade, da infidelidade.

Realmente fortes são aqueles que conseguem conter-se diante de uma agressão.

A verdadeira fortaleza está nas almas que não se descontrolam quando são ofendidas.

Que não se impacientam quando são incomodadas.

Que não se perturbam, quando são incompreendidas.

Que não se queixam, quando são prejudicadas.

Verdadeira coragem é aquela de que o Cristo nos deu o exemplo.

Ele sofreu a ingratidão daqueles a quem havia ajudado, enfrentou o cinismo dos agressores, foi ultrajado, caluniado, cuspiram-Lhe no rosto e O crucificaram, e Ele tomou uma única atitude: a do perdão.

Por várias vezes, em sua passagem pela terra, o Homem de Nazaré teve motivos de sobra para revidar ofensas, mas sempre optou pela dignidade de calar-se.

Diante das agressões recebidas, o Meigo Rabi da Galiléia passava lições grandiosas, como aconteceu com soldado que O esbofeteou quando estava de mãos amarradas.

Sem perder a serenidade habitual, o cristo olhou-o nos olhos e lhe perguntou: “se eu errei, aponta meu erro, mas se não errei, por que me bates?”

Essa é a atitude de uma alma verdadeiramente grande.

Equipe de Redação do Momento Espírita. Com base no cap. 15 do livro Primado do Espírito, de Rubens Romanelli.

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XII – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: I – A VINGANÇA – item 9.

 JULES OLIVIER - Paris, 1862

9 – A vingança é um dos últimos resíduos dos costumes bárbaros, que tendem a desaparecer dentre os homens. Ela é, como o duelo, um dos derradeiros vestígios daqueles costumes selvagens em que se debatia a humanidade, no começo da era cristã. Por isso, a vingança é um índice seguro do atraso dos homens que a ela se entregam, e dos Espíritos que ainda podem inspirá-la. Portanto, meus amigos, esse sentimento jamais deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e se afirme espírita. Vingar-se é ainda, vós o sabeis, de tal maneira contrário a este preceito do Cristo: “Perdoai aos vossos inimigos”, que aquele que se recusa a perdoar, não somente não é espírita, como também não é cristão.

A vingança é um sentimento tanto mais funesto, quanto à falsidade e a vileza são suas companheiras assíduas. Com efeito, aquele que se entrega a essa paixão cega e fatal quase nunca se vinga às claras. Quando é o mais forte, precipita-se como uma fera sobre o que considera seu inimigo, pois basta vê-lo para que se inflamem a sua paixão, a sua cólera e o seu ódio. No mais das vezes, porém, assume uma atitude hipócrita, dissimulando no mais profundo do seu coração os maus sentimentos que o animam. Toma, então, caminhos escusos, seguindo o inimigo na sombra, sem que este desconfie, e aguarda o momento propício para feri-lo sem perigo. Ocultando-se, vigia-o sem cessar, prepara-lhe cilada odiosa, e quando surge à ocasião, derrama-lhe o veneno na taça.

Se o seu ódio não chega a esses extremos, ataca-o na sua honra e nas suas afeições. Não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas em todas as direções, vão crescendo pelo caminho. Dessa maneira, quando o perseguido aparece nos meios atingidos pelo seu sopro envenenado, admira-se de encontrar semblantes frios onde outrora havia rostos amigos e bondosos; fica estupefato, quando as mãos que procuravam a sua agora se recusam a apertá-la; enfim, sente-se aniquilado, quando os amigos mais caros e os parentes o evitam e se esquivam dele. Ah!, o covarde que se vinga dessa forma é cem vezes mais criminoso que aquele que vai direto ao inimigo e o insulta face a face!

Para trás, portanto, com esses costumes selvagens! Para trás com esses hábitos de outros tempos! Todo espírita que pretendesse ter, ainda hoje, o direito de vingar-se, seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tomou por divisa o lema: Fora da caridade não há salvação. Mas não, não me deterei em semelhante ideia, de que um membro da grande família espírita possa jamais ceder ao impulso da vingança, mas, pelo contrário, ao do perdão.

REFLEXÕES: A doutrina espírita nos ensina que a vingança só desaparecerá da Terra, quando o homem, usando recursos do Evangelho e da prece se esforçar para perdoar. Já que geralmente, o chamado “vingador” carrega dores, das quais só consegue se libertar quando começa a perdoar. O perdão liberta o agressor e restaura a alegria de viver, e a vingança nada mais é do que o atraso moral do espírito, já que é a manifestação de um coração rancoroso. O vingador, além de aumentar os débitos com a justiça divina, deixa escapar a oportunidade de se regenerar por meio do perdão ao agressor, pessoa está que terá que se reconciliar um dia.  O desejo de vingança leva o vingador a alegrar-se com os sofrimentos alheios e com sua participação em provocá-los, impedindo o desenvolvimento dos sentimentos da piedade, da compaixão, da abnegação, do amor. O espírita, pelos conhecimentos que tem, jamais deve acolhê-la em seu coração e em sua mente. Quando sentir, dentro de si, o desejo de vingar-se de alguém - o espírita não é perfeito - o sentimento negativo da raiva, do ódio, dê uma parada, busque olhar-se como se fosse outra pessoa, e ore: - Perdão, meus Deus, ajude-me a libertar-me desses sentimentos primitivos e negativos que ainda trago dentro de mim. Não os quero, desejo aprender a perdoar agora e sempre.

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 Senhor Jesus, Mestre amado e querido, hoje queremos iniciar vibrando em benefícios daqueles que se fazem instrumentos de injustiças, pois são criaturas infelizes, que enriquecem a custa de vidas alheias, de lares destroçados. São criaturas seriamente comprometidas e irão responder por toda a infelicidade que estão cultivando.

Vibramos Senhor, por todos aqueles que deixaram as crianças sem pai e mulheres sem marido, porque sabemos que todos os que espalham o mal, brevemente enfrentarão o julgamento da própria consciência.

Vibramos pelos corações das mães que têm seus filhos encarcerados nas prisões, que os receberam nos braços, que o amamentaram e que tiveram sonhos lindos para eles e esses sonhos foram destroçados.

Vibramos Senhor, pelas mães que sofrem por ouvirem muitos chamarem seus filhos de bandidos, criminosos, de homens sem alma e por todas as mães que perderam seus filhos.

Vibramos Senhor por todos aqueles que provocam a fome, por aqueles que abandonam idosos nos asilos, nas ruas, nas clínicas, pois um dia colherão a exata medida do que estão plantando.

Vibramos por todos aqueles que neste momento estão sorrindo, mas que trazem o coração em chaga viva; vibramos por aqueles que parecem ser vencedores no mundo, mas que trazem na intimidade a mensagem da frustração, do desamor e da solidão.

Vibramos por todos os que se encontram no momento da semeadura infeliz, porque na época da colheita, sofrerão imensamente por todos os espinhos que terão de colher.

Vibramos agora Mestre Amado por nosso Brasil, por nosso Presidente, por nosso Governador e por nosso povo;

Vibramos por nossa cidade; Vibramos pela Paz e Equilíbrio entre as famílias; vibramos por nossa Casa Espírita e seus dirigentes;

Vibramos por nosso lar e nossos familiares e, finalmente, por nós mesmos, rogando Tua permissão para que os Benfeitores Espirituais, encarregados da fluidificação das águas, depositem em nossas águas os fluidos necessários ao nosso equilíbrio físico, espiritual e mental.

E assim, finalizando nossos estudos Te agradecendo por todas as graças que nos foram enviadas neste momento de preces em que nossos espíritos entraram em comunhão convosco. Agradecemos aos Teus mensageiros de Luz que estão sempre a orientar nossos caminhos.

Agradecemos Senhor Jesus, por nos ter ensinado que, através da prece, recebemos o alimento necessário para a nossa sobrevivência espiritual.

Mostra-nos sempre Senhor, os caminhos seguros do bem e do amor, dando-nos as forças necessárias para podermos superar nossas próprias fragilidades e caminharmos com segurança rumo a nossa evolução espiritual.

Esteja sempre conosco Senhor, na certeza de que estaremos sempre contigo.

Que assim seja.

 

Paz e Bem!

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