Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 25/09/2018

Adauto Alves de Lima - terça-feira, 25 de setembro de 2018
QUESTÕES 380 a 384 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS  - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
 
CAPÍTULO VII -   DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL
                                                                                                                                                             
A infância
 
380. Abstraindo do obstáculo que a imperfeição dos órgãos opõe à sua livre manifestação, o Espírito, numa criancinha, pensa como criança ou como adulto?
 
“Desde que se trate de uma criança, é claro que, não estando ainda nela desenvolvidos, não podem os órgãos da inteligência dar toda a intuição própria de um adulto ao Espírito que a anima. Este, pois, tem, efetivamente, limitada a inteligência, enquanto a idade lhe não amadurece a razão. A perturbação que o ato da encarnação produz no Espírito não cessa de súbito, por ocasião do nascimento. Só gradualmente se dissipa, com o desenvolvimento dos órgãos.”
 
A.K.: Há um fato de observação, que apoia esta resposta. Os sonhos, numa criança, não apresentam o caráter dos de um adulto. Quase sempre pueril é o objeto dos sonhos infantis, o que indica de que natureza são as preocupações do respectivo Espírito.
381. Por morte da criança, readquire o Espírito, imediatamente, o seu precedente vigor?
“Assim tem que ser, pois que se vê desembaraçado de seu invólucro corporal. Entretanto, não readquire a anterior lucidez, senão quando se tenha completamente separado daquele envoltório, isto é, quando mais nenhum laço exista entre ele e o corpo.”
382. Durante a infância sofre o Espírito encarnado, em consequência do constrangimento que a imperfeição dos órgãos lhe impõe?
“Não. Esse estado corresponde a uma necessidade, está na ordem da Natureza e de acordo com as vistas da Providência. É um período de repouso do Espírito.”
383. Qual, para este, a utilidade de passar pelo estado de infância?
“Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.”
384. Por que é o choro a primeira manifestação da criança ao nascer?
“Para estimular o interesse da genitora e provocar os cuidados de que há mister. Não é evidente que se suas manifestações fossem todas de alegria, quando ainda não sabe falar, pouco se inquietariam os que o cercam com os cuidados que lhe são indispensáveis? Admirai, pois, em tudo a sabedoria da Providência.” 
384. Por que é o choro a primeira manifestação da criança ao nascer?
“Para estimular o interesse da genitora e provocar os cuidados de que há mister. Não é evidente que se suas manifestações fossem todas de alegria, quando ainda não sabe falar, pouco se inquietariam os que o cercam com os cuidados que lhe são indispensáveis? Admirai, pois, em tudo a sabedoria da Providência.”
 
COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA” – QUESTÃO 384
A primeira manifestação da criança no mundo, ao nascer é realmente o choro, para dizer aos pais que está junto deles. Os pais, principalmente a mãe, ao ouvirem o primeiro choro do filho, sentem a alegria assomar em seus corações, que nesta hora se encontram em estado de alta sensibilidade. Os desencarnados que ali se encontram batem palmas energéticas de alegria, igualmente, e a criança renova suas forças com as lágrimas em profusão. Até aqueles que assistem a mãe sentem um estado de bem-estar ao ouvir a música do Espírito que vem à luz da vida.
Muitos pensam que o choro é comportamento negativo, mas nem sempre: as lágrimas são afrouxamento dos nervos, e podem criar ambiente de muita tranquilidade. Dependendo do motivo porque se chora, elas têm muita utilidade. Mesmo com o adulto, o choro é uma terapia. Quando está enredado em opressões, o choro alivia, bem como atrai para junto de si companheiros em socorro, aliviando mais rapidamente a dor interna o que, por vezes, não é aconselhável.
Na utilidade que impõe o corpo, quando a criança chora pela primeira vez, os órgãos que está recebendo são também testados, como o faz quem no mundo instala uma rede de microfones para uma festa. Tudo tem o teste em primeira mão.
A criança quando chora, chama imediatamente a atenção da mãe ou dos que a cercam, e eles logo avaliam se é fome ou dor, e cuidam dela. Como a sabedoria de Deus é grandiosa! O choro do bebê é o recurso de linguagem da criancinha, e a mãe é hábil na interpretação do que ela deseja.
A linguagem dos homens é que é de difícil entendimento. Quanto mais sábia a criatura, menos ela conversa e quando fala, expõe o certo com suavidade, fazendo com que todos entendam sua fala de luz. Os seus sentimentos criam imagens que aquele que ouve assimila com facilidade.
A criança, desde a tenra idade, já sorri também, mostrando aos presentes que já sabe expressar o ambiente que Deus para a satisfação dos que cuidam dela e entendem o que ela deseja. É um absorvente dos pensamentos, bem como dos sentimentos espirituais maternos, no ambiente em que vive. Por isso, é preciso conversar com suavidade com a criancinha. Ela tem necessidade de ouvir a mãe, mais do que o próprio alimento, e se não ouvir as palavras de carinho, pode atrofiar e até morrer de constrangimento.
A criança chora, estimulando a mãe, o pai e os que cercam para ouvi-la. Se pensamos que está ali um ser completamente inconsciente, estamos enganados: nela tudo se registra na mais pura sensibilidade que aflora na consciência, e que o coração expressa nos sentimentos infantis. Não descuidemos da criança em todas as suas necessidades de viver. Ela tem o direito de vida como todas as criaturas. Atrofiar uma criança por negar a ela seu direito é assassinar uma vida em formação, é crime por omissão.
O mundo espiritual se encontra presente junto às crianças para ajudá-las nas suas mais puras necessidades. A mãe, quando conversa com seus filhos, em muitos casos serve de médium, a fim de transmitir a mensagem do plano espiritual à vida em formação.
 

Lima, Adauto Alves de
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