Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XI - Amar ao Próximo como a si mesmo - Instr. Esp.: O EGOÍSMO – itens 11 e 12 - 17/9/2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 17 de setembro de 2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR

“O egoísmo, esta chaga da humanidade, deve desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso mora!”

(Emmanuel, ESE - Cap.XI - item 11)

 

PRECE INICIAL

Que a Paz de Jesus permeie nossos corações hoje e sempre.

Mestre Jesus, neste momento em que unimos nossos corações, com nossos pensamentos voltados a Ti e aos Teus ensinamentos, rogamos humildemente, que nos auxilie a ficarmos longe das tentações que ainda trazemos em nós. Rogamos Senhor, não nos permita cedermos à ira e ao ódio, ao egoísmo e a inveja e que nos livre sempre da vaidade e do orgulho destruidor, ensinando-nos a praticar a verdadeira caridade e o perdão sincero. Permita Mestre Amado que possamos vibrar na Tua frequência, através da prática do amor incondicional e do exercício do bem, para que possamos estar sempre contigo como estás sempre conosco. Que possamos assim sermos merecedores do Teu amor e de Teus ensinamentos.

Em Teu nome, e dos Benfeitores Espirituais, mas sobretudo em nome de nosso Pai de Amor,

Permaneça conosco e que assim seja!

 

MENSAGEM INICIAL

NO COMBATE AO EGOÍSMO

Ajuda a quem te calunia, oferecendo-lhe, em silêncio, novos recursos de apreciação a teu respeito, através dos bons exemplos.

Ampara aquele que te persegue sem razão, endereçando-lhe vibrações de amor, em tuas preces mais íntimas.

Auxilia aquele que te inclina a tipos de felicidade diferente da tua, derramando as bênçãos de tua amizade no nível de evolução em que se coloca.

Sê útil ao companheiro que te não compreende, mantendo-te invariavelmente disposto a socorrê-lo em suas necessidades.

Esquece-te para servir.

Renuncia a ti mesmo, a fim de que o ideal do bem supere o círculo de tua personalidade.

Ajusta-te aos desígnios da união fraterna para registrares, em teu caminho, os anseios e as esperanças de todos os que te cercam.

Considera como teu o sofrimento de teu irmão!…

Compadece-te das vítimas infelizes do ódio e da maldade e, sem o veneno da queixa no teu pensamento ou nos teus lábios, segue distribuindo os dons da bondade pura.

Quando pudermos olvidar o centro escuro de nosso Eu, envolvendo-o na claridade sublime da vontade de Deus, que deseja o bem e a paz, o progresso e a alegria para todas as criaturas, teremos vencido em nós o egoísmo – velho monstro de mil garras – que nos retém no inferno da crueldade, estabelecendo o céu em nosso próprio coração.

XAVIER, Francisco Cândido. Escrínio de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. Lição 40, pg. 105.

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XI – AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

Instruções dos Espíritos: O EGOÍSMO – itens 11 a 12

EMMANUEL - Paris, 1861

11 – O egoísmo, esta chaga da humanidade, deve desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso moral. É ao Espiritismo que cabe a tarefa de fazê-la elevar-se na hierarquia dos mundos. O egoísmo é portanto o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem. Digo coragem, porque esta é a qualidade mais necessária para vencer-se a si mesmo do que para vencer aos outros. Que cada qual, portanto, dedique toda a sua atenção em combatê-lo em si próprio, pois esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho, é a fonte de todas as misérias terrenas. Ele é a negação da caridade, e por isso mesmo, o maior obstáculo à felicidade dos homens.

Jesus vos deu o exemplo da caridade, e Pôncio Pilatos o do egoísmo. Porque, enquanto o Justo vai percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos, dizendo: Que me importa! Disse mesmo aos judeus: Esse homem é justo, por que quereis crucificá-lo? E, no entanto, deixa que o levem ao suplício.

É a esse antagonismo da caridade e do egoísmo à invasão dessa lepra do coração humano, que o Cristianismo deve não ter ainda cumprido toda a sua missão. E é a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, que cabem a tarefa e o dever de extirpar esse mal, para dar ao Cristianismo toda a sua força e limpar o caminho dos obstáculos que lhe entravam a marcha. Expulsai o egoísmo da Terra, para que ela possa elevar-se na escala dos mundos, pois já é tempo da humanidade vestir a sua toga viril, e para isso é necessário primeiro expulsá-lo de vosso coração.

 

PASCAL - Sens, 1862

12 – Se os homens se amassem reciprocamente, a caridade seria mais bem praticada. Mas, para isso, seria necessário que vos esforçásseis no sentido de livrar o vosso coração dessa couraça que o envolve, a fim de torná-lo mais sensível ao sofrimento do próximo. O Cristo nunca se esquivava: aqueles que o procuravam, fossem quem fossem, não eram repelidos. A mulher adúltera, o criminoso, eram socorridos por ele, que jamais temeu prejudicar a sua própria reputação. Quando, pois o tomareis por modelo de todas as vossas ações? Se a caridade reinasse na Terra, o mal não dominaria, mas se apagaria envergonhado; ele se esconderia, porque em toda parte se sentiria deslocado. Seria então que o mal desapareceria; compenetrai-vos bem disso.

Começai por dar o exemplo vós mesmos. Sede caridosos para com todos, indistintamente. Esforçai-vos para não atentar nos que vos olham com desdém. Deixai a Deus cuidar de toda a justiça, pois cada dia, no seu Reino, Ele separa o joio do trigo.

O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem caridade não há tranquilidade na vida social, e digo mais, não há segurança. Com o egoísmo e o orgulho, que andam de mãos dadas, essa vida será sempre uma corrida favorável ao mais esperto, uma luta de interesses, em que as mais santas afeições são calcadas aos pés, em que nem mesmo os sagrados laços de família são respeitados.

 

REFLEXÕES:  Emmanuel, inicia-a a primeira mensagem afirmando que “O egoísmo, esta chaga da humanidade, deve desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso moral.” O egoísmo, é considerado por Emmanuel, como o “filho do orgulho” e o “monstro devorador de todas as inteligências”, porque as domina, direciona-as para o mal, para a dor e o sofrimento, porque leva o homem a pensar somente em si, impedindo-o de fazer crescer o amor, inerente em si, no ser espiritual.

Tendo o espiritismo, a tarefa de colaborar para o desenvolvimento moral da humanidade, o egoísmo é o alvo, para o qual, os espíritas, principalmente, “devem dirigir suas armas, suas forças e sua coragem”, combatendo-o em si próprio. As armas são a vontade, vinda da compreensão e da aceitação da necessidade de eliminá-lo de si, para que o amor possa se desenvolver. As forças são o direcionamento das suas energias, das suas vibrações, da sua inteligência, da sua sensibilidade, no uso da vontade para os dois objetivos: desenvolver o amor e combater o egoísmo. A coragem é a firmeza de espírito, a determinação necessária para vencer-se a si mesmo. O egoísmo impede o desenvolvimento do amor ao próximo, que deve se desenvolver, segundo determinação divina, nos corações de toda a humanidade.

Pascal, em sua mensagem, vem convidar, conclamar os espíritas a darem esse exemplo, sendo caridosos para com todos, indistintamente. Lembremo-nos, nós, os espíritas, que a caridade começa em casa, devendo continuar nos Centros Espíritas, nos locais de trabalho, de lazer, expandindo-se por toda parte, onde estivermos.

 

 

 VIBRAÇÕES E PRECE FINAL

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

Vamos neste momento, unindo nossos pensamentos e sentimentos e nos doarmos em benefício daqueles que mais necessitam.

Senhor Jesus ampara nosso propósito de servir, que em teu nome e com o auxílio dos bons espíritos, possamos ajudar a quem está mais necessitado do que nós.  Elevemos nossos pensamentos a Deus, nosso Pai e roguemos:

Senhor Deus, Pai de todos os que choram, buscamos-Te hoje em favor daqueles que sofrem e se desesperam diante das vicissitudes da vida. Daqueles irmãos que estão nas ruas, sem abrigo e que passam fome, sede, frio, medo, abandono...rogamos que os mantenhas sob Tua proteção, mas que olhe também por mim que nada ou pouco fiz para auxiliá-los em suas necessidades maiores.

Rogo Teu bálsamo a todos os enfermos, que, em suas casas ou nos hospitais, tanto necessitam de lenitivo para os seus sofrimentos.

Mas volta-Te ainda para mim que, servindo-me da desculpa da falta de tempo, nunca os fui visitar e levar o consolo de uma presença amiga.

Bondoso Pai, rogo que olhes por todas as crianças e idosos abandonados, imersos em sua solidão e carentes de atenção, de carinho, de amor. Entretanto, volta igualmente os Teus olhos a mim, que, egoísta, nunca doei a eles um pouco do meu tempo, da minha dedicação e do meu interesse.

Peço ainda a Tua infinita misericórdia em favor de todos aqueles meus irmãos que estagiam no mal, no mundo da violência e das drogas e que hoje sofrem as consequências de suas más escolhas.

Porém, rogo antes por mim que, muitas vezes, sem poder ou querer ajudá-los, ainda os julguei, colocando-me em patamar superior e esquecendo-me de que, de uma forma ou de outra, todos ocorremos em erro durante o caminho que nos leva à perfeição.

Suplico, ainda, Tua consolação aos que perderam o sentido da vida, a vontade de viver, a esperança de um amanhã melhor, a fé que fortalece e dá coragem.

Todavia, olha do mesmo modo por mim que, bebendo diariamente em Tua fonte de consolação, não fui capaz de oferecer minha mão amiga àqueles que dela necessitavam.

Assim sendo, ilumina-me, bondoso Pai, pois sou o mais necessitado de todos. Tenho o alimento e não o compartilho. Tenho a água e a coberta e não mato nem a sede e nem o frio do meu semelhante.

Disponho das condições materiais e não as utilizo em benefício dos menos favorecidos. Tenho a oportunidade diária de gerar modificações em tudo à minha volta e entrego-me a reclamações e dissabores desnecessários.

Olha por mim, meu Deus, que tenho dinheiro e sou pobre, que tenho saúde e sou enfermo, que tenho conhecimento do bem e não o pratico, que digo ter fé e vacilo, que tenho luz e não enxergo.

Olha por mim, meu Deus, para que, com a Tua Bondade permita aos Espíritos, trabalhadores da Seara de Jesus, fluidificarem nossas águas e nos auxiliarem a compreender a infinitude do verbo amar.*

Sê conosco Senhor, e que assim seja.

 

Paz e Bem.

 

 

 

 

* Redação Momento Espírita.

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