Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 04/09/2018

Adauto Alves de Lima - terça-feira, 4 de setembro de 2018
QUESTÃO 377 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
 
CAPÍTULO VII - DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL
 
Idiotismo, loucura
 
377. Depois da morte, o Espírito do alienado se ressente do desarranjo de suas faculdades?
 
“Pode ressentir-se, durante algum tempo após a morte, até que se desligue completamente da matéria, como o homem que desperta se ressente, por algum tempo, da perturbação em que o lançara o sono”.
  
COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”
O Espírito alienado, depois da morte física, em muitos casos continua com a impressão dos distúrbios que sofria que quando animando um corpo. É a impressão que lhe causaram as tormentas do seu passado e que o mantêm ligado às coisas na Terra.
Os nossos pensamentos se prendem onde o coração se acha ligado pelos fios dos sentimentos. A sensibilidade da alma registra o que ela pensa, vê e sente. Quantas perturbações fantasmas nós conservamos! Umas, nós assimilamos no ambiente em que vivemos; outras, nós ouvimos e outras mais, nós vemos. Necessário se faz que procuremos em tudo o equilíbrio, pois existem leis que regem a vida. Quando fugimos delas, caímos nas repartições que nós mesmos criamos. As leis naturais são o próprio Criador presente em nós, a nos advertir sobre como percorremos nossos caminhos.
O Espírito alienado é um ser possesso de pensamentos negativos que ele mesmo criou, e se faz vítima dos mesmos até que aprenda a pensar melhor. As ilusões são individuais, na grande escola de Deus para os Seus Filhos. Não queiramos modificar o que Deus criou. Ele é o sábio de todos os sábios, é a suprema inteligência criadora e nada fez, faz ou fará de errado.
Devemos ter cuidado com as muitas repetições, principalmente as más, pois elas podem ficar ligadas nas sensibilidades da alma com a mensagem que nelas imprimimos. Aí é que vem a grandeza das lições de Jesus, que nos ensinam, no Evangelho, a dar tonalidade às nossas ideias, retidão aos nossos sentimentos. Jesus foi a amplitude do perdão, exemplificando essa virtude mesmo quando na cruz. Foram suas palavras: - Pai, perdoai-lhes; eles não sabem o que fazem. (Lucas, 23-24).
O Espírito do alienado é um doente que carece de tratamento espiritual e o Espiritismo fornece o melhor medicamento para tais enfermidades que proliferam no ambiente onde se foge à educação da alma. Entremos nos festivais das virtudes e comecemos pela alegria pura; deixemos que ela invada o nosso coração, irradiando-se para os corações dos outros de modo que possa transmutar a fé e a esperança.
O dia em que a fraternidade ligar todas as criaturas da Terra, certamente que não mais existirão nela doentes nem doenças, porque somente esse amor que Jesus ensinou é capaz de nos mostrar os caminhos da felicidade. Basta fazer a nossa parte para andarmos com Ele.
 
Podemos fazer alguma coisa por nós mesmos, em se falando do mundo espiritual, mesmo aqui na Terra, pois é pisando nela que sentimos todos os sentimentos todos os obstáculos a vencer. É o chamado para as lutas que devemos travar de nós mesmos, contra o orgulho e o egoísmo, fantasmas monstruosos. Já disse alhures que o maior vencedor é aquele que a si mesmo vence. Essa é uma verdade. Quem deseja vencer os outros está perdendo tempo e capacidade de lutar consigo mesmo.
O Espírito do alienado se ressente do desarranjo das suas faculdades quando do outro lado da vida, mas, pela impressão que leva, e o tempo que demora nesse estado, persiste no estado enquanto ele pensa nos seus desarranjos. A mente é força poderosa. Disse o Cristo: Onde está o seu tesouro, aí está o seu coração. (Mateus 6.21)
Se fixamos a mente em determinado pensamento, ele se torna fixo e passamos a viver a sua influência. O magnetismo pode magnetizar a si mesmo. É bom que saibamos selecionar o que ouvir e pensar, o que se ler e meditar para que não venhamos a sofrer as consequências do mal que guardamos nas fibras do próprio mundo íntimo.

Lima, Adauto Alves de

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