Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. XI - Amar ao Próximo como a si mesmo - Dai a César o que é de César – itens 05 a 07 03/9/2018

- segunda-feira, 3 de setembro de 2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR


E Jesus respondendo lhes disse: Pois daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E quando ouviram isto, admiraram-se, e deixando-o se retiraram.” (Mateus, XXII: 21-22; Marcos, XII: 17)

 

PRECE INICIAL

Jesus amigo, mais uma vez, aqui estamos reunidos em Teu Nome e rogamos ao Teu coração generoso que nos ampare nos estudos de hoje. Envolva-nos a todos para que possamos ser inspirados por Teus Mensageiros de Luz. 
Que,  ao  término de nossos estudos, possamos estar mais pacificados, mais esclarecidos, compreendendo melhor as dificuldades dos nossos semelhantes, compreendendo melhor a vida, compreendendo nossas próprias fragilidades e ainda assim, seguirmos, com firmeza e ânimo, o caminho que veio nos mostrar.
Que em Teu nome Mestre Jesus, em nome da espiritualidade amiga que coordena esta tarefa, mas sobretudo em nome de Deus, iniciamos mais um Estudo do Evangelho.

Permaneça conosco Senhor e que assim seja

 

MENSAGEM INICIAL

A César e a Deus

Rico de conteúdo, o pensamento-resposta do Mestre, leva-nos a acuradas e oportunas reflexões.
Graças a isto, aplica todas as horas, ou quase todas, aos compromissos e impositivos materiais, e, mesmo quando é obrigado ao repouso, a fim de liberar-se da fadiga, tem em mira a restauração das forças com o objetivo de continuar a faina ou o prazer, momentaneamente interrompidos.
Programa a existência como se esta não viesse a extinguir-se pela circunstância inevitável da desencarnação.
Cuida do amanhã próximo, preparando os equipamentos fisiológicos para fruir maior quinhão das conquistas fúteis, com que se ilude, intoxicando-se dos vapores das sensações desgastantes, numa volúpia ensandecedora.
Quando se vê compelido a deixar a carcaça física, ainda aí, pela falta do hábito de elevação, continua na fixação perturbadora do cadáver, que para nada mais lhe serve.
A oportunidade passa e a dor permanece.
Essa é a resposta de César, àqueles que se lhe submetem em caráter de dedicação exclusiva.
O homem, vivendo em sociedade, tem deveres para com ela, cumprindo-lhe contribuir para o seu progresso, participando ativamente do programa estabelecido.
Alienar-se, a pretexto de servir a Deus, portanto, à vida espiritual, jamais se justifica, não encontrando apoio no exemplo que o próprio Mestre ofereceu. Ele que jamais se escusava.
Participou de uma boda, santificando-a; das festas habituais do povo, não se imiscuindo nas venalidades e paixões que estas permitiam; visitou um cobrador de impostos, que O convidara, dignificando-lhe o lar; hospedou-se com a família de Betânia, inúmeras vezes, alargando o círculo da fraternidade; albergou no coração a mulher equivocada, lecionando solidariedade; esteve no Templo e na Sinagoga reiteradas vezes, sem preconceito nem desprezo, e todos os Seus atos se fizeram caracterizar pela naturalidade, discrição e honorabilidade.
Nasceu num período festivo - a ocasião do recenseamento - e morreu durante as alegrias evocativas da Páscoa, demonstrando que a vida é um poema de júbilos em nome do Amor.
Nunca, tampouco, se apartou de Deus e do dever.
Dá a tua contribuição a Deus.
Não através de coisas ou palavras.
Sejam:
a tua hora de misericórdia - o momento de Deus;
o teu instante de reflexão elevada - o de união com Deus;
o teu silêncio ante a ofensa - o de cooperação com Deus;
a tua ação caridosa - a de contributo a Deus;
a tua dedicação ao próximo - a dádiva que encaminhas a Deus;
o teu sofrimento resignado - a demonstração de confiança em Deus...
Todos os teus recursos morais canalizados para a verdade e a elevação, constituam o teu concurso - oferenda a Deus.
Viver no mundo, amando a vida e servindo ao mundo sem escravidão e a Deus com emoção, eis o ideal para que o homem alcance a finalidade excelente para a qual se encontra reencarnado.

Da obra: Momentos de Esperança. Joanna de Angelis/ Divaldo Franco, pag. 108.

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XI – AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

Dai a César o que é de César – itens 05 a 07

5 – Então, retirando-se os fariseus, projetaram entre si comprometê-lo no que falasse. E enviaram-lhe seus discípulos, juntamente com os herodianos, que lhe disseram: Mestre, sabemos que és verdadeiro, e não se te dá de ninguém, porque não levas em conta a pessoa dos homens; dize-nos, pois, qual é o teu parecer: é lícito dar tributo a César ou não? Porém Jesus, conhecendo a sua malícia, disse-lhes: Por que me tentais, hipócritas? Mostrai-me cá a moeda do censo. E eles lhes apresentaram um dinheiro. E Jesus lhes disse: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam-lhe eles: De César. Então lhes disse Jesus: Pois daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus. E quando ouviram isto, admiraram-se, e deixando-o se retiraram. (Mateus, XXII: 15-22; Marcos, XII: 13-17).

6 – A questão proposta a Jesus era motivada pela circunstância de haverem os judeus transformados em motivo de horror o pagamento do tributo exigido pelos romanos, elevando-o a problema religioso. Numeroso partido se havia formado para rejeitar o imposto. O pagamento do tributo, portanto, era para eles uma questão de irritante atualidade, sem o que, a pergunta feita a Jesus: “É lícito dar tributo a César ou não?”, não teria nenhum sentido. Essa questão era uma cilada, pois, segundo a resposta, esperavam excitar contra ele as autoridades romanas ou os judeus dissidentes. Mas “Jesus, conhecendo a sua malícia”, escapa à dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, ao dizer que dessem a cada um o que lhes era devido. 

 7 – Esta máxima: “Daí a César o que é de César” não deve ser entendida de maneira restritiva e absoluta. Como todos os ensinamentos de Jesus, é um princípio geral, resumido numa forma prática e usual, e deduzido de uma circunstância particular. Esse princípio é uma consequência daquele que manda agir com os outros como quereríamos que os outros agissem conosco. Condena todo prejuízo moral e material causado aos outros, toda violação dos seus interesses, e prescreve o respeito aos direitos de cada um, como cada um deseja ver os seus respeitados. Estende-se ao cumprimento dos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, bem como para os indivíduos.

 

REFLEXÕES :  Dai a César o que é de César e a Deus o que é Deus.”  Tal afirmativa, tão simples e tão sábia, foi suficiente para surpreender os fariseus. Com esse ensino, Jesus nos deixa clara a legitimidade de nossos deveres civis, como é o caso dos impostos e de outras obrigações. Nos dias de hoje, nada mais atual.

Jesus ensinava não só para os de sua época, mas para toda a humanidade da Terra, de todas as épocas, indicando o caminho para sua evolução.

César e Deus podem significar, num sentindo mais amplo, o humano e o divino, ou o material e o espiritual, ou ainda, o imediato e o mediato.

Jesus usou, como sempre o fez, aquele momento, para ensinar a toda a humanidade a respeitar os direitos dos outros, como querem que os seus sejam respeitados.

Na ideia, que deve ser transformada em ações, de dar ao homem o que é do homem e a Deus o que é de Deus, esta implícita todos os deveres materiais e espirituais dos homens.

Dar a cada um o que lhe pertence, condenandotodo prejuízo moral e material causado a outros, toda violação dos seus interesses.”

Respeitando, as leis humanas, tanto quanto se deve respeitar as divinas no “cumprimento dos deveres contraídos para com a família, a sociedade, a autoridade, bem como para todos os indivíduos.”

 

 VIBRAÇÕES E PRECE FINAL

 "Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

Senhor Jesus, que TUA LUZ afaste de nossos caminhos as trevas que se projetam de nós mesmo; que TUA INSPIRAÇÂO nos guie nas decisões que devemos tomar a cada dia; que não sejamos instrumentos do mal para ninguém; que TUA BONDADE nos ensine a sermos melhores e que TEU PERDÃO nos incline à misericórdia para com os nossos semelhantes…

Mestre Amado, tem misericórdia de todos nós; não nos deixes entregues aos próprios impulsos; que não nos falte alegria e ânimo na tarefa que nos confiaste; não nos permitas a queda no comprometimento do serviço mediúnico; que a cada dia, possamos nos tornar mais dignos da confiança dos espíritos amigos.

Jesus, Divino Amigo, somos todos espíritos doentes, revelando as chagas que trazemos na alma .. cura-nos, Senhor, com TEU AMOR, como curaste outrora os cegos e os paralíticos, os leprosos e os desequilibrados mentais!

Cicatriza-nos as feridas de nossos muitos erros … não nos deixeis sem remédio da TUA Proteção, para que não venhamos a nos tornar mais doentes ainda…

Através de nossas mãos, Senhor, ampara nossos irmãos em humanidade - os tristes e desconsolados, os que estejam pensando em morrer e aqueles que, a todo instante, temem sucumbir ao peso da cruz …. que tenhamos a palavra certa para encorajá-los e o sorriso amigo que incentive na luta que todos travamos contra nossas próprias deficiência.

Que, em Teu Nome, doemos o pão e o agasalho, o remédio e a esperança .. que onde estivermos sejamos um humilde traço da TUA PRESENÇA junto a quantos se desesperam!

Liberta-nos, Senhor do julgo da tentação; não nos consinta cair sob o assédio constante dos pensamentos infelizes … que os espíritos que nos atormentam se compadeçam de nós e nos perdoem o mal que lhes tenhamos feito outrora.

E assim Mestre, rogamos ainda que os fluidos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos adquirir equilíbrio físico e espiritual, força e coragem para as lutas de todos os dias.

Graças Vos damos Senhor, pelo privilégio do trabalho no bem, pelo estudo edificante e principalmente pela Tua presença em nossas vidas. Esteja conosco Senhor, hoje e sempre.

 

Que assim seja, graças ao Bom Deus.

 

Paz e Bem.

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