Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 28/08/2018

Adauto Alves de Lima - terça-feira, 28 de agosto de 2018
QUESTÃO 376 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
 
CAPÍTULO VII - DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL -Idiotismo, loucura
 
376. Por que razão a loucura leva o homem algumas vezes ao suicídio?
 
“O Espírito sofre pelo constrangimento em que se acha e pela impossibilidade em que se vê de manifestar-se livremente, donde o procurar na morte um meio de quebrar seus grilhões.”
 
COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”
 Em alguns casos a loucura realmente leva a criatura ao suicídio. Deve se ter em conta os caminhos tomados por ela no passado; se usou suas faculdades para o incentivo à loucura dos outros, certamente que as reações do que fez dos seus dons refletirá em seu caminho e aí vem a vestir novo corpo deficiente, acabando por tirar a sua própria vida física. É o tribunal da consciência em chamas que pede reparos e a alma, na aflição, pensa que, em se matando, estará livre das distorções que fez nos caminhos alheios.
O caso de Judas Iscariotes foi um deles: as moedas queimaram lhe as mãos e ele achou que encontraria no suicídio a paz que deveria buscar, acompanhando o Mestre, mas, o tempo fê-lo reparar seu desrespeito à vida em muitas reencarnações, e hoje se encontra na serenidade de Deus, trabalhando em favor da humanidade, para que essa compreenda o valor dos gestos do Cristo, da palavra e do mesmo silêncio do Divino Senhor.
A cabeça de um louco é um mundo de deduções constantes, e ele tem momentos de reflexões sadias, dentro das quais mistura o passado com o presente e busca, por vezes, o futuro. Nessa desordem mental ele se sente constrangido e faz todos os esforços, na sua limitação, para sair da opressão, e às vezes tomam caminhos que pioram a situação.
Ainda existem os que expõem sua loucura com a aparência de serenidade, e desculpas de que estão defendendo a pátria, a terra que lhes serviu de berço, etc. A ideia de defesa transforma-se em orgulho e egoísmo, estragando vidas e destruindo possibilidades de os outros crescerem e se amarem. Despeja-se o inflamável do ódio, e risca-se o fósforo da violência. Esses são os maiores loucos da história, os fazedores de guerras. E quando o tempo começa a educá-los, eles mudam de estratégia, passam a fazer guerra fria, oprimindo os mais fracos, invadindo países e saqueando-lhes os celeiros. É nesse ponto que o Evangelho lhes pergunta: “Para que ajuntar tanto, se amanhã o Senhor lhe pedirá a alma?”. Esse procedimento de grande parte da humanidade é um suicídio lento. Esquecendo o mandamento da lei, não matarás, eles matam tudo com instrumentos de guerra cada vez mais melhorados e renovados, verdadeiros engenhos de destruição. Mas a natureza vai começar a responder e quem fez ou cooperou para a explosão das guerras irá responder por suas desordens. Eis aí o “choro e ranger de dentes”.
O suicídio no mundo tomou proporções indescritíveis; é a resposta dos pensamentos criados pelos próprios suicidas do passado. A opressão das sementes do mal lançadas por eles é tanta que eles não suportam a opressão da força que emitiram para destruição, e elas voltaram para arruinar os destruidores. Ninguém engana a lei de justiça, porque Deus é amor. O Espírito passa a sofrer o constrangimento do modo que constrangeu aos outros, e somente paga o que deve na pauta da vida. Quem não plantou, como pode colher?  
A Doutrina dos Espíritos é Jesus voltando para toda a humanidade, por misericórdia de Deus, desdobrando esforços, de sorte a ensinar novamente aos povos o que é amar, e como se deve comportar para viver feliz.
 

Lima, Adauto Alves de
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