Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Mensagem de Domingo - 12/08/2018

Miltermai/ADDE - domingo, 12 de agosto de 2018



 
Pouco se fala sobre a missão da paternidade comparada ao destaque que se dá à maternidade e isso também pode ser observado nos relatos da vida de Jesus.
Há incontáveis referências à Maria, mãe de Jesus, em contrapartida, José seu pai, é citado apenas para lhe sugerir a nacionalidade carnal e a descendência. Talvez seja por isso que Maria seja mais conhecida por sua abnegação e generosidade; e José por sua humildade.
Revelações psicográficas asseveram de que o pai de Jesus, o espírito que dignamente assegurou a encarnação do maior líder de todos os tempos, garantindo-lhe o necessário para os primeiros anos de vida e ensinando-lhe pelo exemplo, as virtudes peculiares de quem veio para servir e não para ser servido, foi um bem-aventurado e humilde de coração.
Embora ainda cause espanto para muitos, Jesus como todos nós, recebeu a herança genética de José e Maria, seus pais carnais, mesmo sendo Jesus um espírito muito mais evoluído.
Certamente esse é o ponto alto de nossa reflexão sobre a paternidade:
Imaginemos que José muitas vezes tenha olhado para Jesus e reparando na intrigante diferença Dele com os demais irmãos, tivesse se perguntado: – Afinal, quem é esse meu filho?
Os esclarecimentos da visão espírita ressaltam que não só o filho de José, assim como, todos os filhos de todos os pais, são os nossos irmãos e filhos de Deus.
Cada alma é confiada aos pais terrestres que oferecem a ela um corpo físico, aonde irá habitar por um determinado tempo em busca de novas experiências.
 
Os pais da carne agem, portanto, como tutores que cuidam dos filhos do pai verdadeiro, até o momento que voltarão para junto dele, levando na bagagem as impressões da experiência vivida.
Dentre as tarefas cristãs, a paternidade é uma das mais importantes e quando cumprida com amor, razão, energia e bondade, enaltece os espíritos que participaram desta difícil experiência, onde ora somos filhos e pais e ora somos pais e filhos, em um vai e vem, conforme seja necessário.
A encarnação pedagógica de Jesus trouxe consigo também essa clara lição sobre todas as necessidades a que estamos sujeitos num mundo de formas como na terra; Jesus assim, se aproximou de seus irmãos, tornando-se novamente um deles, sendo filho carnal de alguém até que tivesse se cumprido o seu tempo e fosse chegado o momento de voltar para junto do Pai verdadeiro que nos aguardava no seu reino eterno.
Para vivenciarmos uma encarnação na terra, necessitamos de um invólucro carnal e para tanto somos filhos carnais de alguém; mas, somos uma individualidade espiritual e podemos ser mais velhos e instruídos que nossos pais ou não. Da mesma forma nossos filhos podem ter muito mais a nos ensinar do que aprender conosco, já que a idade cronológica na terra não tem haver com a idade do espírito.
Quem compreende isso compreende que a paternidade é uma bela lição de humildade e que o pai carnal de Jesus, na curiosa figura de José o carpinteiro, é um exemplo para todos que estão diante dessa missão. Ter um filho é ter um irmão que Deus lhe confiou para que seja amparado, até que um dia ele volte ao seu verdadeiro lar.
Será que estamos zelando pelo filho que Deus colocou em nossas mãos?
 (A resposta para essa pergunta cabe a cada pai e mãe responder à sua própria consciência).
 
Deus nos confia um filho seu para que ao nos chamar de pai na terra, desperte em nós a responsabilidade do exemplo e nos faça crescer ao procurarmos suprir-lhe as necessidades até o limite de nossas forças.
Se quisermos ser verdadeiros heróis para os nossos filhos é importante que saibamos que: “Maternidade e paternidade são magistérios sublimes. Lar, primeira escola; pais, primeiros professores; primeiro dia de vida, primeira aula do filho”.
 
(André Luís, o Espírito da Verdade, 2ª edição, pag. 47.)

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FORMATAÇÃO E PESQUISA: 12-08-2018

 
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