Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 03/07/2018

Adauto Alves de Lima - terça-feira, 3 de julho de 2018
QUESTÃO 368 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
 
CAPÍTULO VII - DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL
 
Influência do organismo
 
368. Após sua união com o corpo, exerce o Espírito, com liberdade plena, suas faculdades?
 
“O exercício das faculdades depende dos órgãos que lhes servem de instrumento. A grosseria da matéria as enfraquece.”
 
a) - Assim, o invólucro material é obstáculo à livre manifestação das faculdades do Espírito, como um vidro opaco o é à livre irradiação da luz? “É, como vidro muito opaco.”
 
A.K.: Pode-se comparar a ação que a matéria grosseira exerce sobre o Espírito à de um charco lodoso sobre um corpo nele mergulhado, ao qual tira a liberdade dos movimentos.

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ foi o empregado.
 
Após a união com o corpo, o Espírito sente enfraquecidas suas faculdades mais nobres, principalmente quando os órgãos não correspondem às suas necessidades de exercitá-las no cômputo das suas obrigações.
Eis porque a variedade de dons é enorme. Os homens ignoram os valores que possuem no coração, que devem ser despertados paulatinamente pela força do tempo, em conjunção ao progresso. Cada corpo com o qual o Espírito se reveste é certo entrave para a alma, mas, é nessas prisões necessárias que ela desenvolve suas faculdades espirituais. As vestes dos Espíritos são muitas e elas igualmente despertam seus valores, porque nada fica inerte na criação de Deus. Tudo cresce para frente e para o alto.
É lógico que o Espírito livre do fardo físico se encontra mais desembaraçado, de modo que sua inteligência expande com seus recursos espirituais, e o corpo filtra esse impulso divino para que haja esforço mais intenso no desabrochamento dos dons espirituais. O homem ainda é ignorante acerca das funções dos variados corpos que o Espírito possui. O “vós sois deuses” é motivo de esperança para todos nós. Estamos sempre alcançando mais além, e com a certeza de alcançar mais , até o infinito.
O Espírito é comandante da organização fisiológica, quando encarnado, no entanto, é submetido aos diversos impedimentos, como o homem dentro de um escafandro no seio das águas, cheias de perigos e, por vezes, agitadas. É como querer ter a mesma liberdade de correr na floresta como na campina.
O ar é leve e pode se movimentar nele com agilidade, mas, no lodaçal as dificuldades são bem maiores.
Assim é o corpo de carne. Não podemos esquecer que, em raros casos, há Espíritos que dominam mais as dificuldades da matéria e expressam com mais liberdade o que são. O primeiro sinal é o seu esforço gigantesco no sentido de libertar-se e o outro é a assistência dos Espíritos superiores, usando as suas faculdades para tal desempenho.
A matéria é sempre um empecilho para a alma, mas, a essas dificuldades somam muitas oportunidades para que o trabalhador avance lutando para vencê-las. Não se pode esquecer os grandes vultos da humanidade; eles usaram muitos meios para se libertarem da opressão da matéria a fim de manifestarem, mesmo dentro dela, suas qualidades espirituais, servindo de exemplos para que outros de menor expressão copiassem seus valores. É para que devemos nos esforçar onde quer que estejamos: observar os valores morais dos que os possuem, e os meios de adquiri-los, lutando para essa libertação na conjuntura da nossa intimidade. O preço certamente é alto, mas, devemos pagá-los sem reclamar: as rejeições que devem surgir nos caminhos.
Desde quando se encontra reencarnado, o homem deve assumir o que vier ao seu encontro, visto que tem em Deus a suprema justiça, e nada se encontra fora do lugar. São lições para o seu próprio bem.

Lima, Adauto Alves de

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