Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Cap. IX - Bem-aventurados os Mansos e Pacíficos - A Cólera - itens 9 e 10 - 25/6/2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR - segunda-feira, 25 de junho de 2018

HORA DO EVANGELHO NO LAR

“O corpo não dá impulsos de cólera a quem não os tem, como não dá outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.” – (ESE, Cap. IX, item 10)

 

PRECE

Queridos irmãos... que Jesus nos abençoe.

Vamos neste momento elevando nossos pensamentos a Deus, o Pai da vida e agradecendo por tudo que temos recebido, inclusive a presente reencarnação, oportunidade bendita que devemos aproveitar cada minuto, cada segundo. Agradecemos a Jesus por tudo que nos deixou, pelos ensinamentos e pelo exemplo de vida. Agradecemos por esta oportunidade de aprendizado, de estudo edificante em nossas vidas, que Jesus nos abençoe neste momento e permita a presença de nossos benfeitores espirituais, de nossos mentores, para auxiliar-nos a compreensão da lição de hoje e que esta lição Senhor, possa penetrar profundamente em nossos corações para que através dela e de todos os Teus ensinamentos, possamos mudar nossas ações em nosso dia-a-dia, tendo mais compreensão, menos orgulho e mais humildade.

E assim Mestre Amado, com Tua permissão e em Teu nome, em nome da espiritualidade amiga, responsável por este trabalho de amor e sobretudo em nome de Deus, iniciamos nossos estudos de hoje.

Permaneça conosco Mestre Jesus e que assim seja.

 

MENSAGEM INICIAL

O EFEITO DA CÓLERA

Um velho judeu, de alma torturada por pesados remorsos, chegou, certo dia, aos pés de Jesus, e confessou-lhe estranhos pecados. Valendo-se da autoridade que detinha no passado, havia despojado vários amigos de suas terras e bens, arremessando-os à ruína total e reduzindo-lhes as famílias a doloroso cativeiro. Com maldade premeditada, semeara em muitos corações o desespero, a aflição e a morte.

Achava-se, desse modo, enfermo, aflito e perturbado...

Médicos não lhe solucionavam os problemas, cujas raízes se perdiam nos profundos labirintos da consciência dilacerada.

O Mestre Divino, porém, ali mesmo, na casa de Simão Pedro, onde se encontrava, orou pelo doente e, em seguida, lhe disse:

- Vai em paz e não peques mais.

O ancião notou que uma onda de vida nova lhe penetrara o corpo, sentiu-se curado, e saiu, rendendo graças a Deus.

Parecia plenamente feliz, quando, ao atravessar a extensa fila dos sofredores que esperavam pelo Cristo, um pobre mendigo, sem querer, pisou-lhe num dos calos que trazia nos pés.

O enfermo restaurado soltou um grito terrível e atacou o mendigo a bengaladas.

Estabeleceu-se grande tumulto.

Jesus veio à rua apaziguar os ânimos.

Contemplando a vítima em sangue, abeirou-se do ofensor e falou:

- Depois de receberes o perdão, em nome de Deus, para tantas faltas, não pudeste desculpar a ligeira precipitação de um companheiro mais desventurado que tu?

O velho judeu, agora muito pálido, pôs as mãos sobre o peito e bradou para o Cristo: - Mestre, socorre-me!... Sinto-me desfalecer de novo... Que será isto?

Mas, Jesus apenas respondeu muito triste: - Isso, meu irmão, é o ódio e a cólera que outra vez chamaste ao próprio coração.

E, ainda hoje, isso acontece a muitos que, por falta de paciência e de amor, adquirem amargura, perturbação e enfermidade.

 

pelo Espírito Meimei/Chico Xavier, do Livro: Pai Nosso. Lição nº 28. Página 748.

 

LEITURA DO EVANGELHO

Capítulo IX – BEM-AVENTURADOS OS MANSOS E PACÍFICOS

IV – A CÓLERA – itens 9 e 10.

UM ESPÍRITO PROTETOR, Bordeaux, 1863.

9 – O orgulho vos leva a vos julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa rebaixar, e a vos considerardes, ao contrário, de tal maneira acima de vossos irmãos, seja na finura de espírito, seja no tocante à posição social, seja ainda em relação às vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e vos fere. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.

Procurai a origem desses acessos de demência passageira, que vos assemelham aos brutos, fazendo-vos perder o sangue frio e a razão: procurai-a, e encontrareis quase sempre por base o orgulho ferido. Não é acaso o orgulho ferido por uma contradita, que vos faz repelir as observações justas e rejeitar, encolerizados, os mais sábios conselhos? Até mesmo a impaciência, causada pelas contrariedades, em geral pueris, decorre da importância atribuída à personalidade, perante a qual julgais que todos devem curvar-se.

No seu frenesi, o homem colérico se volta contra tudo, à própria natureza bruta, aos objetos inanimados, que espedaça, por não o obedecerem. Ah!, se nesses momentos ele pudesse ver-se a sangue frio, teria horror de si mesmo ou se reconheceria ridículo! Que julgue por isso a impressão que deve causar aos outros. Ao menos pelo respeito a si mesmo, deveria esforçar-se, pois, para vencer essa tendência que o torna digno de piedade.

Se pudesse pensar que a cólera nada resolve, que lhe altera a saúde, compromete a sua própria vida, veria que é ele mesmo a sua primeira vítima. Mas ainda há outra consideração que o deveria deter: o pensamento de que torna infelizes todos os que o cercam. Se tiver coração, não sentirá remorsos por fazer sofrer as criaturas que mais ama? E que mágoa mortal não sentiria se, num acesso de arrebatamento, cometesse um ato de que teria de recriminar-se por toda a vida!

Em suma: a cólera não exclui certas qualidades do coração, mas impede que se faça muito bem, e pode levar a fazer-se muito mal. Isso deve ser suficiente para incitar os esforços por dominá-la. O espírita, aliás, é incitado por outro motivo: o de que ela é contrária à caridade e à humildade cristãs.    

 

HAHNEMANN, Paris, 1863.

10 – Segundo a ideia muito falsa de que não se pode reformar a própria natureza, o homem se julga dispensado de fazer esforços para se corrigir dos defeitos em que se compraz voluntariamente, ou que para isso exigiriam muita perseverança. É assim, por exemplo, que o homem inclinado à cólera se desculpa quase sempre com o seu temperamento. Em vez de se considerar culpado, atribui a falta ao seu organismo, acusando assim a Deus pelos seus próprios defeitos. É ainda uma consequência do orgulho, que se encontra mesclada a todas as suas imperfeições.

Não há dúvida que existem temperamentos que se prestam melhor aos atos de violência, como existem músculos mais flexíveis, que melhor se prestam a exercícios físicos. Não penseis, porém, que seja essa a causa fundamental da cólera, e acreditai que um Espírito pacífico, mesmo num corpo bilioso, será sempre pacífico, enquanto um Espírito violento, num corpo linfático, não seria mais dócil. Nesse caso, a violência apenas tomaria outro caráter. Não dispondo de um organismo apropriado à sua manifestação, a cólera seria concentrada, enquanto no caso contrário seria expansiva.

 O corpo não dá impulsos de cólera a quem não os tem, como não dá outros vícios. Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito. Sem isso, onde estariam o mérito e a responsabilidade? O homem que é deformado não pode tornar-se direito, porque o Espírito nada tem com isso, mas pode modificar o que se relaciona com o Espírito, quando dispõe de uma vontade firme. A experiência não vos prova, espíritas, até onde pode ir o poder da vontade, pelas transformações verdadeiramente miraculosas que se operam aos vossos olhos? Dizei, pois, que o homem só permanece vicioso porque o quer, mas que aquele que deseja corrigir-se sempre o pode fazer. De outra maneira, a lei do progresso não existiria para o homem.

REFLEXÕES: Nos três primeiros parágrafos, o autor, que se nomeou Um Espírito Protetor, explica que a origem da cólera está no orgulho, que leva o homem a se julgar tão acima do que é, que a menor comparação o irrita e o fere. Um dos males que o orgulho causa ao homem é a cólera, a irritação, sempre que se sente contrariado em algo, demonstrando-lhe o quanto ainda é dominado pelo instinto. ” A cólera não resolve os problemas evolutivos e nada mais significa que um traço de recordação dos primórdios da vida humana em suas expressões mais grosseiras. A energia serena edifica sempre, na construção dos sentimentos purificadores; mas a cólera impulsiva, nos seus movimentos atrabiliários, é um vinho envenenado de cuja embriaguez a alma desperta sempre com o coração tocado de amargosos ressaibos.” Questão 181 de O Consolador.  André Luiz, na obra Estude e Viva nos diz assim: “Se a agressividade nos assinala o modo de ser, tratemos do caráter enfermiço, com a mesma atenção com que se medica um órgão doente. E se nossa consciência jaz tranquila, na certeza de que temos procurado realizar o melhor ao nosso alcance, no aproveitamento das oportunidades que o Senhor nos concedeu, estejamos serenos na dificuldade e operosos na prática do bem, à frente de quaisquer circunstância...”  

Cuidemos portanto do nosso caráter enfermiço o mais rápido possível, enquanto é tempo.

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

 

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 

Neste momento, com nossos corações pacificados, fortalecidos, harmonizados com Deus nosso Pai e Jesus nosso Mestre, vamos vibrar, e vibrar é desejar os nossos melhores pensamentos e os nossos melhores sentimentos.

Então, juntos, elevemos nosso pensamento mentalizando Jesus, com suas Mãos abertas em nossa direção, em direção ao nosso planeta derramando muita Luz e Paz, unindo-nos como irmãos que somos, em laços de profunda paz e de amor. 

Que essa imensa Luz ilumine mentes e corações para que a Paz seja estabelecida entre todos os povos, em todos os lugares de nosso planeta.

Que essa Luz se faça presente especialmente sobre nosso Brasil, sobre nossos governantes, nosso povo e que todos recebam através dela ondas de Paz, Amor e Esperança.

Que essa Luz se faça mais forte e penetre todos os lares, no nosso também, iluminando e protegendo nossos queridos, higienizando todo o ambiente, deixando neles somente vibrações de amor.

E assim, vamos vibrando também por todos os necessitados, doentes e sofredores, encarnados e desencarnados, que todos possam receber a paz desta oração, a Luz do Amor de Jesus.

Vibramos pelos jovens e pelas crianças, pelos idosos e por todos aqueles que ainda não conhecem a Tua bondade Senhor.

Vibramos por nossa Casa Espírita que nos acolhe amorosamente, por todos os seus trabalhadores e assistidos, por todos os coordenadores e dirigentes, que Deus os abençoe em seus propósitos no bem.

Rogamos agora Senhor, por nós mesmos, criaturas ainda tão necessitadas do amparo e da misericórdia Divina. Que possamos reconhecer e combater em nós, a causa primeira da cólera, o orgulho e, nos esforçarmos para desenvolvermos a humildade e o amor, pois a cólera nada resolve, só altera nossa saúde e compromete nossa própria vida.

Permita Senhor, que neste momento, nossas águas sejam fluidificadas, que nelas sejam depositadas os medicamentos necessários para nosso reequilíbrio físico, espiritual e mental;

E assim, agradecidos e pacificados vamos encerrando nossas reflexões de hoje.

Que possamos manter a Paz em nossos corações, tendo sempre em nossas ações sentimentos de bondade e de compreensão.

Permaneça conosco, Mestre Jesus,

Que assim seja.

 

Paz e Luz!

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