Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 29/05/2018

Adauto Alves de Lima - terça-feira, 29 de maio de 2018
QUESTÃO 363 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos
 
CAPÍTULO VII - DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL
 
Faculdades morais e intelectuais do homem
 
363. Têm os Espíritos paixões de que não partilhe a Humanidade?
 
“Não, que, de outro modo, vo-las teriam comunicado.”
 
COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”
 
As paixões que têm os Espíritos que moram na Terra e que viajam com ela na sua órbita, como sendo o seu mundo espiritual, não são diferentes das dos homens; elas são as mesmas, porque eles se sucedem pelos processos das reencarnações. Os Espíritos são os mesmos homens, e os homens são os mesmos Espíritos, que se entregam às mutações como força da lei do progresso espiritual.
Convém que todas as criaturas estudem mais as leis de Deus, que passem a conhecer na sua profundidade, os ensinamentos de Jesus Cristo, porque a verdade, no dizer do Mestre, nos coloca em liberdade. Os homens, quando enraizados nas paixões inferiores, levam-nas para além-túmulo e, por vezes, ainda mais fortes, que se encontram em estado de Espírito, sem o entrave do corpo.
O Espírito, quando passa para a carne pelos processos das vidas sucessivas, igualmente traz as suas paixões, se as tem, de modo a educá-las ao passar por variados abrolhos dos caminhos. Não nos percamos nos emaranhados das ilusões. Onde quer que estivermos, os métodos educativos se encontram a nos espreitar de maneiras diversas, e para entendermos as lições, a vida nos aplica muitos meios que correspondem às nossas necessidades.
As paixões da alma devem desaparecer. Certamente que é difícil essa limpeza, por estarem entranhadas em muitos corpos que o Espírito usa para a sua jornada na Terra. Contudo, não devemos esmorecer. Todo aquele que venceu na vida começou algum dia a dar os primeiros passos no aprendizado, na auto iluminação. Para começar basta buscar os caminhos de Jesus, como Mestre dos mestres, que não se errará o ideal da felicidade.
Verifiquemos hoje mesmo quais as paixões que vibram em nossa alma e não deixemos para amanhã o combate a elas. Comecemos agora, que o Senhor nunca deixa Seus filhos sozinhos nos combates internos. A Doutrina dos Espíritos é um manancial de ensinamentos capazes de nos levar à vitória. As guerras existem por toda a parte, no entanto, os homens esqueceram que a verdadeira luta proveitosa é a que travamos no nosso interior, no combate com nossos inimigos do coração, e os piores são o orgulho e o egoísmo, fonte de onde dimanam todos os outros, contrários ao bem-estar da alma. As paixões inferiores envenenam a atmosfera do planeta, a água que se bebe e os alimentos. Elas deturpam a natureza no seu laboratório divino, de modo que seus frutos entram em decadência o organismo humano e mesmo o dos animais. Para combater as paixões, é necessário ter fé em Deus, e procurar outra vez o Cristo, sem contar o tempo que se gastará para limpar a veste espiritual e tranquilizar a consciência. Que se use a oração, mas que não fique somente nisso: é necessário vigiar todos os segundos da vida e, ainda assim, não ficar somente nisso; é preciso trabalhar como Jesus nos ensinou a operar.
Paixões e virtudes travaram lutas no reino do Espírito imortal.
Necessário se faz que continuem a lutar, porque o mal nunca vence o bem, e é nessa caridade para conosco, da iluminação interior, que Jesus nos garante a vitória, de modo que a consciência receba o prêmio da tranquilidade imperturbável. Que queremos mais? Isso basta, por ser o céu na profundidade do ser.

Lima, Adauto Alves de

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