Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal de O Livro dos Espíritos - 10/04/2018

Adauto Alves de Lima - terça-feira, 10 de abril de 2018

QUESTÃO 356 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS-  Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos

 CAPÍTULO VII - DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL -  União da alma e do corpo

 356. Entre os natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados à encarnação de Espíritos?

 “Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito esteve destinado. Nada tinha que se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm por seus pais.”

 a) - Pode chegar a termo de nascimento um ser dessa natureza?

 “Algumas vezes; mas não vive.”

 b) - Segue-se daí que toda criança que vive após o nascimento tem forçosamente encarnado em si um Espírito?

 “Que seria ela, se assim não acontecesse? Não seria um ser humano.”

 

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

ENTRE OS NATIMORTOS

Entre os natimortos alguns efetivamente não têm a destinação de viver, por não haver, desde o princípio da sua gestação no seio da mãe, determinado Espírito para a devida reencarnação. No entanto, como já foi dito, existem almas que aceitam, por renúncia, ajudar na formação do corpo, o qual é nutrido mais pela mãe, e tomando a forma humana para muitas lições que a vida posse dar.

Um lar é um laboratório divino, onde se fabrica a mais sofisticada roupagem para a alma, que máquina humana alguma tem a capacidade de fazer, além do corpo que se forma pelo amor do casal. É pois, uma universidade valiosa, onde opera a luz do Cristo, sob as bênçãos de Deus, para educação dos Espíritos destinados a conhecerem a verdade. O lar, quando em Cristo, não somente da oportunidades aos Espíritos para a volta ao mundo, como indica os caminhos para a sua jornada.

No mundo espiritual há multidões de Espíritos desejosos de uma reencarnação, esperando que os encarnados possam lhes oferecer esse presente do céu para os seus corações ansiosos na educação dos seus sentimentos. Certamente que existe uma luta muito grande para o Espírito reencarnar, devido às provações que eles tem de passar nesse fechamento de ciclo.

Os devedores desejam voltar, mas, como impediram muitos de renascer, são impedidos pela lei de justiça, por causa da ação dos aparelhos e anticoncepcionais, sem falar do aborto provocado, crimes dos crimes, por tirar a vida dos indefesos; porém, a vida aproveita a morte para lições, onde o Espírito recolhe experiências e resgata dividas pretéritas.

Como já falamos, os pensamentos dos pais são poderosos, principalmente na gestação das crianças. Há mulheres que apresentam uma gravidez psicológica, com todas as manifestações de gestação. São as ideias que tomam todas as formas, mas à qual faltou o intercâmbio dos elementos vitais do homem e da mulher para tal empenho.

Dentre os natimortos também há, ainda que raramente, experiências dos engenheiros siderais em novos corpos, com determinadas modificações no corpo genético do casal. Esse é o aprimoramento do ser humano. Tudo na vida vem da teoria para depois surgir a prática, tendo enfim, a conclusão como realidade.

Há provações de toda a natureza; há crianças que vivem minutos, mesmo tendo um Espírito destinado a tomar, como tomou o seu corpo. É o saldo; ela deveria viver apenas aqueles minutos para enriquecimento das suas experiências.

A Terra vai passar de mundo de provações, como nos diz "O Evangelho Segundo o Espiritismo", para mundo de regeneração, quando os que se destinam a regenerar herdarão esse paraíso, formando, assim, novos corpos que possam suportar todas as reformas morais e espirituais.

As coisas de Deus não têm somente uma destinação. É como uma universidade, onde se formam homens para diversas atividades intelectuais. O Espiritismo, na sua grandiosidade, em se juntando com o progresso, oferece ao homem diversos meios de se educar na vida física e para a vida espiritual, saindo da vida que poderemos comparar, chamando-a natimorta, para a glória da vida imortal, acompanhando Jesus e sentindo o Cristo pulsar em seu coração.

Lima, Adauto Alves de

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