Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal do Livro dos Espíritos - 09/01/2018

Adauto Alves de Lima - terça-feira, 9 de janeiro de 2018

QUESTÃO 343 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Parte Segunda

Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos - CAPÍTULO VII

DA VOLTA DO ESPÍRITO À VIDA CORPORAL

Prelúdio da volta

343. Os que vemos em sonho, que nos testemunham afeto e que se nos apresentam com desconhecidos semblantes, são alguma vez os Espíritos amigos que nos seguem os passos na vida?

“Muito frequentemente são eles que vos vêm visitar, como ides visitar um encarcerado.”

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

Em estado de sonho o Espírito encarnado pode se comunicar com os entes queridos que já se foram para o Além e, ao acordar, tem vaga lembrança desse encontro. Em poucos casos guarda lembranças vivas, sobre os assuntos ventilados. Os Espíritos-guias igualmente se comunicam com os seus tutelados pelas portas do sonho, em variadas formas, e as lições, mesmo ficando na inconsciência, servir-lhes-ão para a vida diária. Elas vêm emergindo para o consciente de maneira que afloram na mente como pensamentos próprios, e o raciocínio vai se utilizando desse intercâmbio com o coração, para a evolução natural do Espírito. O futuro nos espera para nos brindar com uma forma de sonho mais aperfeiçoado, que é o desdobramento consciente das criaturas encarnadas. Eis aí a porta da certeza espiritual, de que a vida continua. O Espírito, em estado de desdobramento, na consciência perfeita, tem uma visão do mundo espiritual também mais perfeita, muitas vezes mais do que encarcerado no corpo físico; no entanto, depois da viagem astral propriamente dita, os benfeitores da eternidade trazem seu tutelado para despertar e tornar a dormir, pois, o sono natural é bastante diferente do desdobramento. Nesse último, perde-se muita energia, na sua divina expressão.

Sonhos, todos os têm, todas as noites e com poucas recordações; o desdobramento se faz muito raro, porque ele obedece a uma escala muito grande. O desprendimento consciente é o mais difícil nos dias que correm, porém, a evolução das almas nos fala dessa necessidade para a humanidade. Na altura evolutiva das criaturas, se lhes forem concedidos todas as noites alguns minutos de desprendimento consciente, elas poderão ir se atrofiando até a desencarnação por quererem ficar na pátria do Espírito, que se lhes apresenta com maior harmonia. Precisa-se de preparo, dentro das diretrizes do Cristo.

"O Livro dos Espíritos" nos afigura a questão do mesmo modo com que se visita um encarcerado: os guias espirituais vem em auxílio dos encarnados como os tais presos na carne em determinadas provas e testes diferentes por passar. Convém anotar as reações que temos diante dos inimigos, no sentido de analisarmos o que vai passando pelos nossos sentimentos. Se sofremos com a injúria, certamente que ela conserva uma ferida em nosso coração; se sofremos com o desprezo, ele ainda mora em nosso sentimento; se sofremos com a violência dos depredadores, essa violência ainda não saiu do nosso mundo íntimo; se sofremos com todas as formas de maledicência, a revolta mora em nós. mostrando-se pela nossa posição ante os que nos ferem. Precisamos rever o nosso ambiente interno e renovar nossos sentimentos pela força do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Dessa maneira, os nossos sonhos, tanto de encarnados como de desencarnados, tornar-se-ão lindos e perfeitos, na perfeita ordem do universo. Atraímos para nós, o que somos por dentro do coração.

Os sonhos, na literatura profana, são fatos vagos; na espiritualista séria, são portas para a realidade espiritual, onde encontramos a verdade diante das nossas necessidades espirituais. Estamos, assim, visitando os nossos queridos que já se foram, e aí a lei nos atende, mostrando o verdadeiro intercâmbio de todos os planos através dos chamados sonhos.

Quando os espíritas avivarem a consciência, começando a ler e entender a codificação do nosso querido preceptor Allan Kardec, tornar-se-ão como frutos maduros, que cairão da árvore da Terra ao chão da vida espiritual e virão a nascer de novo, com novas possibilidades de entender mais, entrando no progresso e assimilando o verdadeiro entendimento de Jesus acerca da vida que continua. A Doutrina dos Espíritos não é nem pode ser estável; ela acompanha o progresso e a ele se antecipa, quando os corações se acham em preparo.

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