Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal do Livro dos Espiritos. 21/08/2017

Adauto Alves de Lima - segunda-feira, 21 de agosto de 2017

A PARTIR DESTA SEMANA VAMOS ESTUDAR UMA QUESTÃO POR SEMANA, COM COMENTÁRIOS DO ESPÍRITO MIRAMEZ.

QUESTÃO 325 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Parte Segunda

Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos

 CAPÍTULO VI -  A VIDA ESPÍRITA

 Comemoração dos mortos. Funerais

 325. Qual a origem do desejo que certas pessoas exprimem de ser enterradas antes num lugar do que noutro? Será que preferirão, depois de mortas, vir a tal lugar? E essa importância dada a uma coisa tão material constitui indício de inferioridade do Espírito?

 “Afeição particular do Espírito por determinados lugares; inferioridade moral. Que importa este ou aquele canto da Terra a um Espírito elevado? Não sabe ele que sua alma se reunirá às dos que lhe são caros, embora fiquem separados os seus respectivos ossos? ”

 325a) - Deve-se considerar futilidade a reunião dos despojos mortais de todos os membros de uma família?

 “Não; é um costume piedoso e um testemunho de simpatia que dão os que assim procedem aos que lhes foram entes queridos. Conquanto destituída de importância para os Espíritos, essa reunião é útil aos homens: mais concentradas se tornam suas recordações. ”

FILOSOFIA ESPÍRITA - VOLUME VII

 Questão 325 comentada

COMENTÁRIO DO ESPÍRITO MIRAMEZ NA OBRA “FILOSOFIA ESPÍRITA”

INFERIORIDADE MORAL

Os Espíritos elevados são despojados de todo tipo de apego, que constitui limitação moral da alma. 

Muitos e muitos Espíritos encarnados, quando percebem a aproximação da desencarnação, desejam que seus corpos sejam enterrados em tal ou qual lugar, principalmente onde nasceram. Isso caracteriza a condição espiritual de quem se aproxima do túmulo. O corpo é corpo e não retém o Espírito junto a si. Depois que esse deixa a veste física, ele volta para o meio de onde veio, a mãe natureza, e vai servir em outras áreas como manda o progresso.

Quanto a reunir todos os restos mortais de uma família em determinado lugar, é inspiração do amor limitado dos que lhes foram entes queridos. Convém notar que esse gesto não interfere na evolução do Espírito imortal. São laços que estão ligados aos velhos costumes, que é preciso sejam desatados por novas filosofias. A verdade, disse Jesus, liberta. Devemos todos conhecê-la, para nos tornarmos livres. O Espírito elevado sabe que os Espíritos que lhe foram antepassados não estão ligados aos restos mortais nem moram em cemitérios. Para que inspirar os encarnados para ajuntarem os ossos de todos os familiares que passaram para o mundo dos Espíritos? Trasladar simplesmente ossos de um lugar para outro nada significa para o sossego dos Espíritos que foram ocupantes daqueles corpos, que necessitam, acima de tudo, de harmonia espiritual.

Pela lei da reencarnação, sabemos que um Espírito já usou muitos corpos. Certamente que, se esse fosse o caminho para a sua felicidade, justo seria reunir todos eles em um só lugar.

O Espiritismo, codificado por Allan Kardec, veio para ajudar os homens e os próprios Espíritos desencarnados na educação espiritual. As suas mensagens, quando inspiradas no Cristo, despertam a alma para a luz de todos os entendimentos, de maneira que encontramos o que procuramos dentro de nós. Jesus já falava que o céu está dentro de nós.

Verdadeiramente, a nossa felicidade é interna, porque é no mundo íntimo que construímos a nossa paz eterna, aquela onde não falta o trabalho com amor. Os nossos sentimentos, para que sejam nobres, na nobreza do amor, haverão de ter analogia com os sentimentos do Mestre Jesus, e a similitude com o Evangelho. Dessa maneira, o Espírito começa a mostrar a sua liberdade sem negar e esquecer seus deveres para com a sua própria consciência.

Quando falamos que o Espírito não sente felicidade quando os encarnados fazem tudo para ajuntar os restos mortais, tratamos de Espíritos elevados, que não atribuem importância maior ao fato, pois o seu amor é universal. Somos filhos do mesmo Deus e irmãos uns dos outros, na plenitude do amor.

Aqueles que vivem de recordações ficam paralisados no tempo e no espaço. A canção que diz que “recordar é viver” não esclarece que depende do que recordarmos. Recordar as ideias luminosas dos grandes astros que passaram pela Terra nos faz bem, assim como se copiamos seus grandes feitos. Não podemos ignorar que o apego aos bens materiais e aos restos mortais de parentes e amigos é inferioridade moral. Livremo-nos disso o quanto antes, para que possamos subir mais um degrau na escala espiritual e ter olhos para ver e sentir as leis que dirigem e orientam todos.

Repetir Jesus é muito bom para nós. Vejamos o que Ele nos disse, com toda a propriedade moral: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos (Mateus, 22 a 40). O resto vem por acréscimo de misericórdia.

 

Lima, Adauto Alves de

Fones: (17) 3232.3321 / 997911320

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