Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal do Livro dos Espíritos.14/03/2017

Adauto Alves de Lima- ADDE - terça-feira, 14 de março de 2017
» O LIVRO DOS ESPÍRITOS » PARTE SEGUNDA - DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS » CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA » PERCEPÇÕES, SENSAÇÕES E SOFRIMENTOS DOS ESPÍRITOS »
ESPÍRITO TEM NECESSIDADE DE REPOUSO? (este e outros ensinamentos logo abaixo)

248. O Espírito vê as coisas tão distintamente como nós?
“Mais distintamente, pois que sua vista penetra onde a vossa não pode penetrar. Nada a obscurece.”
249. Percebe os sons?
“Sim, percebe mesmo sons imperceptíveis para os vossos sentidos obtusos.”
249a) – No Espírito, a faculdade de ouvir está em todo o seu ser, como a de ver?
“Todas as percepções constituem atributos do Espírito e fazem parte de seu ser. Quando o reveste um corpo material, elas só lhe chegam pelo conduto dos órgãos. Deixam, porém, de estar localizadas, em se achando ele na condição de Espírito livre.”
250. Constituindo elas atributos do próprio Espírito, ser-lhe-á possível subtrair-se às percepções?
“O Espírito unicamente vê e ouve o que quer. Dizemos isto de um ponto de vista geral e, em particular, com referência aos Espíritos elevados, porquanto os imperfeitos muitas vezes ouvem e vêem, a seu malgrado, o que lhes possa ser útil ao aperfeiçoamento.”
251. São sensíveis à música os Espíritos?
“Aludes à vossa música? Que é ela comparada à música celeste? A esta harmonia de que nada na Terra vos pode dar ideia? Uma está para a outra como o canto do selvagem para uma doce melodia. Não obstante, Espíritos vulgares podem experimentar certo prazer em ouvir a vossa música, por lhes não ser dado ainda compreenderem outra mais sublime. A música possui infinitos encantos para os Espíritos, por terem eles muito desenvolvidas as qualidades sensitivas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber.”
252. São sensíveis, os Espíritos, às belezas naturais?
“Tão diferentes são as belezas naturais dos mundos, que longe estamos de as conhecer. Sim, os Espíritos são sensíveis a essas belezas, de acordo com as aptidões que tenham para as apreciar e compreender. Para os Espíritos elevados, há belezas de conjunto que, por assim dizer, apagam as das particularidades. ”
253. Os Espíritos experimentam as nossas necessidades e sofrimentos físicos?
“Eles os conhecem, porque os sofreram; não os experimentam, porém, materialmente, como vós outros: são Espíritos.”
254. E a fadiga, a necessidade de repouso, experimentam-nas?
“Não podem sentir a fadiga, como a entendeis; conseguintemente, não precisam de descanso corporal, como vós, pois que não possuem órgãos cujas forças devam ser reparadas. O Espírito, entretanto, repousa, no sentido de não estar em constante atividade. Ele não atua materialmente. Sua ação é toda intelectual e inteiramente moral o seu repouso. Quer isto dizer que momentos há em que o seu pensamento deixa de ser tão ativo quanto de ordinário e não se fixa em um objeto determinado. É um verdadeiro repouso, mas que não é comparável ao do corpo. A espécie de fadiga que os Espíritos são suscetíveis de sentir guarda relação com a inferioridade deles. Quanto mais elevados sejam, tanto menos precisarão de repousar.”
255. Quando um Espírito diz que sofre, de que natureza é seu sofrimento?
“Angústias morais, que o torturam mais dolorosamente do que os sofrimentos físicos.”
256. Como é então que alguns Espíritos se têm queixado de sofrer frio ou calor?
“É reminiscência do que padeceram durante a vida, reminiscência não raro tão aflitiva quanto a realidade. Muitas vezes, no que eles assim dizem apenas há uma comparação mediante a qual, em falta de coisa melhor, procuram exprimir a situação em que se acham. Quando se lembram do corpo que revestiram, têm impressão semelhante à de uma pessoa que, havendo tirado o manto que a envolvia, julga, passado algum tempo, que ainda o traz sobre os ombros.” 
 




Lima, Adauto Alves de

Fones: (17) 3232.3321 / 997911320

comments powered by Disqus