Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal do Livro dos Espíritos.06/03/2017

Adauto Alves de Lima- ADDE - segunda-feira, 6 de março de 2017
O Livro dos Espíritos > Parte segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos > Capítulo VI - Da vida espírita
 
Para os Espíritos não há trevas, salvo as em que podem achar-se por expiação. (ensinamento contido nos estudos desta semana)

?244. Os Espíritos veem a Deus?

“Só os Espíritos superiores O veem e compreendem. Os inferiores O sentem e adivinham.”

a) – Quando um Espírito inferior diz que Deus lhe proíbe ou permite uma coisa, como sabe que isso lhe vem Dele?

“Ele não vê a Deus, mas sente a Sua soberania e, quando não deva ser feita alguma coisa ou dita uma palavra, percebe, como por intuição, a proibição de fazê-la ou dizê-la. Não tendes vós mesmos pressentimentos, que se vos afiguram avisos secretos, para fazerdes, ou não, isto ou aquilo? O mesmo nos acontece, se bem que em grau mais alto, pois compreendes que, sendo mais sutil do que as vossas a essência dos Espíritos, podem estes receber melhor as advertências divinas.”

b) – Deus transmite diretamente a ordem ao Espírito, ou por intermédio de outros Espíritos?

“Ela não lhe vem direta de Deus. Para se comunicar com Deus, é-lhe necessário ser digno. Deus lhe transmite suas ordens por intermédio de Espíritos superiores em perfeição e instrução. ”

245. Os Espíritos têm circunscrita a visão, como os seres corpóreos?

“Não, ela reside neles. ”

246. Precisam da luz para ver?

“Veem por si mesmos, sem precisarem de luz exterior. Para os Espíritos não há trevas, salvo as em que podem achar-se por expiação.”

247. Para verem o que se passa em dois pontos diferentes, precisam transportar-se a esses pontos? Podem, por exemplo, ver simultaneamente nos dois hemisférios do globo?

“Como o Espírito se transporta com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê em toda parte ao mesmo tempo. Seu pensamento é suscetível de irradiar, dirigindo-se a um tempo para muitos pontos diferentes, mas esta faculdade depende da sua pureza. Quanto menos puro é o Espírito, tanto mais limitada tem a visão. Só os Espíritos superiores podem com a vista abranger um conjunto."

No Espírito, a faculdade de ver é uma propriedade inerente à sua natureza e que reside em todo o seu ser, como a luz reside em todas as partes de um corpo luminoso. É uma espécie de lucidez universal que se estende a tudo, que abrange simultaneamente o espaço, os tempos e as coisas, lucidez para a qual não há trevas, nem obstáculos materiais. Compreende-se que deva ser assim. No homem, a visão se dá pelo funcionamento de um órgão que a luz impressiona. Daí se segue que, não havendo luz, o homem fica na obscuridade. No Espírito, como a faculdade de ver constitui um atributo seu, abstração feita de qualquer agente exterior, a visão independe da luz (Veja-se: Ubiquidade, n° 92.)

Lima, Adauto Alves de

Fones: (17) 3232.3321 / 997911320

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