Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal do Livro dos Espíritos.07/02/2017

Adauto Alves de Lima- ADDE - terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
 O LIVRO DOS ESPÍRITOS » PARTE SEGUNDA - DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS »
                                                                                CAPÍTULO VI - DA VIDA ESPÍRITA » ESPÍRITOS ERRANTES.

227. De que modo se instruem os Espíritos errantes? Certo não o fazem do mesmo modo que nós outros?
“Estudam o seu passado e procuram meios de elevar-se. Veem, observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos dos homens esclarecidos e os conselhos dos Espíritos mais elevados, e tudo isso lhes incute ideias que antes não tinham.”
228. Conservam os Espíritos algumas das paixões humanas?
“Os Espíritos elevados, perdendo seu envoltório, deixam as más paixões e só guardam a do bem; mas os Espíritos inferiores as conservam; de outra forma eles seriam da primeira ordem.”
229. Por que, deixando a Terra, não deixam aí os Espíritos todas suas más paixões, uma vez que lhes reconhecem os inconvenientes?
“Vês nesse mundo pessoas excessivamente invejosas. Imaginas que, mal o deixam, perdem esse defeito? Acompanha os que da Terra partem, sobretudo os que alimentaram paixões bem acentuadas, uma espécie de atmosfera que os envolve, conservando-lhes o que têm de mau, por não se achar o Espírito inteiramente desprendido da matéria. Só por momentos ele entrevê a verdade, que assim lhe aparece como que para mostrar-lhe o bom caminho.”
230. Na erraticidade, o Espírito progride?
“Pode melhorar-se muito, tais sejam a vontade e o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal é que põe em prática as novas ideias que adquiriu.”
231. São felizes ou desgraçados os Espíritos errantes?
“Mais ou menos, conforme seus méritos. Sofrem por efeito das paixões cujo princípio conservaram, ou são felizes, de conformidade com o grau de desmaterialização a que hajam chegado. Na erraticidade, o Espírito percebe o que lhe falta para ser mais feliz e, desde então, procura os meios de alcançá-lo. Nem sempre, porém, lhe é permitido reencarnar segundo sua vontade, representando isso, para ele, uma punição.”
232. Podem os Espíritos errantes ir a todos os mundos?
“Depende. Pelo simples fato de haver deixado o corpo, o Espírito não se acha completamente desprendido da matéria, e continua a pertencer ao mundo onde acabou de viver, ou a outro do mesmo grau, a menos que durante a vida se tenha elevado, o que, aliás, constitui o objetivo para que devem tender seus esforços, pois, do contrário, nunca se aperfeiçoaria. Pode, no entanto, ir a alguns mundos superiores, mas na qualidade de estrangeiro. A bem dizer, consegue apenas entrevê-los, donde lhe nasce o desejo de melhorar-se, para ser digno da felicidade de que gozam os que os habitam, e poder habitá-los mais tarde.”
233. Os Espíritos já purificados vêm aos mundos inferiores?
“Fazem-no frequentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.”
 

Lima, Adauto Alves de

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