Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - O amor do próximo é o princípio da caridade -segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR

“Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos.” (Mateus, 5:44-45)

 

PRECE

Jesus, amigo incondicional de todas as horas, concede-nos a consciência de nossos erros, auxilia-nos a não vivermos iludidos a nosso respeito.

Permita senhor, que tenhamos lucidez suficiente para sabermos quem realmente somos. Que possamos conseguir detectar as nossas próprias fragilidades, dando-nos oportunidades de superá-las.

Dai-nos força e luz para caminharmos na escola da vida, rumo a nossa evolução espiritual. Dai-nos paz nas lutas que nos aflige.

Auxilia-nos Mestre, a sermos sempre sinceros em nossos propósitos, humildes em nossas atitudes, verdadeiros em nossas palavras e fiel aos nossos compromissos. Não nos deixe entregues à nossa invigilância e ao assédio do mal, seja sempre nosso refúgio, nossa inspiração.

Neste momento Senhor, em que unimos nossos corações em prece, pedimos Teu amparo e Tua proteção, para que em Teu Nome possamos iniciar o Estudo do Teu Evangelho de Luz, roteiro de nossas vidas. Que a lição de hoje se reflita em nossos dias, principalmente em nossos relacionamentos, dando-nos mais compreensão e mais paciência para com todos os que nos cercam.

Esteja conosco, hoje e sempre. 
Que assim seja!

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

Além dos Outros

"Não fazem os publicanos também o mesmo?" - Jesus. (Mateus, 5:46).

Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres
domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de
proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, 
são tarefas peculiares a crentes e descrentes na senda diária.
Jesus, contudo, espera algo mais do discípulo.
Correspondes aos impositivos do trabalho diuturno, criando coragem,
alegria e estímulo, em derredor de ti?
Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostraram infrutíferas?
Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?
Aguardas, com paciência, onde outros desesperaram?
Na posição de crente, conservas o espírito de serviço, onde o
descrente congelou o espírito de ação?
Partilhas a alegria de teus amigos, sem inveja e sem ciúme, e participas do sofrimento de teus adversários, sem falsa superioridade e sem alarde?
Que dás de ti mesmo no ministério da caridade?
Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade geral e adaptarse
aos movimentos da vida são característicos dos próprios irracionais.
O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e
bebendo, dormindo e agindo sem diferenças fundamentais, na ordem
coletiva. De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz
resplandece na Terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos
a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a
percebem, ainda, não obstante envolver a todos. Mas, para quantos
se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do
Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.

Do livro: Fonte Viva - Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

LEITURA DO EVANGELHO

Capítulo 12 - AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

PAGAR O MAL COM O BEM – ITENS 3 E 4 .

3 – Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistadas sobre o egoísmo e o orgulho.

Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não pretendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo. A ternura pressupõe confiança. Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam nos mesmos pensamentos. Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar um inimigo, que se tem com um amigo.

Esse sentimento, por outro lado, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos. Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração. Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.

4 – Amar aos inimigos é um absurdo para os incrédulos. Aquele para quem a vida presente é tudo, só vê no seu inimigo uma criatura perniciosa, a perturbar-lhe o sossego, e do qual somente a morte o pode libertar. Daí o desejo de vingança. Não há nenhum interesse em perdoar, a menos que seja para satisfazer o seu orgulho aos olhos do mundo. Perdoar, até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna da sua personalidade. Se não se vinga, pois, nem por isso deixa de guardar rancor e um secreto desejo de fazer o mal.

Para o crente, e mais ainda para o espírita, a maneira de ver é inteiramente diversa, porque ele dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, a vida presente é um momento apenas. Sabe que, pela própria destinação da Terra, nela devem encontrar homens maus e perversos; que as maldades a que está exposto fazem parte das provas que deve sofrer. O ponto de vista em que se coloca torna-lhe as vicissitudes menos amargas, quer venham dos homens ou das coisas. Se não se queixa das provas, não deve queixar-se também dos que lhe servem de instrumentos. Se, em lugar de lamentar, agradece a Deus por experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe naturalmente ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que ocupa no mundo uma posição elevada não se considera ofendido pelos insultos daquele que olha como seu inferior. Assim acontece com aquele que se eleva, no mundo moral, acima da humanidade material. Compreende que o ódio e o rancor o envileceriam e rebaixariam, pois, para ser superior ao seu adversário, deve ter a alma mais nobre, maior e mais generosa.

 

REFLEXÕES: O bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta. Para o espiritismo as criaturas não são punidas nem recompensadas por Deus, mas sim, colhem aquilo que espontaneamente semearam, através de sua conduta, de seu livre arbítrio. Na lição de hoje Jesus nos instrui sobre a necessidade de amar os nossos inimigos e solicita que exercitemos a tolerância com os erros alheios, a paciência e a compaixão com as atitudes equivocadas daqueles que nos perseguem. Amar os inimigos não é ter por eles o mesmo carinho, a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo, amar os inimigos é não ter ódio para com eles, é não sentir rancor ou desejo de vingança. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É, enfim, retribuir o mal que nos fizeram com o bem, sem intenções de humilhá-los. Tarefa que não é fácil, sabemos, porém precisamos compreender que todos nós estamos em processo evolutivo, cada um cumprindo-o à sua maneira, de acordo com suas necessidades e de conformidade com o uso de seu livre-arbítrio. Que possamos então, aproveitar a existência atual para exercitarmos o perdão, a compreensão, a benevolência, para com todos. Esta é uma forma de praticar a caridade, pois nos ensinam os Espíritos superiores, na pergunta 868 de "O Livro dos Espíritos", sobre a caridade como entendia Jesus e a resposta não poderia ser mais sublime: "Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas."

Nos afirma, ainda, Emmanuel, que Jesus espera algo mais do discípulo. Que algo mais seria?

Pensemos nisto!

(complementos para os estudos de hoje: Livro dos Espíritos – Livro Terceiro, Cap. I, item III – O Bem e o Mal)

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 

Senhor Deus Pai, dono do tempo e da eternidade, teu é o hoje e o amanhã, o passado e o futuro;

Ao acabar mais um ano, queremos te dizer obrigado por tudo aquilo que recebemos.

Obrigado pela vida e pelo amor, pelas flores, pelo ar e pelo sol, pela alegria e pela dor,

pelo que foi possível e pelo o que não foi.

Oferecemos a Ti, Pai da Vida, tudo o que fizemos neste ano, o trabalho que pudemos realizar, todas coisas que passaram pelas nossas mãos e o que com elas pudemos construir.

Apresentamos a Ti, Pai Bondoso, as pessoas que ao longo destes meses amamos, as amizades novas que conquistamos, os antigos amores e os que nasceram durante o ano.

Aqueles que estão perto de nós e aqueles que já se foram, aqueles a quem pudemos ajudar, aqueles com quem compartilhamos a vida, o trabalho, a dor e a alegria.

Mas também Senhor, hoje queremos pedir perdão.

Perdão pelo tempo perdido, pelo dinheiro mal gasto, pela palavra inútil e o amor desperdiçado.

Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito, perdão por viver sem entusiasmo.

Perdão também pela oração que aos poucos fui adiando e que agora Te apresentamos.

Por todos os nossos esquecimentos, descuidos e silêncios novamente Te pedimos perdão.

Nos próximos dias começaremos um Ano Novo.

E hoje Te pedimos por nós, por nossos queridos, por todos enfim, paz e a alegria força e coragem, fé, discernimento e sabedoria para vivermos como Jesus nos ensinou, amando e respeitando a todos.

Queremos viver cada dia com otimismo e bondade, levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.

Que nossos ouvidos estejam sempre fechados a toda maldada e a toda falsidade e que de nossos lábios nunca saiam palavras mentirosas, egoístas ou que magoem.

Que nosso coração possa se abrir a tudo o que é bom.

Que nosso espírito seja repleto de bênçãos para que possamos dividi-las e espalha-las por onde passarmos, especialmente onde se fizer mais necessário.

Senhor, conceda-nos sabedoria, paz e amor.

Encha-nos o coração de bondade e alegria, para que todas as pessoas que encontrarmos em nosso caminho, possam descobrir em nós um pouquinho de Ti.

E assim, agradecidos pela presença de nosso Mestre Jesus em nossas vidas, queremos dar graças pelo imenso amor que nos invade o ser.

Aos nossos anjos guardiões, benfeitores espirituais deixamos aqui a nossa gratidão por estarem sempre ao nosso lado, orientando-nos e auxiliando-nos em todos os momentos, principalmente naqueles em que nos sentimos mais frágeis. 

A Deus o Pai da Vida, nossa gratidão eterna, pela oportunidade da presente reencarnação, pela vida neste maravilhoso Planeta, por nossos familiares queridos, por todos os amigos e também Senhor, por aqueles que se consideram nossos inimigos e se fazem instrumentos para nossa melhora intima.

Te agradecemos, Pai da Vida, pelo ano que se finda e Te rogamos que o Novo Ano seja imensamente regado com Tuas Bênçãos e com a Paz do Cristo.

Que assim seja.

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

FELIZ ANO NOVO A TODOS!!! RECEBAM NOSSO CARINHO E NOSSA GRATIDÃO.

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