Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal do Livro dos Espíritos.19/12/2016

Adauto Alves de Lima- ADDE - segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
 Livro dos Espíritos » Parte Segunda - Do mundo espírita ou mundo dos Espíritos » Capítulo IV - Da pluralidade das existências » Semelhanças físicas e morais »
...PELO QUE É VERDADEIRO DIZER-SE QUE OS OLHOS SÃO O ESPELHO DA ALMA....
215. Que é o que dá origem ao caráter distintivo que se nota em cada povo?
“Também os Espíritos se grupam em famílias, formando-as pela similitude de seus pendores, mais ou menos puros conforme a elevação que tenham alcançado. Pois bem: um povo é uma grande família formada pela reunião de Espíritos simpáticos. Na tendência que apresentam os membros dessas famílias para se unirem é que está a origem da semelhança que, existindo entre os indivíduos, constitui o caráter distintivo de cada povo. Julgas que Espíritos bons e humanitários procurem, para nele encarnar, um povo rude e grosseiro? Não. Os Espíritos simpatizam com as coletividades, como simpatizam com os indivíduos; nelas se acham no meio que lhes é próprio.”
216. Em suas novas existências conservará o Espírito traços do caráter moral de suas existências anteriores?
“Isso pode dar-se. Mas, melhorando-se, ele muda. Pode também acontecer que sua posição social venha a ser outra. Se de senhor passa a escravo, diversos serão os seus gostos e teríeis dificuldades em reconhecê-lo. Sendo o Espírito sempre o mesmo nas diversas encarnações, podem existir certas analogias entre as suas manifestações, se bem que modificadas pelos hábitos da posição que ocupe, até que um aperfeiçoamento notável lhe haja mudado completamente o caráter, porquanto, de orgulhoso e mau, pode tornar-se humilde e bondoso, se se arrependeu.”
217. E do caráter físico de suas existências pretéritas, conserva o Espírito traços nas suas existências posteriores?
“O novo corpo que ele toma nenhuma relação tem com o que foi anteriormente destruído. Entretanto, o Espírito se reflete no corpo. Sem dúvida que este é unicamente matéria, porém, nada obstante, se modela pelas capacidades do Espírito, que lhe imprime certo cunho, sobretudo ao rosto, pelo que é verdadeiro dizer-se que os olhos são o espelho da alma, isto é, que o semblante do indivíduo lhe reflete de modo particular a alma. Assim é que uma pessoa excessivamente feia, quando nela habita um Espírito bom, ponderado, humanitário, tem qualquer coisa que agrada, ao passo que há rostos belíssimos que nenhuma impressão te causam, que até chegam a inspirar-te repulsão. Poderias supor que somente corpos bem moldados servem de envoltório aos mais perfeitos Espíritos, quando o certo é que todos os dias deparas com homens de bem, sob um exterior disforme. Sem que haja pronunciada parecença, a semelhança dos gostos e das inclinações pode, portanto, dar lugar ao que se chama um ar de família.”
KARDEC: Nenhuma relação necessária guardando o corpo que a alma toma numa encarnação com o de que se revestiu em encarnação anterior, visto que aquele lhe pode vir de procedência muito diversa da deste, seria absurdo concluir, de uma semelhança que é apenas fortuita, que se trata de existências sucessivas de um mesmo Espírito. Todavia, as qualidades do Espírito frequentemente modificam os órgãos que lhe servem para as manifestações, e lhe imprimem ao semblante físico, e até ao conjunto de suas maneiras, um cunho especial. É assim que, sob o mais humilde envoltório, se pode deparar a expressão da grandeza e da dignidade, enquanto que sob uma vestimenta senhoril se percebe frequentemente a da baixeza e da ignomínia. Certas pessoas saídas da mais ínfima posição tomam sem esforços os hábitos e as maneiras da alta sociedade. Parece que elas aí vêm a achar-se de novo no seu elemento. Outras, contrariamente, apesar do nascimento e da educação, se mostram sempre deslocadas em tal meio. De que modo se há de explicar esse fato, senão como reflexo daquilo que o Espírito foi antes?

Lima, Adauto Alves de

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