Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Amar ao próximo como a si mesmo - itens 1 a 4 - segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR

Eis que vos trago boas-novas de grande alegria, que será de todo o povo, porque nasceu para vós, hoje, um salvador, que é o Cristo Senhor, na cidade de Davi.” Lucas, 2:10-11)

 

PRECE

Deus, Pai Bondoso, mais uma vez chega o Natal e ao colocarmos nossos corações em preces, Te agradecemos humildemente pelo aniversário de nosso Irmão Maior, nosso Modelo e Guia – Jesus.

Pai Amado, queremos neste momento fazermos um pedido especial, um pedido que vai ao encontro dos mais elevados sentimentos ensinados por Jesus, quando esteve entre nós:

Te rogamos Pai de Infinita Bondade e Misericórdia, que estendas Tuas Mãos sobre todo nosso planeta, de forma a tocar os corações de toda a humanidade, de maneira tão profunda, que nossa sensibilidade se aflore para o verdadeiro sentido do Natal, que é o de amarmos uns aos outros, como Jesus nos ama.

Ilumina, Pai Amado, o nosso desejo de harmonia familiar, para que a paz do mundo, que tanto desejamos, comece em nossos lares.

Estimula nossos corações à fraternidade e à solidariedade, dando além do pão que sacia a fome do corpo, o pão que sacia a fome espiritual, dando o melhor de nós mesmos.

Estimula-nos à humildade, para que estejamos presentes de corpo e alma, junto aos nossos familiares e amigos, permitindo Tua presença entre nós, nos encorajando ao perdão das ofensas, à benevolência para com todos e indulgência com as imperfeições alheias e para com as nossas próprias imperfeições.

Por fim, Senhor, rogamos que a Luz do Natal, o Cristo Jesus, esteja presente em todos os dias de nossas vidas, nos conduzindo ao Amor Fraternal.

E assim, Pai Amado, em Teu Nome e de nosso Mestre Jesus, iniciamos nosso Estudo do Evangelho.

Que assim seja

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

O Natal de Jesus

A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.
Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.
A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade.
Não mais o estábulo simples, nosso pr6prio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz...
Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico 
Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.
E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.
E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.
É o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, através da visita aos irmãos mais sofredores do que nós mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”.
Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.
O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.
Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.
Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.
O primeiro renova a alegria.
O segundo reforma a responsabilidade.

Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.
Não nos esqueçamos.
Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.

Autor: Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Fonte de Paz

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO 11 – AMAR O PRÓXIMO COMO A SI MESMO

O MAIOR MANDAMENTO – itens 1 a 4

1 – Mas os fariseus, quando ouviram que Jesus tinha feito calar a boca dos saduceus, juntaram-se em conselho. E um deles, que era doutor da lei, tentando-o, perguntou-lhe: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, este é o maior primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Estes dois mandamentos contêm toda a lei e os profetas. (Mateus, XXII: 34-40).

2 – E assim, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei e os profetas. (Mateus, 7: 12).

Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, VI: 31)

3 – O Reino dos Céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos. E tendo começado a tomar as contas, apresentou-lhe um que lhe devia dez mil talentos. E como não tivesse com que pagar, mandou o seu senhor que o vendessem a ele, e a sua mulher, e a seus filhos, e tudo o que tinha, para ficar pago da dívida. Porém o tal servo, lançando-se aos pés, fazia-lhe esta súplica: Tem paciência comigo, que eu te pagarei tudo. Então o senhor, compadecido daquele servo, deixou-o ir livre, e perdoou-lhe a dívida. E tendo saído este servo, encontrou um de seus companheiros, que lhe devia cem dinheiros; e lançando-lhe a mão à garganta o asfixiava, dizendo-lhe: Paga-me o que deves. E o companheiro, lançando-se aos pés, rogava, dizendo: Tem paciência comigo, que eu te satisfarei tudo. Porém ele não atendeu: retirou-se, e fez que o metessem na cadeia, até pagar a dívida. Porém, os outros servos, seus companheiros, vendo o que se passava, sentiram-no fortemente e foram dar parte a seu senhor de tudo o que tinha acontecido. Então o fez vir seu senhor, e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei a dívida toda, porque me vieste rogar isso; não devias tu, logo, compadecer-te igualmente do teu companheiro, assim como também eu me compadeci de ti? E, cheio de cólera, mandou seu senhor que o entregassem aos algozes, até pagar toda a dívida. Assim também vos tratará meu Pai celestial, se não perdoardes, do íntimo de vossos corações, aquilo que vos tenha feito vosso irmão. (Mateus, XVIII: 23-35).

4 – “Amar ao próximo como a si mesmo; fazer aos outros como quereríamos que nos fizessem”, eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo. Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro, do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo. Com que direito exigiríamos de nossos semelhantes melhor tratamento, mais indulgência, benevolência e devotamento, do que lhes damos? A prática dessas máximas leva à destruição do egoísmo. Quando os homens as tomarem como normas de conduta e como base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade, e farão reinar a paz e a justiça entre eles. Não haverá mais ódios nem dissensões, mas união, concórdia e mútua benevolência. 

REFLEXÕES: Jesus é o exemplo mais fiel do Amor. Ensinou-nos que o amor nos liberta de nossas fraquezas, que devemos amar a todos, ensinou-nos a perdoar, a ser indulgentes, a praticar a caridade, entre tantas outras lições que nos deixou. O Natal está chegando e podemos supor que Jesus gostaria de ver a todos nós praticando seus ensinamentos. Mas, o verdadeiro significado do advento de Jesus é marcado pelo dia em que Ele nasce dentro de nós, não importam as conveniências sociais, religiosas, as discordâncias históricas... O essencial é saber: E PARA NÓS, QUANDO NASCEU JESUS?

Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: -Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável de amor.

Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus. Ele nos responderá: - Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: “Saulo, Saulo porque me persegue?” E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse: - “Senhor, o que queres que eu faça?!”

Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: - Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: - “Negue! Negue!” E o soldado com a tocha acesa dizendo: - “Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?” Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer: - “Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo.”

Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus? Ele nos responderá: - Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse: - Lázaro! Levanta. Neste momento compreendi finalmente quem Ele era... A Ressurreição e a Vida!

Perguntemos a Bezerra de Menezes o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus e ele nos responderá: - Jesus nasceu no dia em que desci as escadas da Federação Espírita Brasileira e um homem se aproximou dizendo: - Vim devolver-lhe o abraço que me deste em nome de Maria, porque renovei minha fé e a confiança em Deus. Foi naquele instante que percebi a Sua misericórdia e o Seu imenso amor pelas criaturas.

Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá: -Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha. Foi quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do amor.

E para nós, quando Jesus nasceu? Se não temos a resposta, talvez o Cristo ainda não tenha nascido em nós e é necessário cuidarmos para que Ele nasça, para que possamos entender o verdadeiro significado do Natal. Para que todos os dias de nossas vidas tenhamos o Espírito de Jesus em nossas almas, manifestando-o através de atitudes de amor, amando ao próximo como a nós mesmo e fazendo aos outros o quereríamos que nos fizessem.(*1)

Pensemos nisto!

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

Elevemos nosso pensamento mentalizando Jesus, com suas Mãos Misericordiosas estendidas em direção de nosso Planeta, que de suas mãos saem grande jatos de Luz e que essa Luz vai contornando e iluminando todo nosso planeta. Vamos visualizando essa Luz se aproximando de nosso Pátria, iluminando todo seu contorno, se fazendo mais forte e envolvendo todo nosso povo, envolvendo a todos nós, dando-nos força, coragem, fé e esperança.

E assim, sentindo-nos amparados e protegidos vamos vibrando e pedindo a Jesus por todos aqueles que necessitam:

Vibramos Senhor, por todos aqueles que vivem em ambientes onde a guerra predomina, que a Paz e o Amor os envolva e que eles sintam o balsamo que vem de Ti, Amado Mestre.  Que possamos, neste Natal, nos lembrarmos deles e fazermos por eles uma prece de paz.

Vibramos por todos aqueles que ainda trazem no coração sentimentos de mágoa, rancor e de odeio. Que a compreensão e o perdão possam adentrar esses corações e libertá-los dos sentimentos menores. Que possamos, neste Natal, nos lembrarmos dos que odeiam, e fazermos por eles uma prece de amor.

Vibramos Mestre Amado, por todos aqueles que nos magoaram e por todos aqueles que se consideram nossos inimigos. Que possamos, neste Natal, perdoarmos a todos que nos magoaram, que nos feriram e que se consideram nossos inimigo e por eles fazermos uma prece de perdão.

Vibramos Senhor, por todos aqueles que estão desempregados, desesperançados, que estão com depressão, envolvidos pela solidão. Que, neste Natal, nos lembremos de todos os desesperados, e por eles, façamos uma prece de esperança e de amor, para que saibam que não estão sozinhos.

E assim Mestre Jesus, que todos, encarnados e desencarnados, que estejam em sofrimento neste momento, recebam nossas vibrações e o balsamo para suas dores.

Que, neste Natal Senhor, possamos esquecer as tristezas do ano que termina, e fazermos uma prece de alegria.

Que possamos acreditar que o mundo ainda pode ser melhor, e façamos por ele, por nosso mundo, uma prece de fé, de paz, de amor.

Obrigada Senhor por termos alimento em nossas mesas, quando tantos passam o ano com fome.

Por termos saúde, quando tantos sofrem neste momento.

Por termos um lar, quando tantos dormem nas ruas.

Por termos momentos felizes, quando tantos choram na solidão e na depressão.

Por termos amor, quando tantos vivem no ódio.

Obrigada Senhor, pela paz que nos envolve, quando tantos estão vivendo e sofrendo os horrores da guerra.

Obrigada pelos dias ensolarados que nos envolvem e também pelos nublados e tristes que nos trazem o despertamento.

Obrigada pelos nossos familiares, nossos entes queridos.

Obrigada Senhor pela Casa de Oração que nos acolhe e por todos os irmãos que nela encontramos.
Obrigada pela saúde e pela doença, pelas dores e alegrias, pelos ensinamentos de amor deixados pelo nosso Mestre Jesus, pela Tua presença em nossas vidas, muito obrigada Senhor!

Que saibamos compreender, respeitar e valorizar nossos semelhantes, pois assim estaremos amando-os verdadeiramente.
Que Jesus esteja sempre ao nosso lado, nos dando o amparo que ainda necessitamos, nos fortalecendo e nos esclarecendo através dos ensinamentos edificantes do Seu Evangelho de Amor e de Luz.

Que assim seja hoje e sempre!

 

Feliz Natal a todos!!!

 

(*1) Fragmentos do Texto atribuído a Chico Xavier, baseado no capítulo "Cristo Nasceu? Onde? Quando?", del libro “Em Torno do Mestre”, de Vinícius, ed. FEB.

comments powered by Disqus