Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Reconcilia-te com os Adversários - itens 5 e 6 - segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR

“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele.” (Mateus 5:25)

 

PRECE

Jesus amigo, mais uma vez, aqui reunidos em Teu nome e rogamos ao Teu coração generoso que nos ampare nos estudos de hoje. Envolva-nos a todos para que possamos ser inspirados por Teus Mensageiros de Luz. 
Que  ao  término de nossos estudos, possamos estar mais pacificados, mais esclarecidos, compreendendo melhor as dificuldades dos nossos semelhantes, compreendendo melhor a vida, compreendendo nossas próprias fragilidades e ainda assim, seguirmos, com firmeza, o caminho que veio nos mostrar.
Que em Teu nome Mestre Jesus, em nome da espiritualidade amiga que coordena esta tarefa, mas sobretudo em nome de Deus, iniciamos mais um Estudo do Evangelho.

Permaneça conosco Senhor e que assim seja. Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

AMANDO OS INIMIGOS

 “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem…” – Jesus. (Mateus, 5:44).

Sem liberdade é impossível avançar nas trilhas da evolução, mas fora do entendimento que nasce do amor, ninguém se emancipa nos caminhos da própria alma.

Seja onde seja e seja com quem for, deixa que a simpatia e a compreensão se te irradiem do ser.

Em qualquer parte onde palpite a vida, eis que a vida para crescer e aperfeiçoar-se roga o alimento do amor, tanto quanto pede a presença da luz.

De muitos recebes o apoio da bondade e outros muitos aguardam de ti semelhantes auxílio.

Da faixa dos benfeitores recolhes a bênção para transmiti-lo na direção dos que te não aceitam ou desajudam.

Nessa diretriz, os adversários, quaisquer que eles sejam, nunca te prenderão a desespero ou ressentimento.

Se surgem e atacam, abençoa-os com a justificativa fraterna ou com o pronto-socorro da oração. Entretanto, pensa, acima de tudo, na condição infeliz em que se colocam e compadece-te em silêncio.

Esse, por enquanto, não consegue desalojar-se do ergástulo da opinião individual; aquele, acomoda-se no azedume sistemático; outro descambou para equívocos dos quais, por agora, não sabe se afastar; aquele outro sofre sob a hipnose da obsessão; e aquele outro ainda está doente e talvez exija tempo longo, a fim de recuperar-se.

Entregarmo-nos à mágoa diante dos que perseguem e caluniam, é o mesmo que nos ajustarmos voluntariamente à onda de perturbação a que encadeiam.

Sob o granizo da ignorância ou da incompreensão, segue trabalhando, a servir sempre.

Observa os inimigos do bem e os agressores da renovação e, em lhes percebendo a sombra, condoer-te-ás de todos ele.

Faze isso e sempre que te pretendam agrilhoar ao desequilíbrio, a compaixão te libertará.

Do livro: Mais Perto - Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

LEITURA DO EVANGELHO

Cap. 10 - BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS

Reconciliar-se com os Adversários – itens 5 e 6

            5 – Concilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estás a caminho com ele, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pegares o último ceitil. (Mateus, V: 25e 26).

            6 – Há na prática do perdão, e na prática do bem, em geral, além de um efeito moral, um efeito também material. A morte, como se sabe, não nos livra dos nossos inimigos. Os Espíritos vingativos perseguem sempre com o seu ódio, além da sepultura, aqueles que ainda são objeto do seu rancor. Daí ser falso, quando aplicado ao homem, o provérbio: “Morto o cão, acaba a raiva”. O Espírito mau espera que aquele a quem queira mal esteja encerrado em seu corpo, e assim menos livre, para mais facilmente o atormentar, atingindo-o nos seus interesses ou nas suas mais caras afeições. É necessário ver nesse fato a causa da maioria dos casos de obsessão, sobretudo daqueles que apresentam certa gravidade, como a subjugação e a possessão. O obsedado e o possesso são, pois, quase sempre, vítimas de uma vingança anterior, a que provavelmente deram motivo por sua conduta. Deus permite a situação atual, para os punir do mal que fizeram, ou, se não o fizeram, por haverem faltado com a indulgência e a caridade, deixando de perdoar. Importa, pois, com vistas à tranquilidade futura, reparar o mais cedo possível os males que se tenham praticado em relação ao próximo, e perdoar aos inimigos, para assim se extinguirem, antes da morte, todos os motivos de desavença, toda causa profunda de animosidade posterior. Dessa maneira se pode fazer, de um inimigo encarnado neste mundo, um amigo no outro, ou pelo menos ficar com a boa causa, e Deus não deixa ao sabor da vingança aquele que soube perdoar. Quando Jesus recomenda que nos reconciliemos o mais cedo possível com o nosso adversário, não quer apenas evitar as discórdias na vida presente, mas também evitar que elas se perpetuem nas existências futuras. Não sairás de lá, disse ele, enquanto não pagares o último ceitil, ou seja, até que a justiça divina não esteja completamente satisfeita.

REFLEXÕES: Jesus pede nesta passagem para reconciliarmo-nos sem demora com o nosso adversário enquanto estivermos a caminho com ele. E isto a Doutrina Espírita explica completamente. Jesus fala da reencarnação, pois temos que aproveitar esta oportunidade na matéria sem deixarmos nenhuma mágoa e ódio para ser resolvido em vidas futuras.

Senhor, quantas vezes poderá pecar o meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Até sete vezes? (Mateus VI: 14, 15)

Quantas vezes temos que perdoar? Até sete vezes? Quando o apóstolo Pedro pergunta isso a Jesus, o Mestre responde que até setenta vezes sete. Assim, ele nos ensina que a necessidade do perdão é infinita e que não existe uma quantidade para fazermos este ato. Só a nossa limitação e a falta de paciência é que vão limitar a quantidade de perdão que iremos distribuir. Podemos salientar que a quantidade não é tão importante, pois não iremos contar, mas o mais importante é a qualidade do perdão. Não adianta perdoar sem esquecimento do fato gerador, ou perdoar com sentimentos negativos ou desejando o mal para a pessoa "perdoada". O verdadeiro perdão requer o esquecimento emocional do fato. Podemos até lembrar dos atos passados, mas como aprendizado, sem gerar sentimentos de mágoas ou ódio. Grande parte da obra evangélica e da Doutrina Espírita diz respeito ao relacionamento humano. Procura nos informar sobre a grande necessidade de aprendermos a nos relacionar melhor com os companheiros de vida. E para isto temos que questionar os nossos atos diários, aferindo se eles são benéficos ou maléficos, e assim chegarmos a uma importante conclusão: a de sempre utilizar uma lei de comportamento deixada por Jesus. Diz ela: Fazei ao próximo aquilo que quereis que o próximo faça a você. Com esta prática, iremos nos colocar sempre no lugar da pessoa que irá receber o nosso ato ou as nossas palavras. Se gostarmos do que ouvimos ou sentimos, estaremos fazendo o bem. Se não gostarmos, com certeza estaremos praticando o mal, e consequentemente iremos receber a consequência disto. Pensemos nisto!

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

 

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 

Elevemos nosso pensamento mentalizando Jesus jorrando muita Luz e Paz sobre o nosso planeta.

Visualizemos essa luz entrando em todos os lares e em nosso lar também, limpando e protegendo todo o ambiente e todos os moradores.

Vibremos amor por todos os necessitados e sofredores, encarnados e desencarnados, que recebam a paz dessa oração.

- Sabemos Senhor que há quem hoje esteja muito infeliz. De toda nossa alma te rogamos: abençoa os que sofrem, que cada possa receber a suavização de suas dores, o bálsamo para suas tristezas.

- Senhor, tende piedade de nossos irmãos que estão nos vícios, nos crimes. Que possam se corrigir a tempo, que os benfeitores possam auxiliá-los e esclarecê-los.

- Nos lares, nos hospitais, nos asilos, nos albergues... os enfermos esperam por um conforto, por um lenitivo, que nossas vibrações possam chegar até eles dando alívio para seus males e se for permitido, que possam obter a cura.

-  Vibramos Senhor, por nossas crianças e jovens, para que não lhes falte o amparo material e o espiritual, o pão e a escola, o amor e a orientação.

- Vibramos por todos dirigentes de todas as nações, especialmente os de nosso país, que sob Tua proteção, governem com amor e justiça, em favor do seu povo.

- Vamos vibrando e pedindo Teu amparo para todas as criaturas que, cheias de amor e boa vontade, querem praticar o bem, trabalhar em favor do próximo, que elas possam atingir seus objetivos e realizarem todo o bem que desejam fazer.

- Vibramos por nossa Casa Espírita, seus dirigentes, coordenadores, voluntários e assistidos. Que nossa casa continue sendo o porto seguro de nossas almas, amparando a todos que ali chegam.

- Vibramos pelos nossos queridos, nossos familiares e amigos, para que a proteção divina se estenda sobre todos eles, mas vibramos de maneira especial, por nossos desafetos, que possamos deixar de lado os melindres, como nos diz Bezerra de Menezes, e amarmos mais e, se não pudermos amar, que possamos perdoar; se for difícil perdoarmos, que possamos desculpar; mas se encontrarmos obstáculos para desculpar, que tenhamos compaixão, como nosso Pai têm em relação a nós todos,

Mestre Jesus, envolvidos por suas vibrações de Paz e Amor, rogamos ainda Senhor a permissão para que os Benfeitores, encarregados da fluidificação das águas, depositem em nossas águas os fluidos necessárias ao nosso equilíbrio físico, espiritual e mental. E assim, agradecidos por tudo que estamos recebendo, pela Tua presença Mestre, em nossas vidas, pela assistência dos benfeitores espirituais encerramos nossas reflexões de hoje com a prece que Jesus nos ensinou:

"Pai Nosso, que estais nos céus...."
Que assim seja!

 

Paz e Luz a todos!

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