Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Estudo Semanal do Livro dos Espíritos.21/11/2016

Adauto Alves de Lima- ADDE - segunda-feira, 21 de novembro de 2016
ASSIM É QUE A LEI É UMA SÓ PARA TODOS E QUE TODOS SÃO ATINGIDOS PELA JUSTIÇA DE DEUS.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS » PARTE SEGUNDA - DO MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS » CAPÍTULO IV - DA PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS » SORTE DAS CRIANÇAS DEPOIS DA MORTE.
197. Poderá ser tão adiantado quanto o de um adulto o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade?
“Algumas vezes o é muito mais, porquanto pode dar-se que muito mais já tenha vivido e adquirido maior soma de experiência, sobretudo se progrediu.”
197a) – Pode então o Espírito de uma criança ser mais adiantado que o de seu pai?
“Isso é muito frequente. Não o vedes vós mesmos tantas  vezes na Terra?”
198. Não tendo podido praticar o mal, o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade pertence a alguma das categorias superiores?
“Se não fez o mal, igualmente não fez o bem e Deus não o isenta das provas que tenha de padecer. Se for puro, não o será pelo fato de ter animado uma criança, mas porque já progredira até à pureza.”
199. Por que frequentemente a vida se interrompe na infância?
“A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que deveria terminar, e sua morte muitas vezes constitui provação ou expiação para os pais.”
199a) – Que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina?
“Recomeça outra existência.”
KARDEC:
Se uma única existência tivesse o homem e se, extinguindo-se lhe ela, sua sorte ficasse decidida para a eternidade, qual seria o mérito de metade do gênero humano, da que morre na infância, para gozar, sem esforços, da felicidade eterna, e com que direito se acharia isenta das condições, às vezes tão duras, a que se vê submetida a outra metade? Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça de Deus. Com a reencarnação, há igualdade entre todos. O futuro a todos toca sem exceção e sem favor para quem quer que seja. Os retardatários só de si mesmos se podem queixar. Forçoso é que o homem tenha o merecimento de seus atos, como tem deles a responsabilidade.
Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. Não se veem crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? Algumas não há que parecem trazer, ao nascer, a astúcia, a falsidade, a perfídia, até pendor para o roubo e para o assassínio, não obstante os bons exemplos que de todos os lados se lhes dão? A lei civil as absolve de seus crimes, porque, diz ela, obraram sem discernimento. Tem razão a lei, porque, de fato, elas obram mais por instinto do que intencionalmente. Donde, porém, provirão instintos tão diversos em crianças da mesma idade, educadas em condições idênticas e sujeitas às mesmas influências? Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso? As que se revelam viciosas, é porque seus Espíritos progrediram menos. Sofrem então, por efeito dessa falta de progresso, as consequências, não dos atos que praticam na infância, mas dos de suas existências anteriores. Assim é que a lei é uma só para todos e que todos são atingidos pela justiça de Deus.
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Lima, Adauto Alves de

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