Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - O que se deve entender por Pobres de Espíritos -31/10/2016-segundas-feir

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 31 de outubro de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR

Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus (Mateus, V: 3)

 

PRECE

Queridos irmãos que o Amor de Jesus nos envolva a todos. Vamos orar:

Mestre Jesus que conheceis todas as nossas imperfeições, que nos ama profundamente, auxiliai-nos a compreender as leis divinas.

Faz-nos entender o Teu Evangelho de Luz, ensina-nos a aplicá-lo em nossas vidas, afim de que sejamos cada dia melhores do que fomos ontem. Auxilia-nos Mestre a reconhecermos e corrigirmos nossas falhas, nossas imperfeições. Dai-nos força e coragem para sermos humildes e mostrai-nos o caminho da iniciativa para solucionarmos nossas dificuldades. Mostrai-nos o caminho da persistência, para evitarmos o desânimo, o caminho da caridade, para evitarmos o egoísmo e podermos dividir, com aqueles que compartilham de nossa existência, os benefícios que recebemos todos os dias.

Esteja sempre conosco Mestre Jesus e que assim seja

“Pai Nosso, que estais nos céus...”

 

MENSAGEM INICIAL

NECESSITADOS DIFÍCEIS

Em muitas circunstâncias na Terra, interpretamos as horas escuras como sendo unicamente aquelas em que a aflição nos atenaza a existência, em forma de tristeza, abandono, enfermidade, privação...

O espírita, porém, sabe que subsistem outras, piores talvez... Não ignora que aparecem dias mascarados de felicidade aparente, em que o sentimento anestesiado pela ilusão se rende à sombra.

Tempos em que os companheiros enganados se julgam certos...

Ocasiões em que os irmãos saciados de reconforto sentem fome de luz e não sabem disso...

Nem sempre estarão eles na berlinda, guindados, à evidência pública ou social, sob sentenças exprobatórias ou incenso louvaminheiro da multidão...

Às vezes, renteiam conosco em casa ou na vizinhança, no trabalho ou no estudo, no roteiro ou no ideal... O espírita consciente reconhece que são eles os necessitados difíceis das horas escuras. Em muitos lances da estrada vê-se obrigado a comungar-lhes a presença, a partilhar-lhes atividade, a ouvi-los e a obedecê-los, até o ponto doméstico lhe preceituem determinadas obrigações.

Entretanto, observa que para lhes ser útil, não lhe será lícito efetivamente aplaudi-los, à maneira do caçador que finge ternura à frente da presa, afim de esmagá-la com mais segurança.

Como, porém, exercer a solidariedade, diante deles? - perguntarás. Como menosprezá-los se carecem de apoio?

Precisamos, no entanto, verificar que, em muitos requisitos do concurso real, socorrer não será sorrir.

Todos conseguimos doar cooperação fraternal aos necessitados difíceis das horas escuras, seja silenciando ou clareando situações, nas medidas do entendimento evangélico, sem destruir-lhes a possibilidade de aprender, crescer, melhorar e servir, aproveitando os talentos da vida, no encargo que desempenham e na tarefa que o Mestre lhes confiou. Mesmo quando se nos façam adversários gratuitos, podemos auxiliá-los...

Jesus não recomendou festejar os que nos apedrejem a consciência tranquila e nem nos ensinou a arrasá-los. Mas, ciente de que não nos é possível concordar com eles e nem tampouco odiá-los, exortou-nos claramente: "amai os vossos inimigos, orai pelos que vos perseguem e caluniam!..."

É assim que a todos os necessitados difíceis das horas escuras, aos quais não nos é facultado estender os braços de pronto, podemos amar em espírito, amparando-lhes o caminho, através da oração.

(De “Opinião Espírita”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz)

 

LEITURA DO EVANGELHO
Capítulo 7 – BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

O Que Se Deve Entender Por Pobres de Espírito

 1 – Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus (São Mateus, V: 3)              

2 – A incredulidade se diverte com esta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como com muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito, entretanto, Jesus não entende os tolos, mas os humildes, e diz que o Reino dos Céus é destes e não dos orgulhosos.

Os homens cultos e inteligentes, segundo o mundo, fazem geralmente tão elevada opinião de si mesmos e de sua própria superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de sua atenção. Preocupados somente com eles mesmos, não podem elevar o pensamento a Deus. Essa tendência a se acreditarem superiores a tudo leva-os muito frequentemente a negar o que, sendo-lhes superior, pudesse rebaixá-los, e a negar até mesmo a Divindade. E, se concordam em admiti-la, contestam-lhe um dos seus mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, convencidos de que são suficientes para bem governá-lo. Tomando sua inteligência como medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem admitir como possível aquilo que não compreendem. Quando se pronunciam sobre alguma coisa, seu julgamento é para eles inapelável.

 Se não admitem o mundo invisível e um poder extra humano, não é porque isso esteja fora do seu alcance, mas porque o seu orgulho se revolta à ideia de alguma coisa a que não possam sobrepor-se, e que os faria descer do seu pedestal. Eis porque só tem sorrisos de desdém por tudo o que não seja do mundo visível e tangível. Atribuem-se demasiada inteligência e muito conhecimento para acreditarem em coisas que, segundo pensam, são boas para os simples, considerando como pobres de espírito os que as levam a sério.

Entretanto, digam o que quiserem, terão de entrar, como os outros, nesse mundo invisível que tanto ironizam. Então seus olhos se abrirão, e reconhecerão o erro. Mas Deus, que é justo, não pode receber da mesma maneira aquele que desconheceu o seu poder e aquele que humildemente se submeteu às suas leis, nem aquinhoá-los por igual.

Ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples. Jesus ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito; que o ignorante que possui essas qualidades será preferido ao sábio que acreditar mais em si mesmo do que em Deus. Em todas as circunstâncias, ele coloca a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus, e o orgulho entre os vícios que dele nos afastam. E isso por uma razão muito natural, pois a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele. Mais vale, portanto, para a felicidade do homem, ser pobre de espírito, no sentido mundano, e rico de qualidades morais.

REFLEXÕES: A expressão " pobres de espírito", dentro do contexto das leis divinas, ensinadas e vivenciadas por Jesus, significa os humildes, os que não buscam demonstrar o que sabem, não procuram exaltar-se ou exibir o que sabe, considerando, sinceramente, que muito têm ainda que aprender. Ninguém consegue penetrar no Reino dos Céus, sem que tenha desenvolvido as qualificações necessárias dentro de si, qualificações essas que o levam à humildade, condição básica para o verdadeiro amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Comenta Kardec, que sendo Deus a justiça perfeita, não pode oferecer o reino dos Céus, aos que ainda se envolvem no orgulho, desprezando suas leis, porque esse reino de paz e felicidade só pode ser apreciado por aqueles que têm em si próprio, "a simplicidade de coração e a humildade de espírito". Jesus sempre colocou a humildade entre as virtudes que aproximam o homem de Deus e o orgulho entre os vícios que o afastam dele, porque " a humildade é uma atitude de submissão a Deus, enquanto o orgulho é a revolta contra Ele."

Diz-nos Cairbar Schutel, no livro Parábolas e Ensinos de Jesus, que os  humildes são simples no falar; sinceros e francos no agir; não fazem ostentação de saber nem de santidade; abominam os bajulados e servis e deles se compadecem. A humildade é a virgem sem mácula que a todos discerne sem poder ser pelos homens discernida. Tolerante em sua singeleza, compadece-se dos que pretendem afrontá-la com o seu orgulho; cala-se às palavras loucas dos papalvos; suporta a injustiça, mas folga com a verdade! A humildade respeita o homem, não pelos seus haveres, mas por suas virtudes. Pobres de espírito são os simples e retos, e não os orgulhosos e velhacos; pobres de espírito são os bons que sabem amar a Deus e ao próximo, tanto quanto amam a si próprios. Pobres de espírito são os que estudam com humildade, são os que sabem que não sabem, são os que imploram de Deus o amparo indispensável às suas almas. Para estes é que Jesus disse: "Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus."

Pensemos nisto!

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

E assim, gratos por mais este encontro de corações, vamos elevando nossos pensamentos e sentimentos a Jesus agradecendo por estar sempre ao nosso lado, nos protegendo e amparando, nos fortalecendo.

Rogamos Mestre Querido que abençoe e fortaleça nosso propósito de nos melhorarmos e de servirmos, dê-nos sempre força e coragem para enfrentarmos os desafios de nossos dias.

Abençoe Mestre Amado a todos os dirigentes espíritas, as federativas e a todas as religiões que levam Teu Evangelho de Amor a todos os lugares.

Vibramos e pedimos as Tuas bênçãos Senhor a todos os povos, a todas as Nações e em especial por nosso Brasil, que a Paz e o Amor se estabeleça entre todos.  

Mestre Amado, que nossas vibrações cheguem até nossos irmãos que estão em sofrimento, seja onde for, encarnados ou desencarnados que possam Senhor, neste momento, receberem o lenitivo para suas dores.

Vibramos, por todos os lares da Terra e pelo nosso também, para que a paz, o amor e a harmonia estejam sempre presente. 

Vibramos amorosamente pelos nossos familiares e amigos; pelos jovens; pelas crianças; pelos idosos; por todos aqueles que sofrem a dor da solidão; por aqueles que se encontram sós e abandonados pelas ruas; por aqueles que perderam a esperança; pelos desempregados; por aqueles Senhor, que ainda não te encontraram. Que todos possam ser fortalecidos na fé e no amor, amparados em suas necessidades.

Finalmente vibramos por nós mesmos, para que possamos ter sempre discernimento em nossas palavras e atitudes, amor em nossos relacionamentos e compreensão com todos aqueles que ainda não nos compreendem.

Permita Mestre Amado que nossas preces sejam atendidas e que nossas águas sejam fluidificadas, que nelas sejam depositados os medicamentos necessários ao nosso bem estar físico, espiritual e mental.

Graças Vos damos Senhor por estes momentos de aprendizado, reflexões e prece. Que Tuas doces vibrações continuem a nos envolver no decorrer deste dia e que a Tua Paz esteja sempre conosco.

Que assim seja.

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

Desejamos a todos aquela Paz que o Cristo nos deixou, ao afirmar: "Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou".

Uma ótima e abençoada semana.

Paz e Luz!

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