Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar -Perdoai as nossas dívidas - itens V a VII Cap. 28 - segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 5 de setembro de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR

"Pai nosso...
Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem.” - Jesus. (Mateus, cap. 6, v. 12.)

 

PRECE

Mestre Jesus que conheceis todas as nossas imperfeições, que nos ama profundamente, auxiliai-nos a compreender as leis divinas.

Faz-nos entender Teu Evangelho de Luz, ensina-nos a aplicá-lo em nossas vidas, afim de que sejamos cada dia melhores do que fomos ontem. 

Auxilia-nos Mestre a reconhecermos e corrigirmos em nós as nossas falhas, nossas imperfeições. 

Dai-nos força e coragem para sermos humildes e mostrai-nos o caminho da iniciativa para solucionarmos nossas dificuldades.

Mostrai-nos, Senhor, o caminho da persistência, para evitarmos o desânimo, o caminho da caridade, para evitarmos o egoísmo e podermos dividir com nosso próximo, nossos irmãos, os benefícios que recebemos todos os dias.

Esteja sempre conosco Mestre Jesus e que assim seja.

Graças a Deus. Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

O EXEMPLO DA FONTE
Um estudante da sabedoria, rogando ao seu instrutor lhe explicasse qual a melhor maneira de livrar-se do mal, foi por ele conduzido a uma fonte que deslizava, calma e cristalina, e, seguindo-lhe o curso, observou:
- Veja o exemplo da fonte, que auxilia a todos, sem perguntar, e que nunca se detém até alcançar a grande comunhão com o oceano. Junto dela crescem as plantas de toda a sorte, e em suas águas dessedentam-se animais de todos os tipos e feitios. 
Enquanto caminhavam, um pequeno atirou duas pedras a corrente e as águas as engoliram em silêncio, prosseguindo para diante. 
- Reparou? - disse o mentor amigo - a fonte não se insurgiu contra as pedradas. Recebeu-as com paciência e seguiu trabalhando. 
Mais à frente, viram grosso canal de esgoto arremessando detritos no corpo alvo das águas, mas a corrente absorvia o lodo escuro, sem reclamações, e avançava sempre. 
O professor comentou para o aprendiz:
- A fonte não se revolta contra a lama que lhe atiram a face. Recolhe-a sem gritos e transforma-a em benefícios para a terra necessitada de adubo. 
Adiante ainda, notaram que, enquanto andorinhas se banhavam, lépidas, feios sapos penetravam também a corrente e pareciam felizes em alegres mergulhos. 
As águas amparavam a todos sem a mínima queixa. 
O bondoso mentor indicou o lindo quadro ao discípulo e terminou:
- Assinalemos o exemplo da fonte e aprenderemos a libertar-nos de qualquer cativeiro, porque, em verdade, só aqueles que marcham para diante, com o trabalho que Deus lhes confia, sem se ligarem as sugestões do mal, conseguem vencer dignamente na vida, garantindo, em favor de todos, as alegrias do Bem Eterno.

(Livro: Pai Nosso – Meimei/Francisco Cândido Xavier)

 

LEITURA DO EVANGELHO
Capítulo 28 – COLETÂNEA DE PRECES ESPÍRITAS

I – PRECES GERAIS – ORAÇÃO DOMINICAL – 3. PRECE – 2ª parte das petições e a Conclusão da Oração Dominical.

V – Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. Perdoai-nos as ofensas como nós perdoamos aos que nos ofenderam.

Cada uma das nossas infrações às vossas leis, Senhor, é uma ofensa que vos fazemos, e uma dívida contraída, que cedo ou tarde teremos de pagar. Solicitamos à vossa infinita misericórdia a sua remissão, sob a promessa de empregarmos os nossos esforços em não contrair outras.

Fizestes da caridade, para todos nós, uma lei expressa; mas a caridade não consiste unicamente em assistirmos os nossos semelhantes nas suas necessidades, pois consiste ainda no esquecimento e no perdão das ofensas. Com que direito reclamaríamos a vossa indulgência, se faltamos com ela para aqueles de que nos queixamos?

Dai-nos, Senhor, a força de sufocar em nosso íntimo todo ressentimento, todo ódio e todo rancor. Fazei que a morte não nos surpreenda com nenhum desejo de vingança no coração. Se vos aprouver retirar-nos hoje mesmo deste mundo, fazei que possamos nos apresentar a vós inteiramente limpos de animosidade, a exemplo do Cristo, cujas últimas palavras foram em favor dos seus algozes. (Cap. X).  

As perseguições que os maus nos fazem sofrer são parte das nossas provas terrenas; devemos aceitá-las sem murmurar, como todas as outras provas, sem maldizer os que, com as suas perversidades, nos abrem o caminho da felicidade eterna, pois vós nos dissestes, nas palavras de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem pela justiça!”. Abençoemos, pois, a mão que nos fere e nos humilha, porque as mortificações do corpo nos fortalecem a alma, e seremos levantados da nossa humildade. (Cap. XII, nº 4).

Bendito seja o vosso nome, Senhor, por nos haverdes ensinado que a nossa sorte não está irrevogavelmente fixada após a morte; que encontraremos, em outras existências, os meios de resgatar e reparar as nossas faltas passadas, e de realizar numa nova vida aquilo que nesta não pudemos fazer, para o nosso adiantamento. (Cap. IV; cap. V, nº 5)

Assim se explicam, enfim, todas as aparentes anomalias da vida: a luz é lançada sobre o nosso passado e o nosso futuro, como um sinal resplendente da vossa soberana justiça e da vossa infinita bondade.

VI – Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal (1)

Dai-nos, Senhor, a força de resistir às sugestões dos maus Espíritos, que tentarão desviar-nos da senda do bem, inspirando-nos maus pensamentos.

Mas nós somos, nós mesmos, Espíritos imperfeitos, encarnados na Terra para expiar nossas faltas e nos melhorarmos. A causa do mal está em nós próprios, e os maus Espíritos apenas se aproveitam de nossas tendências viciosas, nas quais nos entretêm, para nos tentarem.

Cada imperfeição é uma porta aberta às suas influências, enquanto eles são impotentes e renunciam a qualquer tentativa contra os seres perfeitos. Tudo o que possamos fazer para afastá-los será inútil, se não lhes opusermos uma vontade inquebrantável na prática do bem, com absoluta renúncia ao mal. É, pois, contra nós mesmos que devemos dirigir os nossos esforços, e então os maus Espíritos se afastarão naturalmente, porque o mal é o que os atrai, enquanto o bem os repele. (Ver adiante: Preces pelos obsedados)

Senhor, amparai-nos em nossa fraqueza, inspirai-nos, pela voz dos nossos anjos guardiões e dos Bons Espíritos, à vontade de corrigirmos as nossas imperfeições, a fim de fecharmos a nossa alma ao acesso dos Espíritos impuros. (Ver adiante: nº 11)

O mal não é portanto, vossa obra, Senhor, porque a fonte de todo o bem não pode engenhar nenhum mal. Somos nós mesmos que o criamos, ao infringir as vossas leis, e pelo mau uso que fazemos da liberdade que nos concedestes. Quando os homens observarem as vossas leis, o mal desaparecerá da Terra, como já desapareceu dos mundos mais adiantados.

Não existe para ninguém a fatalidade do mal, que só parece irresistível para aqueles que nele se comprazem. Se tivermos vontade de fazê-lo, também poderemos ter a de fazer o bem. E é por isso, ó Senhor, que solicitamos a vossa assistência e a dos Bons Espíritos, para resistirmos à tentação.

VII – Assim seja!

Que vos apraza, Senhor, a realização dos nossos desejos! Inclinamo-nos, porém, diante da vossa infinita sabedoria. Em todas as coisas que não nos é dado compreender, que sejam feitas segundo a vossa santa vontade e não segundo a nossa, porque vós só quereis o nosso bem, e sabeis melhor do que nós o que nos convém.

Nós vos dirigimos esta prece, Senhor, por nós mesmos, mas também por todas as criaturas sofredoras, encarnadas e desencarnadas, por nossos amigos e por nossos inimigos, por todos os que reclamam a nossa assistência, e em particular por Fulano. Suplicamos para todos a vossa misericórdia e a vossa benção. (NOTA: Aqui podem ser feitos os agradecimentos a Deus pelas graças concedidas, e formulados os pedidos que se queiram, para si mesmo e para os outros – Ver adiante: preces nº 26 e 27).

 

REFLEXÕES: Hoje refletimos sobre a 2ª parte das petições e a Conclusão da Oração Dominical:  Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem...; Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal...;  Assim seja!”.

« Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem... » — Quando pronunciamos as palavras «perdoa as nossas dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores», não apenas estamos à espera do benefício para o nosso coração e para a nossa consciência, mas estamos igualmente reafirmando o compromisso do esforço de desculpar, de perdoar aos que nos ofendem.

« Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal...» — Nesta frase, reconhecemos nossa fragilidade, nosso orgulho, nosso egoísmo. E pedimos, então o fortalecimento da nossa vontade em resistir ao que nos atrai, que possa trazer a nós e a outros, dificuldade, dor, sofrimento. Estamos pedindo energias amorosas para que possamos resistir ao mal que existe dentro de nós, criado e desenvolvido por nós, no decorrer do nosso processo evolutivo e do qual queremos nos libertar. Pedimos ajuda espiritual porque sabemos que essa libertação só virá através do nosso esforço em resistirmos as nossas tentações, desenvolvendo o Bem que existe em nossa essência íntima. Para que não venhamos a cair em tentações, é indispensável que cultivemos o bem sem cessar. Não há colheita sem plantação. Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o «muito» de seu amor, mas não nos esqueçamos que é preciso dar «alguma coisa» do nosso próprio esforço.

« Assim seja! » — Expressamos aqui nosso desejo de que tudo seja feito segundo o nosso merecimento aos olhos de Deus. Que as bênçãos de Deus possam ser sentidas e percebidas por cada um de nós, a fim de que sejamos, continuamente, estimulados para o Bem.

 

PRECE E VIBRAÇÕES –

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 Neste dia, humildemente, te pedimos que nos envolvas e lances teus raios de luz em nossas direções.

Cubra-nos com tua proteção, reabastece nossa energias, fazendo-nos compreensão. Elevando nosso coração ao alto vamos vibrar sentimentos de Paz, de Amor, de Harmonização, de Saúde e Equilíbrio em benefício de nossos irmãos.
Vibremos a todos aqueles que caminham pela vida sem deixarem-se ofuscar pelas facilidades da matéria.
Vibremos a todos que, tendo uma compreensão maior das suas reais necessidades, não se deixam enganar pelo brilho que se esconde atrás do poder.
Vibremos a todos que vivem com tranquilidade o seu dia-a-dia, sem se preocuparem com o amanhã, pois dentro deles reina a certeza que o Pai não abandona um filho seu.
Vibremos a todos aqueles que, na aceitação das determinações do Pai, têm a certeza que esse é o caminho do aprendizado, da humildade e da fé num porvir melhor.
Vibremos a todos que aceitam a vida sem murmurar, pois deles é o reino dos céus.

Vibremos pelos doentes, pelos obsidiados, pelos idosos, pelas crianças, por todas as famílias, pelos que sofrem de solidão e depressão, pelos jovens, por nosso Brasil, por nossa Casa Espírita e por todos seus voluntários e assistidos. Que todos sejam amplamente abençoados, fortalecidos na fé e no amor de Jesus.

E assim, Mestre Amigo, ao encerrarmos mais um encontro de corações, nós pedimos que os fluidos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos receber as bênçãos que necessitamos, a restauração da saúde física, mental e espiritual.

E assim, agradecidos, encerramos nossas reflexões de hoje. Que Tuas doces vibrações, Mestre Jesus, continuem a nos envolver e que a Tua Paz esteja sempre conosco.

Graças a Deus, graças a Jesus.

 

Uma semana de muitas bênçãos e alegrias a todos.

Paz e Luz!

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