Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Cap. XXII - item 5 - O Divórcio - segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 18 de julho de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR

O divórcio é uma lei humana cuja finalidade é separar legalmente o que já está separado de fato. (ESE – Cap. XXII, item 5)

 

PRECE

Mestre Jesus que conheceis todas as nossas imperfeições, que nos ama profundamente, auxiliai-nos a compreender as leis divinas. Faz-nos entender Teu Evangelho de Luz, ensina-nos a aplicá-lo em nossas vidas, afim de que sejamos cada dia melhores do que fomos ontem. 

Auxilia-nos Mestre a reconhecermos e corrigirmos nossas falhas, nossas imperfeições. 

Dai-nos força e coragem para sermos humildes e mostrai-nos o caminho da iniciativa para solucionarmos nossas dificuldades; mostrai-nos o caminho da persistência, para evitarmos o desânimo, o caminho da caridade, para evitarmos o egoísmo e podermos dividir os benefícios que recebemos em todos os dias de nossas vidas.

Que possamos ter o auxílio de nossos benfeitores para compreendermos melhor a lição que estudaremos hoje.

Em Teu nome Mestre Amado, em nome da espiritualidade amiga e sobretudo em nome de Deus, iniciamos nossos estudos de hoje.

Permaneça conosco Mestre Jesus e que assim seja.

 

MENSAGEM INICIAL
Divórcio e Lar

Dois seres, em se unindo no casamento, não estão unicamente chamados ao rendimento possível da família humana e ao progresso das boas obras a que se dediquem, mas também e principalmente - e muito principalmente - ao amparo mútuo.

Considerado o problema na formulação exata, que dizer do homem que, a pretexto de negócio e administração, lutas e questões de natureza superficial, deixasse a mulher sem o apoio afetivo em que se comprometeu com ela ao buscá-la, a fim de que lhe compartilhasse a existência?

E que pensar da mulher que, sob a desculpa de obrigações religiosas e encargos sociais, votos de amparo a causas públicas e contrariedades da parentela, recusasse o apoio sentimental que deve ao companheiro, desde que se decidiu a partilhar-lhe o caminho?

Dois corações que se entregam um ao outro, desde que se fundem nas mesmas promessas e realizações recíprocas, passam a responder, de maneira profunda, aos impositivos de causa e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.

Todos sabemos que no equilíbrio emocional, entre os parceiros que se responsabilizam pela organização doméstica, depende invariavelmente a felicidade caseira.

Por isso mesmo, no diálogo a que somos habitualmente impelidos, no intercâmbio com os amigos encarnados na Terra, acerca do relacionamento de que carecemos na sustentação da tranquilidade de uns para com os outros, divórcio e lar constituem temas que não nos será lícito esquecer.

Se te encontras nas ondas pesadas da desarmonia conjugal, evoluindo para o divórcio ou qualquer outra espécie de separação, não menosprezes buscar alguma ilha de silêncio a fim de pensar.

Considera as próprias atitudes e, através de criterioso auto-exame, indague por teu próprio comportamento na área afetiva em que te comprometeste, na garantia da paz e da segurança emotiva da companheira ou do companheiro que elegeste para a jornada humana. E talvez descubras que a causa das perturbações existentes reside em ti mesmo. Feito isso, se trazes a consciência vinculada ao dever, acabarás doando ao coração que espera por teu apoio, a fim de trabalhar e ser feliz, a quota de assistência que se lhe faz naturalmente devida em matéria de alegria e tranquilidade, amor e compreensão.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Na Era do Espírito. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

 

LEITURA DO EVANGELHO
Capítulo 22 – NÃO SEPARAR O QUE DEUS JUNTOU 

O Divórcio – item 5

5 – O divórcio é uma lei humana, cuja finalidade é separar legalmente o que já estava separado de fato. Não é contrário à lei de Deus, pois só reforma o que os homens fizeram, e só tem aplicação nos casos em que a lei divina não foi considerada. Se fosse contrário a essa lei a própria Igreja seria forçada a considerar como prevaricadores aqueles dos seus chefes que, por sua própria autoridade, e em nome da religião, impuseram o divórcio, em várias circunstâncias. Dupla prevaricação, porque praticada com vistas unicamente aos interesses materiais, e não para atender à lei do amor.

Mas nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse ele: “Moisés, pela dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar as vossas mulheres”? Isto significa que, desde os tempos de Moisés, não sendo a mútua afeição o motivo único do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Mas acrescenta: “no princípio não foi assim”, ou seja, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e orgulho, e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, fundadas na simpatia recíproca e não sobre a vaidade ou a ambição, não davam motivo ao repúdio.

E vai ainda mais longe, pois especifica o caso em que o repúdio pode verificar-se: o de adultério. Ora, o adultério não existe onde reina uma afeição recíproca sincera. É verdade que proíbe ao homem desposar a mulher repudiada, mas é necessário considerar os costumes e o caráter dos homens do seu tempo. A lei mosaica prescrevia a lapidação para esses casos. Querendo abolir um costume bárbaro, precisava, naturalmente, de estabelecer uma penalidade, que encontrou na ignomínia decorrente da proibição de novo casamento. Era de qualquer maneira, uma lei civil substituída por outra lei civil, que, por sua vez, como todas as leis dessa natureza, devia sofrer a prova do tempo.

 

REFLEXÕES:  Para complementar a reflexão sugerimos a leitura das questões 695 a 699  e 939 a 940ª do Livro dos Espíritos e posteriormente a leitura do livro Vida e Sexo,  Emmanuel / Francisco Cândido Xavier.

“Partindo do princípio de que não existem uniões conjugais ao acaso, o divórcio, a rigor, não deve ser facilitado entre as criaturas. É aí, nos laços matrimoniais definidos nas leis do mundo, que se operam burilamentos e reconciliações endereçados à precisa sublimação da alma. O casamento será sempre um instituto benemérito, acolhendo, no limiar, em flores de alegria e esperança, aqueles que a vida aguarda para o trabalho do seu próprio aperfeiçoamento e perpetuação. Com ele, o progresso ganha novos horizontes e a lei do renascimento atinge os fins para os quais se encaminha. Ocorre, entretanto, que a Sabedoria Divina jamais institui princípios de violência, e o Espírito, conquanto em muitas situações agrave os próprios débitos, dispõe da faculdade de interromper, recusar, modificar, discutir ou adiar, transitoriamente, o desempenho dos compromissos que abraça. Em muitos lances da experiência, é a própria individualidade, na vida do Espírito, antes da reencarnação, que assinala a si mesma o casamento difícil que faceará na estância física, chamando a si o parceiro ou a parceira de existências pretéritas para os ajustes que lhe pacificarão a consciência, à vista de erros perpetrados em outras épocas. Reconduzida, porém, à ribalta terrestre e assumida a união esponsalícia que atraiu a si mesma, ei-la desencorajada à face dos empeços que se lhe desdobram à frente. Por vezes, o companheiro ou a companheira voltam ao exercício da crueldade de outro tempo, seja através de menosprezo, desrespeito, violência ou deslealdade, e o cônjuge prejudicado nem sempre encontra recursos em si para se sobrepor aos processos de dilapidação moral de que é vítima. Compelidos, muita vez, às últimas fronteiras da resistência, é natural que o esposo ou a esposa, relegado a sofrimento indébito, se valha do divórcio por medida extrema contra o suicídio, o homicídio ou calamidades outras que lhes complicariam ainda mais o destino. Nesses lances da experiência, surge a separação à maneira de bênção necessária e o cônjuge prejudicado encontra no tribunal da própria consciência o apoio moral da auto-aprovação para renovar o caminho que lhe diga respeito, acolhendo ou não nova companhia para a jornada humana. Óbvio que não nos é lícito estimular o divórcio em tempo algum, competindo-nos tão somente, nesse sentido, reconfortar e reanimar os irmãos em lide, nos casamentos de provação, a fim de que se sobreponham às próprias suscetibilidades e aflições, vencendo as duras etapas de regeneração ou expiação que rogaram antes do renascimento no Plano físico, em auxílio a si mesmos; ainda assim, é justo reconhecer que a escravidão não vem de Deus e ninguém possui o direito de torturar ninguém, à face das leis eternas. O divórcio, pois, baseado em razões justas, é providência humana e claramente compreensível nos processos de evolução pacífica. Efetivamente, ensinou Jesus: "não separeis o que Deus ajuntou", e não nos cabe interferir na vida de cônjuge algum, no intuito de arredá-lo da obrigação a que se confiou. Ocorre, porém, que se não nos cabe separar aqueles que as Leis de Deus reuniu para determinados fins, são eles mesmos, os amigos que se enlaçaram pelos vínculos do casamento, que desejam a separação entre si, tocando-nos unicamente a obrigação de respeitar-lhes a livre escolha sem ferir-lhes a decisão. (Cap. 8 do livro Vida e Sexo – Emmanuel/Chico Xavier)”.

“Compreendamos os irmãos que não puderem evitar o divórcio porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus. Cap. 10 do livro Sol nas Almas - André Luiz/ Waldo Vieira)

 

PRECE E VIBRAÇÕES 


"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia."
[Emmanuel / Chico Xavier]

Mestre Amado, Te pedimos que nos envolvas com Tuas vibrações de Amor, cubra-nos com Tua proteção, reabastecendo nossa energias, fazendo-nos compreensão para que neste momento possamos Senhor, vibrarmos por todos aqueles, encarnados e desencarnados, que caminham pela vida em situações de sofrimentos.

Vibremos pelos doentes, pelos idosos, pelas crianças, por todas as famílias, pelos que sofrem de solidão e depressão, pelos jovens, por nosso Brasil, por nossa Casa Espírita e por todos seus voluntários e assistidos. Que todos sejam amplamente abençoados.

Vibramos Senhor pelos desempregados, por todos aqueles que carregam mágoas, revoltas e ódio em seus corações, que sintam-se envolvidos pelo Teu Amor e tenham seus sentimentos asserenados.

Te rogamos Pai, luzes de amor para os nossos supostos inimigos encarnados e desencarnados, que saibamos perdoar, para sermos igualmente perdoados.

Vibramos amorosamente por todos aqueles que se encontram em desarmonia conjugal, instáveis, para que se compreendam e desenvolvam entre si, o respeito, o amor e a fraternidade.

Vibramos agora pelos nossos queridos, por nossos familiares e amigos, que sejam sempre amparados e fortalecidos na fé.

Vibramos finalmente, por nós mesmos, para que tenhamos sempre discernimento, compreensão e, alcançarmos o conhecimento de nós mesmos a fim de evoluirmos em nossa caminhada espiritual.

E assim, Jesus Amigo, encerrando nossas reflexões, pedimos permissão para que os fluidos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos receber as bênçãos que necessitamos. Que Tuas doces vibrações, Mestre Jesus, continuem a nos envolver e que a Tua Paz esteja sempre conosco.

Que assim seja.

 

Uma semana abençoada para todos.

Paz e Luz.

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