Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Os últimos serão os primeiros - Cap. XX, itens 2 e 3 - segundas, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 4 de julho de 2016
HORA DO EVANGELHO NO LAR

Assim, serão últimos os primeiros, e primeiros os últimos, porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. (Parábola do Trabalhador da Última Hora - Mateus, XX: 1-16.)

 

PRECE INICIAL

Queridos irmãos, que a Paz de Jesus nos envolva neste momento.

Mestre Jesus conheces todas as nossas imperfeições, nos ama profundamente, auxiliai-nos a compreender as leis divinas.

Auxilia-nos a entender Teu Evangelho de Luz, nos ensine a aplicá-lo em nossas vidas, afim de que sejamos cada dia melhores. Auxilia-nos Mestre a reconhecermos e corrigirmos nossas falhas, nossas imperfeições.

Dai-nos coragem para sermos humildes e mostrai-nos o caminho da iniciativa, da persistência, para evitarmos o desânimo.

Auxilia-nos a sermos merecedores do Teu Amor e Seja, Senhor, sempre, nossa fonte de inspiração.

E assim em Teu nome, em nome dos benfeitores amigos que conduzem este estudo e acima de tudo em nome de Deus iniciamos nossas reflexões de hoje.

Permaneça conosco Mestre, por hoje, amanhã e sempre.

Que assim seja!

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

Ideia Espírita

Todos nós, em Doutrina Espírita, desaprovamos qualquer inclinação ao exclusivismo e à intransigência.

Nenhuma religião existe órfã da Providência Divina.

Nenhuma parcela da verdade reponta na Terra, endereçada ao desapreço.

Por outro lado, não ignoramos que a transmissão dos nossos princípios começa na reforma individual.

Chamados, porém, a colaborar na seara da Nova Revelação, é necessário consagrar o melhor de nós mesmos à ideia espírita, de modo a prestigiá-la e desenvolvê-la.

Nada fácil adquirir escritórios e rotativas da grande imprensa, mas todos, sem exceção, dispomos de meios, ainda que modestos, a fim de apoiar essa ou aquela folha doutrinária que a divulgue.

Muito difícil senhorear integralmente as atividades de emissora moderna, contudo, ninguém aparece tão desvalido que não possa ofertar pequeno esforço para que ela seja mantida em minutos breves pela onda radiofônica ou pelos canais da televisão.

Nem sempre manejaremos a tribuna coroada pela retórica perfeitamente unida à gramática, no entanto, a humildade é acessível a todos, a fim de que a frase sincera consiga expô-la com franqueza e carinho, edificando a quem ouve.

Muito raramente, lograremos organizar editoras para o lançamento de obras em massa, todavia, nenhum de nós está impedido de oferecer um livro que a contenha para consolo e esclarecimento a quem lê.

Em toda parte, surge o impositivo da ideia espírita: na interpretação religiosa para que a fé não se converta em fanatismo; nos estudos filosóficos, para que a exposição verbal não seja discurso infrutífero; nas realizações científicas, para que a experimentação não se faça loucura; nas empresas da arte, para que o sentimento não se deprecie no vício.

O mundo tem sede de raciocínio, em torno da imortalidade da alma, do intercâmbio espiritual, da reencarnação, da morte física, dos valores mediúnicos, da desobsessão, das incógnitas da mente, dos enigmas da dor e, sobretudo, ao redor das Leis Divinas a funcionarem, exatas, na consciência de cada um.

Para que obtenhamos solução a semelhantes problemas, urge saibamos trabalhar pela difusão da ideia espírita, na construção da Era Nova, irradiando a com todos os recursos lícitos ao nosso alcance, com base no veículo do exemplo.

Extraído do livro " O Livro da Esperança" – Emmanuel, psicografado por Chico Xavier

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XX – TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA

Instruções dos Espíritos – Os últimos serão os primeiros. 

CONSTANTINO

Espírito Protetor, Bordeaux, 1863

2 – O trabalhador da última hora tem direito ao salário. Mas, para isso, é necessário que se tenha conservado com boa-vontade à disposição do Senhor que o devia empregar, e que o atraso não seja fruto da sua preguiça ou da sua má vontade. Tem direito ao salário, porque, desde o alvorecer, esperava impacientemente aquele que, por fim, o chamaria ao labor. Era trabalhador, e apenas lhe faltava o que fazer.

Se tivesse, entretanto, recusado o trabalho a qualquer hora do dia; se tivesse dito: “Tenham paciência; gosto de descansar. Quando soar a última hora, pensarei no salário do dia. Que me importa esse patrão que não conheço e não estimo? Quanto mais tarde, melhor!” Nesse caso, meus amigos, não receberia o salário do trabalho, mas o da preguiça.

Que dizer, então, daquele que, em vez de simplesmente esperar, tivesse empregado as suas horas de trabalho para cometer estrepolias? Que tivesse blasfemado contra Deus, vertido o sangue de seus semelhantes, perturbado as famílias, arruinado homens de boa-fé, abusado da inocência? Que tivesse, enfim, se lançado a todas as ignomínias da humanidade? O que será dele? Será suficiente dizer, à última hora: “Senhor usei mal o meu tempo; empregai-me até o fim do dia, para que eu faça um pouco, um pouquinho que seja da minha tarefa, e pagai-me o salário do trabalhador de boa-vontade!”? Não, não! Porque o Senhor lhe dirá: “Não tenho agora nenhum trabalho para ti. Esperdiçaste o teu tempo, esqueceste o que havias aprendido, não sabes mais trabalhar na minha vinha. Cuida, pois, de aprender de novo, e quando te sentires mais bem disposto, vem procurar-me e te franquearei as minhas terras, onde poderás trabalhar a qualquer hora do dia”.

Bons espíritas, meus bem-amados, todos vós sois trabalhadores da última hora. Bem orgulhoso seria o que dissesse. “Comecei o trabalho de madrugada e só o terminarei ao escurecer”. Todos vieram quando chamados, uns mais cedo, outros mais tarde, para a encarnação cujos grilhões carregais. Mas há quantos e quantos séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que aceitásseis o convite? Eis chegado, agora, o momento de receber o salário. Empregai bem esta hora que vos resta. Não vos esqueçais de que a vossa existência, por mais longa que vos pareça, não é mais do que um momento muito breve na imensidade dos tempos que constituem para vós a eternidade.

 

HENRI EINE

Paris, 1863

3 – Jesus amava a simplicidade dos símbolos. Na sua vigorosa expressão, os trabalhadores da primeira hora são os Profetas, Moisés, e todos os iniciadores que marcaram as diversas etapas do progresso, continuadas através dos séculos pelos Apóstolos, os Mártires, os Pais da Igreja, os Sábios, os Filósofos, e, por fim, os Espíritas. Estes, que vieram por último, foram entretanto anunciados e preditos desde o advento do Messias. Receberão, pois, a mesma recompensa. Que digo? Receberão uma recompensa maior. Últimos a chegar, os Espíritas aproveitam o trabalho intelectual dos seus antecessores, porque o homem deve herdar do homem, e porque os trabalhos e seus resultados são coletivos: Deus abençoa a solidariedade.

Muitos dos antigos revivem hoje, ou reviverão amanhã, para acabar a obra que haviam começado. Mais de um patriarca, mais de um profeta, mais de um discípulo do Cristo, e de um divulgador da fé cristã se encontram, entre vós. Ressurgem mais esclarecidos, mais adiantados, e já não trabalham mais nos fundamentos, mas na cúpula do edifício. Seu salário será, portanto, proporcional ao mérito da obra.

A reencarnação, esse belo dogma, eterniza e precisa a filiação espiritual. O Espírito, chamado a prestar contas do seu mandato terreno, compreende a continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada. Vê e sente que apanhou no ar o pensamento de seus antecessores. Reinicia a luta, amadurecido pela experiência, para ainda mais avançar. E todos, trabalhadores da primeira e da última hora, de olhos bem abertos sobre a profundidade da Justiça de Deus, não mais se queixam, mas se põem a adorá-lo.

Este é um dos verdadeiros sentidos dessa parábola, que encerra, como todas as que Jesus dirigiu ao povo, as linhas do futuro, e também, através de suas formas e imagens, a revelação dessa magnífica unidade que harmoniza todas as coisas no universo, dessa solidariedade que liga todos os seres atuais ao passado e ao futuro.

REFLEXÕES: Na questão 675 do Livro dos Espíritos, Kardec pergunta: Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais? “Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.” - Então, tudo que colabora com nosso próprio desenvolvimento intelectual, mental e espiritual, com o desenvolvimento de nossos semelhantes e com o desenvolvimento em geral, é trabalho. Os trabalhadores da 1ª hora são os que não souberam aproveitá-las, perdendo as oportunidades que lhes fora concedida e que hoje, através da Lei da Reencarnação, estão tendo a oportunidade de dar continuidade ao trabalho iniciado lá atrás, desenvolvendo qualidades que ainda não desenvolveram, abandonando vícios que ainda estão presentes, fechando ciclos afetivos que ainda estão inacabados. Os trabalhadores contratados posteriormente simbolizam os espíritos que, em menor número de encarnações, fizeram melhor uso do livre arbítrio, sem se perderem por atalhos e desvios, sem errarem tanto. Somos todos chamados, convidados a cada reencarnação a participarmos dos trabalhos no bem, a reiniciarmos a luta, amadurecidos pelas experiências, alguns são convidados desde pequeno; outros na juventude; outros na maturidade e outros na velhice, mas qualquer tempo é oportuno para cuidarmos do aperfeiçoamento de nossas almas, e, mesmo que estejamos velhinhos, desde que aceitemos, com boa disposição, o convite para o trabalho de renovação interior, nós nos faremos merecedores do salário divino.

 

VIBRAÇÕES E PRECE DE ENCERRAMENTO

 

"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente."  Jesus. (MATEUS, 18:20.)

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 

E assim, agradecidos, unimos neste momento nossos sentimentos, nossos pensamentos e juntos vamos vibrar por todos, encarnados ou desencarnados, que se encontram mais necessitados do que nós.

Vibramos, Senhor, primeiramente pelo nosso planeta, por todas as nações, pelo nosso Brasil, para que haja sempre Paz e Harmonia entre todos os povos.

Vibramos, com muito carinho por todas as crianças, especialmente por aquelas que estão sofrendo a dor do abandono, pelos jovens e idosos, pelos enfermos e por todos os que passam por momentos de aflições, que todos possam receber o amparo divino,

Vibramos amorosamente pelos suicidas, que sejam envolvidos em vibrações de paz e de equilíbrio.

Vibramos por todos aqueles que passam pela dor da separação, que perderam entes queridos, para que sejam envolvidos pela Luz Divina e tenham força e coragem nesses momentos de dor.

Vibramos por nossos irmãos, nossos companheiros de nossas Casas Espíritas, dirigentes, coordenadores e assistidos, para que tenham sempre disposição e força para o trabalho renovador. Rogamos Senhor, pelos nossos palestrantes, que sejam sempre fortalecidos e inspirados para levarem os Teus ensinamentos a todos os lugares.

Vibramos, por todos os nossos amigos e familiares e também, Senhor, por aqueles que se consideram nossos inimigos.

Te pedimos Mestre, estenda Tuas Mãos sobre todos nós, renovando nossas energias, dando-nos ânimo, fé e perseverança para combatermos as imperfeições que ainda trazemos em nós.

Mestre Jesus, permita que nossas águas sejam fluidificadas, para revigoramos nossa saúde física e espiritual, para fortalecermos nossa transformação moral e espiritual e vivermos sempre em harmonia com tudo e com todos.

Divino Amigo esteja sempre ao nosso lado para que tenhamos discernimento em nossas ações no dia a dia.

Graças Senhor pelo privilégio do trabalho no bem e pelo estudo edificante.

Que Tuas vibrações amorosas e Tua Paz permaneçam conosco no decorrer desta semana que se inicia.

Que assim seja!

Graças a Deus, graças a Jesus.

 

Desejamos a todos uma semana abençoada!

Paz e Luz!

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