Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Cap. XVII - O DEVER, item 7 - segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 13 de junho de 2016
HORA DO EVANGELHO NO LAR

O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados.” — ESE - cap. XVII – item 7

 

 

PRECE INICIAL

Queridos irmãos, que a Paz de Jesus nos envolva neste momento.

Divino amigo! Neste momento em que nos preparamos para o Estudo do Teu Evangelho, Te pedimos: auxilia-nos o entendimento, para que possamos aprender um pouco mais e assim termos discernimento em nossas ações, para que possamos  ser cada dia melhores, fortalecidos na Fé e no Amor que nos ensinou.

Mestre querido guie nossos passos, ilumina nossos caminhos, que em nossas incertezas e fragilidades, seja sempre Senhor, o nosso apoio e nossa segurança.

Fortaleça nossa vigilância, para que não venhamos a cair em tentações.  

Auxiliai-nos a vencermos nossas imperfeições e continuarmos perseverantes no caminho do bem.

E assim em Teu nome Pai Amado, com tua permissão e em nome de Jesus e dos benfeitores espirituais, iniciamos nossos estudos de hoje.

Sê conosco Senhor, por hoje e sempre!

Que assim seja!

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

JESUS E DEVER

Por certo, de maneira inconsciente, incontáveis indivíduos se crêem merecedores de tudo. Supõem que até o Sol brilha porque eles existem, a fim de facultar-lhes claridade, calor e vida.

Fecham-se nos valores que se atribuem possuir e, quando defrontam a realidade, amarguram-se ou rebelam-se, partindo para a agressividade ou a depressão.

Não assumem responsabilidades, nem cumprem com os deveres que lhes cabem.

As vezes comprometem-se, para logo abandonarem a empresa acusando os outros, sentindo-se injustiçados.

São exigentes com a conduta alheia e benevolentes com os próprios erros.

Sempre estremunhados, tornam-se pesado fardo na economia social, criando situações desagradáveis.

Fáceis e gentis quando favorecidos, tornam-se rudes e ingratos, se não considerados como acreditam merecer.

Afáveis no êxito, apresentam-se agressivos no esforço.

Olvidam-se de que a vida é um desafio à coragem, ao valor moral e que todos temos deveres impostergáveis para com ela, para com nós mesmos e para com os nossos irmãos terrestres.

Ninguém tem o direito de fruir sem trabalhar, explorando o esforço de outrem.

O prêmio é a honra que se concede ao triunfador que se empenhou por consegui-lo.

Palmo a palmo, o viajante ganha o terreno que percorre, fitando com desassombro a linha de chegada.

O dever de cada um o conduz na empreitada da evolução.

Esse esforço resulta da conquista moral que a consciência se permite, em plena sintonia com o equilíbrio cósmico.

Ser útil em toda e qualquer circunstância, favorecer o progresso, viver com dignidade, são algumas expressões do dever diante da vida.

Nunca prometas realizar o que não pretendes fazer.

Jamais permaneças inoperante em um lugar já conquistado. Identifica as possibilidades aí vigentes e segue adiante.

O dever que te impõe renúncia e sacrifício, também te alça à harmonia, liberando-te dos conflitos e das dúvidas.

Não cesses de crescer interiormente. A insatisfação com o que já lograste sem rebeldia, será a tua motivação para conquistas mais expressivas.

És servidor do mundo.

Livro: Jesus e Atualidade, Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco.

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XVII – SEDE PERFEITOS

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS:

I – Dever – item 7

LÁZARO

Paris, 1863

7 – O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo, e depois para com os outros. O dever é a lei da vida: encontramo-lo nos mínimos detalhes, como nos atos mais elevados. Quero falar aqui somente do dever moral, e não do que se refere às profissões.

Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de ser cumprido, porque se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhas, e suas derrotas não sofrem repressão.

O dever íntimo do homem está entregue ao seu livre arbítrio: o aguilhão da consciência, esse guardião da probidade interior, o adverte e sustenta, mas ele se mostra frequentemente impotente diante dos sofismas da paixão.

O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem.

Mas como precisar esse dever? Onde ele começa? Onde acaba? O dever começa precisamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo, e termina no limite que não desejaríeis ver transposto em relação a vós mesmos.

Deus criou todos os homens iguais para a dor; pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelos mesmos motivos, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer.

Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. 

A igualdade em relação à dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos.

O dever é o resumo prático de todas as especulações morais.

É uma intrepidez da alma, que enfrenta as angústias da luta.

É austero e dócil, pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, mas permanecendo inflexível diante de suas tentações. 

O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais que as criaturas, e as criaturas mais que a si mesmo; é a um só tempo, juiz e escravo na sua própria causa.

O dever é o mais belo galardão da razão; ele nasce dela, como o filho nasce da mãe.

O homem deve amar o dever, não porque ele o preserve dos males da vida, aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque ele transmite à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.

O dever se engrandece e esplende, sob uma forma sempre mais elevada, em cada uma das etapas superiores da humanidade.

A obrigação moral da criatura para com Deus jamais cessa, porque ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, mas deseja que a grandeza da sua obra resplandeça aos seus olhos.

 

REFLEXÕES: Lazaro, nos convida a refletirmos sobre o que é o Dever, que compromisso é esse que temos conosco mesmo? Que obrigações são essas que temos para conosco e depois para com os outros? Onde começa e onde termina nossos deveres? O que estamos fazendo nesse sentido? Como já estamos buscando nosso aperfeiçoamento moral? São questões dos seres que já compreenderam que para cumprir o dever moral, há necessidade constante da autoanálise de nossas atitudes. Caímos aqui na famosa frase "conhece-te a ti mesmo", de Sócrates, recordada por Santo Agostinho, no Livro dos Espíritos, onde nos apresenta uma receita diária para atingirmos o autoconhecimento. Segundo Santo Agostinho, todos os dias, ao final deles, escrevia as boas e as más atitudes, passando a ser seu objetivo no outro dia modificar aquelas que sua razão não aprovava. Para complementar seu estudo, veja o Cap. XII – Perfeição Moral - do LE e questões 185 a 191 do Livro O Consolador.

 

VIBRAÇÕES

E assim, unidos em pensamentos e sentimentos, com o coração repleto de gratidão a Deus e a Jesus, vamos vibrar nossos melhores sentimentos por todos os irmãos que encontram-se mais necessitados do que nós, encarnados e desencarnados, jovens e idosos, doentes do corpo e da alma, que passam por momentos de dores, de aflições, de separação.Mestre Jesus, que todos recebam o amparo que necessitam, que recebam o bálsamo, o lenitivo para suas dores, que sejam envolvidos em doces vibrações de paz, de harmonia e de serenidade, para que sintam seus problemas amenizados.

Vamos vibrar por todos os lares da Terra, por todos aqueles que nos pedem preces, para que sejam amparados e fortalecidos em suas necessidades.

Vibremos por nosso local de trabalho, pelos amigos e supostos inimigos.

E assim, pedimos permissão a Jesus, para vibrarmos por nós mesmos, para que tenhamos discernimento em nossas ações.

Obrigada Senhor, que Tua Paz envolva a todos nós.

Graças a Deus, Graças a Jesus. (Silenciar uns segundinhos)

 

               

PRECE FINAL

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

E assim Senhor, agradecidos e com nosso ambiente tranquilo, rogamos a permissão para que nossas águas sejam fluidificadas, para revigoramos nossa saúde e, termos força e coragem para nossa transformação moral e espiritual, para que possamos viver sempre em harmonia com tudo e com todos.

Abençoe Mestre Amado a todos os irmãos que acompanham este estudo. Estenda Senhor, Tuas Mãos Misericordiosas sobre cada um de nós, renovando as energias e infundindo a todos ânimo, perseverança e fé para combatermos em nós as imperfeições que ainda trazemos e assim, nos aproximarmos, cada vez mais, de nossos irmãos de caminhada, para que possamos ter comportamentos adequados, sustentados pelos teus ensinamentos e para que sejamos sempre amparados e protegidos em nossa caminhada rumo a evolução.

Que possamos dizer, ao fim de cada dia: Hoje fiz obra útil, me superei, obtive alguma vantagem sobre minhas imperfeições, esclareci e consolei meus irmãos, trabalhei para nos tornarmos melhores; tenho cumprido o meu dever.

Que assim seja!

Graças a Deus, graças a Jesus.

 

Uma feliz semana a todos!

Paz e Luz!

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