Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Beneficência, itens 13 e 14 - segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 9 de maio de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR  
Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, porque eu sou a meta a que vós todos deveis visar.” (Cáritas - ESE).

 

PRECE INICIAL

Queridos irmãos, que a Paz de Jesus envolva a todos neste momento.

Hoje vamos ver duas instruções do Espírito Cáritas que, com seu coração generoso, de forma carinhosa e meiga nos fala sobre a beneficência e ele cita em suas instruções as mãezinhas desvalidas e o amor que há nos corações maternos. Então dedicamos o Evangelho de hoje a todas as mães, especialmente a nossa Mãe Espiritual, Maria Santíssima. Vamos orar:
Neste momento, elevamos nossos pensamentos ao alto e com nossos corações agradecidos, vamos humildemente, pedindo a Jesus proteção e amparo e, sentindo a doce presença de nossos benfeitores espirituais, nossos mentores vamos nos deixando envolver nas vibrações amorosas que pacificam nossas mentes e nossos corações.

Mestre Jesus, que sejamos inspirados e auxiliados na compreensão da lição de hoje.

Que nossos corações estejam receptivos para que possamos refletir adequadamente sobre o que vamos estudar e que possamos ser hoje melhores do que fomos ontem.

E assim, em nome de nosso Mestre Jesus iniciamos nossas reflexões de hoje.

Permaneça conosco Mestre amado e que assim seja.

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

Estímulo Fraternal

O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.”- Paulo. (Filipenses, 4:19.)

Não te julgues sozinho na luta purificadora, porque o Senhor suprirá todas as nossas necessidades.
Ergue teus olhos para o Alto e, de quando em quando, contempla a retaguarda.
Se te encontras em posição de servir, ajuda e segue.
Recorda o irmão que se demora sem recursos, no leito da indigência.
Pensa no companheiro que ouve o soluço dos filhinhos, sem possibilidades de enxugar-lhes o pranto.
Detém-te para ver o enfermo que as circunstâncias enxotaram do lar.
Pára um momento, endereçando um olhar de simpatia à criancinha sem teto.
Medita na angústia dos desequilibrados mentais, confundidos no eclipse da razão.
Reflete nos aleijados que se algemam na imobilidade dolorosa.
Pensa nos corações maternos, torturados pela escassez de pão e harmonia no santuário doméstico.
Interrompe, de vez em quando, o passo apressado, a fim de auxiliares o cego que tateia nas sombras.
É possível, então, que a tua própria dor desapareça aos teus olhos.
Se tens braços para ajudar e cabeça habilitada a refletir no bem dos semelhantes, és realmente superior a um rei que possuísse um mundo de moedas preciosas, sem coragem de amparar a ninguém.
Quando conseguires superar as tuas aflições para criares a alegria dos outros, a felicidade alheia te buscará, onde estiveres, a fim de improvisar a tua ventura.
Que a enfermidade e a tristeza nunca te impeçam a jornada.
É preferível que a morte nos surpreenda em serviço, a esperarmos por ela numa poltrona de luxo.
Acende, meu irmão, nova chama de estímulo, no centro da tua alma, e segue além...Sê o anjo da fraternidade para os que te seguem dominados de aflição, ignorância e padecimento.
Quando plantares a alegria de viver nos corações que te cercam, em breve as flores e os frutos de tua sementeira te enriquecerão o caminho.

Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Fonte Viva

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XIII –QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS: A BENEFICÊNCIA - ITENS 13 E 14

 

CÁRITAS

Martirizado em Roma, Lyon, 1861

13 – Chamo-me Caridade, sou o caminho principal que conduz a Deus; segui-me, porque eu sou a meta a que vós todos deveis visar. Fiz nesta manhã o meu passeio habitual, e com o coração magoado venho dizer-vos: Oh, meus amigos, quantas misérias, quantas lágrimas, e quanto tendes de fazer para secá-las todas! Inutilmente tentei consolar as pobres mães, dizendo-lhes ao ouvido: Coragem! Há corações bondosos que velam por vós, que não vos abandonarão; paciência! Deus existe, e vós sois as suas amadas, as suas eleitas. Elas pareciam ouvir-me e voltavam para mim os seus grandes olhos assustados. Eu lia em seus pobres semblantes que o corpo, esse tirano do Espírito, tinha fome, e que, se as minhas palavras lhes tranquilizam um pouco o coração, não lhes saciavam o estômago. Então eu repetia: Coragem! Coragem! E uma pobre mãe, muito jovem, que amamentava uma criancinha, tomou-a nos braços e ergueu-a no espaço vazio, como para me rogar que protegesse aquele pobre e pequeno ser, que só encontrava num seio estéril alimento insuficiente.

Mais adiante, meus amigos, vi pobres velhos sem trabalho e logo sem abrigo, atormentados por todos os sofrimentos da necessidade, e envergonhados de sua miséria, não se atrevendo, eles que jamais mendigaram, a implorar a piedade dos passantes. Coração empolgado de compaixão, eu, que nada tenho, me fiz mendiga para eles, e vou para toda parte estimular a beneficência, inspirar bons pensamentos aos corações generosos e compassivos. Eis por que venho até vós, meus amigos, e vos digo: Lá em baixo há infelizes cuja cesta está sem pão, a lareira sem fogo, o leito sem cobertas. Não vos digo o que deveis fazer, deixo a iniciativa aos vossos bons corações; pois se eu vos ditasse a linha de conduta, não teríeis o mérito de vossas boas ações. Eu vos digo somente: Sou a caridade e vos estendo as mãos pelos vossos irmãos sofredores.

Mas, se peço, também dou, e muito; eu vos convido para um grande festim e ofereço a árvore em que vós todos podereis saciar-vos. Vede como é bela, como está carregada de flores e de frutos! Ide, ide, colhei, tomai todos os frutos dessa bela árvore que se chama beneficência. Em lugar dos ramos que lhe arrancardes, porei todas as boas ações que fizerdes e levarei a árvore a Deus, para que Ele a carregue de novo, porque a beneficência é inesgotável. Segui-me, pois, meus amigos, a fim de que eu vos possa contar entre os que se alistam sob a minha bandeira. Sede intrépidos: eu vos conduzirei pela via da salvação, porque eu sou a Caridade!                                   

CÁRITAS

Lyon, 1861

14 – Há muitas maneiras de fazer a caridade, que tantos de vós confundem com a esmola. Não obstante, há grande diferença entre elas. A esmola, meus amigos, algumas vezes é útil, porque alivia os pobres. Mas é quase sempre humilhante, tanto para o que a dá, quanto para o que a recebe. A caridade, pelo contrário, liga o benfeitor e o beneficiário, e além disso se disfarça de tantas maneiras! A caridade pode ser praticada mesmo entre colegas e amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, perdoando-se mutuamente suas fraquezas, cuidando de não ferir o amor próprio de ninguém. Para vós, espíritas, na vossa maneira de agir em relação aos que não pensam convosco, induzindo os menos esclarecidos a crer, sem os chorar, sem afrontar as suas convicções, mas levando-os amigavelmente às reuniões, onde eles poderão ouvir-nos, e onde saberemos encontrar a brecha que nos permitirá penetrar nos seus corações. Eis uma das formas da caridade.

Escutai agora o que é a caridade para com os pobres, esses deserdados do mundo, mas recompensados por Deus, quando sabem aceitar as suas misérias sem murmurações, o que depende de vós. Vou me fazer compreender por um exemplo.

Vejo muitas vezes na semana uma reunião de damas de todas as idades. Para nós, como sabeis, são todas irmãs. Trabalham rápidas, bem rápidas. Os dedos são ágeis. Vede também como os rostos estão radiantes e como os seus corações batem em uníssono! Mas qual o seu objetivo? É que elas vêem aproximar-se o inverno, que será rude para as famílias pobres. As formigas não puderam acumular durante o verão os grãos necessários à provisão, e a maior parte de seus utensílios está empenhada. As pobres mães se inquietam e choram, pensando nos filhinhos que, neste inverno, sofrerão frio e fome! Mas tende paciência, pobres mulheres! Deus inspirou a outras, mais afortunadas que vós. Elas se reuniram e confeccionam roupinhas. Depois, num destes dias, quando a neve tiver coberto a terra, e murmurardes, dizendo: “Deus não é justo!”, pois é esta a expressão comum dos vossos períodos de sofrimento, então vereis aparecer um dos enviados dessas boas trabalhadoras, que se constituíram em operárias dos pobres. Sim, era para vós que elas trabalhavam assim e vossos murmúrios se transformarão em bênçãos, porque, no coração dos infelizes, o amor segue de bem perto o ódio.

Como todas essas trabalhadoras necessitavam de encorajamento, vejo as comunicações dos Bons Espíritos lhes chegarem de todas as partes. Os homens que participam desta sociedade oferecem também o seu concurso, fazendo uma dessas leituras que tanto agradam. E nós, para recompensar o zelo de todos e de cada um em particular, prometemos a essas obreiras laboriosas uma boa clientela, que as pagará em moeda sonante de bênçãos, a única moeda que circula no céu, assegurando-lhes ainda, sem medo de nos arriscarmos, que essa moeda não lhes faltará.

 

REFLEXÕES:  Cárita teria sido Irene, martirizada em Roma. Acredita-se que Cárita foi no passado a jovem Irene, martirizada em Roma no ano 305, quando das perseguições aos cristãos, determinadas pelo imperador Diocleciano. Irene foi canonizada pelo cristianismo e ficou como Santa Irene. Ela foi acusada de possuir "livros proibidos" e, por isso mesmo, foi condenada à fogueira, enquanto suas irmãs foram degoladas à sua frente. A palavra caridade é o aportuguesamento da palavra cárita, (cáritas é o plural) que, por sua vez deriva da palavra Caritates, cujo significado é amor. Por isso encontra-se no texto contido na carta do apóstolo Paulo aos Coríntios as duas traduções: caridade e amor"Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, se não tivesse amor" ou, em outras traduções, "ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos se não tivesse caridade". São duas palavras cujo significado é o mesmo. Por isso caridade não é o ato material, mas o ato revestido de sentimento. Dizem os Espíritos superiores que a felicidade do Céu é socorrer a infelicidade da Terra. E nós poderíamos dizer que somente na medida em que nos preocuparmos em socorrer a infelicidade da Terra é que estaremos a caminho da felicidade do Céu.  Mãos servindo, são antenas que estendemos para a sintonia com as fontes da vida e a captação das bênçãos de Deus. Por isso, manifestações como a de Cáritas não podem morrer sem eco em nossos corações. São Vicente de Paula, na questão 888ª do LE nos diz o seguinte: “Não esqueçais nunca que o Espírito, qualquer que seja o grau de seu adiantamento, sua situação como encarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sede, pois, caridosos... Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes... Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à lei de Deus.”. Pensemos nisto.

 

VIBRAÇÕES

Deus, nosso Pai, que tendes Poder e Bondade, dai a força aquele que passa pela provação, dai a luz aquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade. 
DEUS! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. 
Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, 
ao órfão o pai. 
Senhor! Que Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. 
Piedade, Senhor, para aqueles que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem. Que a Vossa bondade permita aos Espíritos consoladores, derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé. 
DEUS! Um raio, uma faísca do Vosso amor, pode abrasar a Terra; deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmarão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, e queremos de algum modo alcançar a Vossa misericórdia. 
DEUS! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós, dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Santíssima Imagem. 

Que assim seja... Graças a Deus, Graças a Jesus.

                    

PRECE FINAL

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 

Rogamos a Jesus, que os fluídos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos adquirir mais saúde e vitalidade, força e coragem para as lutas de todos os dias, para nossa transformação moral e espiritual, para vivermos em harmonia com tudo e com todos.

Abençoe Senhor Jesus a todas as mães, encarnadas e desencarnadas, estejam elas onde estiverem que possam receber todas as bênçãos que merecem. Que nossa Mãe Espiritual, Maria Santíssima cubra a todas com o seu manto de amor e de Paz.

E assim, agradecidos por tudo que temos, pelos amigos, por nossos familiares, por nosso trabalho, pelo pão de cada dia, por nossos lares, por nossa saúde, por nossa vida, pelos ensinamentos recebidos, encerramos o nosso estudo de hoje em Teu nome Mestre Amado.

Que assim seja.

 

Tenham todos, uma semana abençoada e feliz!

Paz e Luz!

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