Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar -Amai os vossos inimigos - itens 1 a 5 - segundas feiras, 12hs.

Departamento de Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 25 de abril de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR    

“Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos.”. (Mateus, V: 20, 43-47).

 

PRECE INICIAL

Queridos irmãos, que Jesus nos envolva em sua paz e nos abençoe mais uma vez. Vamos orar:

Mestre amigo de todas as horas, neste momento em damos início aos nossos estudos queremos Te agradecer. Queremos agradecer o Teu amparo, agradecer o amor que dedica a todos nós, agradecer Teus ensinamentos que nos faz mais fortes diante das adversidades da vida, que nos dá a compreensão das dores e que nos auxilia a sermos cada vez mais generosos para conosco mesmo e para com nossos irmãos do caminho. Obrigada Jesus por tudo que nos deixou e por tudo que continua a nos enviar através dos trabalhadores espirituais.

Permita Mestre Jesus, a presença dos benfeitores e de nossos mentores para nos dar amparo e proteção e também para nos auxiliarem o entendimento da lição de hoje.

E, assim, agradecidos, com nossos corações pacificados, agradecidos e repletos de amor, iniciamos nossos estudos em Teu nome, em nome dos benfeitores espirituais responsáveis por esta tarefa de amor e sobretudo em nome de Deus, nosso Pai.

Permaneça sempre conosco e que assim seja.

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

Compaixão e Socorro

Não apenas os nossos adversários costumam cair.

É preciso entender que as situações constrangedoras não aparecem unicamente diante daqueles que não nos comungam os ideais, cujas deficiências, por isso mesmo, estamos naturalmente inclinados a procurar e reconhecer.

As criaturas que mais amamos também erram, como temos errado e adquirem compromissos indesejáveis, como tantas vezes, temos nós abraçado problemas difíceis de resolver.

E todos eles, os irmãos que resvalam na estrada, decerto pedem palavras que os esclareçam e braços que os levantem.

Tanto quanto nós, na travessia das trevas interiores, quando as trevas interiores nos tomam de assalto, reclamam compaixão e socorro, ao invés de espancamento e censura.

Ainda assim, compaixão e socorro não significam aplauso e conivência para com as ilusões de que devemos desvencilhar-nos.

Em verdade, exortou­-nos Jesus a deixar conjugados, o trigo e o joio, na gleba da experiência, de vez que a Divina sabedoria separará um do outro, no dia da ceifa, mas não nos recomendou sustentar reunidos a planta útil e a praga que a destrói.  A vista disso, a compaixão e o socorro expressam ­se no cultivador, através da bondade vigilante, com que libertará o vegetal proveitoso larva que o carcome.

O papel da compaixão é compreender.

A função do socorro é restaurar.

Mas se a compaixão acalenta o mal reconhecido, a título de ternura, converte-se em anestesia da consciência e se o socorro suprime o remédio necessário o doente, a pretexto de resguardar-­lhe o conforto, transforma­-se na irresponsabilidade fantasiada de carinho, apressando-­lhe a morte.

Reconhecendo, pois, que todos somos suscetíveis de queda, saibamos estender incessantemente compaixão e socorro, onde estivermos, sem escárnio para com as nossas feridas e sem louvor para com as nossas fraquezas, agindo por irmãos afetuosos e compassivos mas sinceros e leais uns dos outros, a fim de continuarmos, todos juntos, na construção do Bem Eterno, trabalhando e servindo, cada qual de nós, em seu próprio lugar.

Emmanuel – “Livro da Esperança”, psicografia de Francisco Cândido Xavier

 

LEITURA DO EVANGELHO

CAPÍTULO XII – AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

PAGAR O MAL COM O BEM – itens 01 a 05

 1 – Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu o seu sol sobre bons e maus, e vir chuva sobre justos e injustos. Porque, se não amardes senão aos que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também assim? E se saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem também assim os gentios? – Eu vos digo que, se a vossa justiça não for maior e mais perfeita que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. (Mateus, V: 20, 43-47).

2 – E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento é o que vós tereis? Pois os pecadores também amam os que os amam. E se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que merecimento é o que vós tereis? Porque isto mesmo fazem também os pecadores. E se emprestardes somente àqueles de quem esperais receber, que merecimento é o que vós tereis? Porque também os pecadores emprestam uns aos outros, para que se lhes faça outro tanto. Amai, pois, os vossos inimigos, façam bem, e emprestai, sem nada esperar, e tereis muito avultada recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que faz bem aos mesmos que lhe são ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. (Lucas, VI: 32-36).

3 – Se o amor do próximo é o princípio da caridade, amar aos inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude constitui uma das maiores vitórias conquistadas sobre o egoísmo e o orgulho.

Não obstante, geralmente nos equivocamos quanto ao sentido da palavra amor, aplicada a esta circunstância. Jesus não pretendia, ao dizer essas palavras, que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou por um amigo. A ternura pressupõe confiança. Ora, não se pode ter confiança naquele que se sabe que nos quer mal. Não se pode ter para com ele as efusões da amizade, desde que se sabe que é capaz de abusar delas. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver os impulsos de simpatia existentes entre aquelas que comungam nos mesmos pensamentos. Não se pode, enfim, ter a mesma satisfação ao encontrar um inimigo, que se tem com um amigo.

Esse sentimento, por outro lado, resulta de uma lei física: a da assimilação e repulsão dos fluidos. O pensamento malévolo emite uma corrente fluídica que causa penosa impressão; o pensamento benévolo envolve-nos num eflúvio agradável. Daí a diferença de sensações que se experimenta, à aproximação de um inimigo ou de um amigo. Amar aos inimigos não pode, pois, significar que não se deve fazer nenhuma diferença entre eles e os amigos. Este preceito parece difícil, e até mesmo impossível de se praticar, porque falsamente supomos que ele prescreve darmos a uns e a outros o mesmo lugar no coração. Se a pobreza das línguas humanas nos obriga a usarmos a mesma palavra, para exprimir formas diversas de sentimentos, a razão deve fazer as diferenças necessárias, segundo os casos.

Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos.

4 – Amar aos inimigos é um absurdo para os incrédulos. Aquele para quem a vida presente é tudo, só vê no seu inimigo uma criatura perniciosa, a perturbar-lhe o sossego, e do qual somente a morte o pode libertar. Daí o desejo de vingança. Não há nenhum interesse em perdoar, a menos que seja para satisfazer o seu orgulho aos olhos do mundo. Perdoar, até mesmo lhe parece, em certos casos, uma fraqueza indigna da sua personalidade. Se não se vinga, pois, nem por isso deixa de guardar rancor e um secreto desejo de fazer o mal.

Para o crente, e mais ainda para o espírita, a maneira de ver é inteiramente diversa, porque ele dirige o seu olhar para o passado e o futuro, entre os quais, a vida presente é um momento apenas. Sabe que, pela própria destinação da Terra, nela devem encontrar homens maus e perversos; que as maldades a que está exposto fazem parte das provas que deve sofrer. O ponto de vista em que se coloca torna-lhe as vicissitudes menos amargas, quer venham dos homens ou das coisas. Se não se queixa das provas, não deve queixar-se também dos que lhe servem de instrumentos. Se, em lugar de lamentar, agradece a Deus por experimentá-lo, deve também agradecer a mão que lhe oferece a ocasião de mostrar a sua paciência e a sua resignação. Esse pensamento o dispõe naturalmente ao perdão. Ele sente, aliás, que quanto mais generoso for, mais se engrandece aos próprios olhos e mais longe se encontra do alcance dos dardos do seu inimigo.

O homem que ocupa no mundo uma posição elevada não se considera ofendido pelos insultos daquele que olha como seu inferior. Assim acontece com aquele que se eleva, no mundo moral, acima da humanidade material. Compreende que o ódio e o rancor o envileceriam e rebaixariam, pois, para ser superior ao seu adversário, deve ter a alma mais nobre, maior e mais generosa.

 

REFLEXÕESNos textos que iniciam este estudo, Jesus conclama o amor aos inimigos, algo difícil para nós Espíritos em desenvolvimento ainda, mais próximos da animalidade do que da angelitude, como disse Emmanuel. Mas quem são esses inimigos? Podem ser os nossos próximos mais próximos, as pessoas com as quais não nos simpatizamos, às vezes até mesmo sem saber porque, com as quais temos relacionamentos difíceis, às vezes uma mescla de amor e ódio, num antagonismo de sentimentos e de emoções. Podem fazer parte da nossa família, do grupo de trabalho, da vizinhança, do clube de recreação... Muitas vezes, são esses, os adversários do passado, que estão conosco para que transformemos a antipatia em simpatia, a aversão em amizade, o desamor em amor, através da boa vontade em uma convivência ou relacionamento mais agradável, na busca das qualidades boas nossas e dos outros, e na tolerância aos defeitos e imperfeições alheias. Assim, o espírita, que tem maiores e melhores conhecimentos sobre a realidade do Espírito, sobre a evolução contínua de tudo, deve expressar um comportamento diferenciado no relacionamento com todas as pessoas. Deve esforçar-se para desenvolver, em si, qualificações nobres que lhe permitirão, um dia, amar a todos, incondicionalmente, como irmãos, filhos de um mesmo Pai, não importando quem sejam, o que sentem, o que pensam e como agem, assim como Deus e Jesus nos amam. Aproveitemos esta existência para compreendermos os ensinamentos de Jesus, aceitá-los e tê-los como alvo, nos relacionamentos e convivências atuais, fazendo crescer nossa família espiritual, para um dia, amarmos a todos, indistinta e incondicionalmente.

 

 VIBRAÇÕES

Com nossos pensamentos elevados, envolvidos em vibrações de amor e paz, vamos nos doar:

Jesus, Médico Sublime, vibramos em beneficio daqueles que neste momento encontram-se em sofrimento, Te pedimos Mestre que abençoe e suavize as dores daqueles que estão em um leito de dor, internados nos hospitais, muitos em suas próprias casas, outros nos asilos e muitos Senhor, sozinhos, pelas ruas....que eles Senhor, recebam o lenitivo para suas dores.

Vibramos Senhor por todos os que se acham perdidos em meio aos vícios, a solidão, a depressões, desconsolados e desamparados de si mesmos. Tenha piedade deles Senhor. Que Teu roteiro de amor os guie para os caminhos da recuperação.

Vibramos pelas crianças e pelos jovens para que recebam sempre amor e a orientação que os conduza sempre pelos caminhos do bem.

Vibramos Senhor, por nossa Casa Espírita e todos seus colaboradores, pedindo que os abençoe e os proteja sempre, para que continue sendo o Porto Seguro das Almas Aflitas que lá aportam em busca de socorro material e amparo espiritual.

Vibramos por nossos queridos e amados familiares, pedindo que os abençoe, proteja e os conduza sempre pelos caminhos do bem.

Vibramos pelos amigos e inimigos e, principalmente Mestre, por todos aqueles que ainda não te conhecem e não aceitam teus ensinamentos.

Vibramos por todos os lares da terra, pedindo que a Proteção Divina se estenda a todos eles, ao nosso também. Que nos lares reine sempre o respeito, a compreensão, a harmonia e o amor.

Por fim Mestre Amigo, vibramos por nós mesmos. Compadece-te, Mestre de nossas fraquezas, de nossas fragilidades e ampara-nos, fortalecendo-nos sempre.

Te agradecemos por estes momentos de paz e doação e deixamos aos benfeitores espirituais uma vibração amorosa para que seja levada onde se fizer mais necessário.

Que assim seja... Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

PRECE FINAL

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 

E assim, finalizando nossos estudos Te agradecemos mais uma vez Mestre Jesus, por permitir que Teus ensinamentos cheguem até nós, de forma clara e segura, permitindo que tenhamos o Teu exemplo de amor caridade e brandura em nossas vidas.  

Rogamos a Jesus, que nossas águas sejam fluidificadas com o remédio abençoado, que alivia nossas dores e suaviza nossas inquietações.

E te pedimos, mostrai-nos sempre os caminhos seguros da evolução espiritual, dando-nos as forças necessárias para podermos superar nossas próprias fraquezas e caminharmos com segurança rumo a nossa evolução espiritual.

Esteja sempre conosco Senhor, na certeza de que estaremos sempre contigo.

Que assim seja.

Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

 

Tenham todos, uma semana abençoada, com muita saúde e alegrias!

Paz e Luz!

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