Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Os Bons Espíritas - segundas-feiras Às 12hsO

Departamento do Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

HORA DO EVANGELHO NO LAR     

 “ Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações” (ESSE – Cap. XVII item4)

 

PRECE

Queridos amigos, irmãos de ideal, é com muita alegria que iniciamos mais um estudo do Evangelho.

Convido a todos para, neste momento, unirmos nossos pensamentos e os nossos sentimentos e elevando a Jesus, agradecermos por mais este dia em nossas vidas, pelo aprendizado edificante, por estes momentos de prece e reflexão. Jesus, Mestre e Amigo de todas a horas, ao iniciarmos nossos estudos de hoje, pedimos a assistência dos Benfeitores Espirituais e de nossos Mentores Espirituais, a fim de que nos esclareçam, nos deem o discernimento que necessitamos para compreendermos melhor os ensinamentos do Mestre e aplicá-los em nosso dia a dia.

Que os Benfeitores Espirituais nos auxiliem a termos sempre força, coragem e perseverança para podermos reprimir toda tendência ao mal que ainda está em nós.

Que Jesus nos ampare e nos fortaleça sempre.

E assim, fortalecidos, protegidos e amparados, em nome de nosso Mestre Jesus, iniciamos as nossas reflexões, o nosso estudo do Evangelho no dia de hoje.

Que assim seja. Graças a Deus, Graças a Jesus.

 

MENSAGEM INICIAL

CONCEITO DO BEM


Toda vez que ouças alguém referindo-se ao bem ou ao mal de alguém, procura discernir.

Conheces o amigo que escalou a eminência econômica.

À vista da facilidade com que maneja a moeda, há quem o veja muito bem situado, nas vantagens materiais, no entanto, via de regra, se lhe radiografasses os sentimentos, nele encontrarias um escravo da inquietação, detido em cadeias de ouro.

Assinalas o homem que alcançou a respeitabilidade política.

Tão logo surge no vértice da administração, há quem o veja muito bem colocado nos interesses do mundo, mas, freqüentemente, se lhe fotografasses as telas do espírito, nele surpreenderias um mártir de cerimoniais e banquetes, constrangido entre as necessidades do povo e as exigências da lei.

Admiras o companheiro que venceu as próprias inibições elevando-se à direção do trabalho comum.

A face da significativa remuneração que percebe, há quem o veja muito bem posto na esfera social, contudo, na maioria das vezes, se lhe observasses as mais intimas reações, nele acharias um prisioneiro de sufocantes obrigações, sem tempo para comer o pão que assegura aos dirigidos de condição mais singela.

Elogias o cientista que fornece ideias de renovação e conforto.

Ao fitá-lo sob os lauréis da popularidade, há quem o veja muito bem classificado na galeria da fama, no entanto, quase sempre, se lhe tateasses a alma por dentro, nele surpreenderias um atormentado servidor do progresso clamando ansiosamente por simplicidade e repouso.

Reajustemos, assim, o conceito do bem, diante da vida.

Em muitas circunstâncias, o dinheiro suprime aflições, a autoridade resolve problemas, a influência apara dificuldades e a cultura clareia o caminho...

Por isso mesmo, toda pessoa que obtém qualquer parcela mais expressiva de responsabilidade e destaque, mostra-se realmente muito bem para combater o mal e liquidá-lo; entretanto, caso venha a utilizar-se dos bens com que a vida lhe enriquece as mãos apenas para cuidar do bem de si mesma, sem qualquer preocupação na garantia do bem devido aos outros, seja onde seja, semelhante criatura estará simplesmente bem mal.

Do Livro da Esperança, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier. 

 

LEITURA DO EVANGELHO

Cap. 17 – SEDE PERFEITOS

Os Bons Espíritas – ITEM 4

4 – O Espiritismo bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, conduz forçosamente aos resultados acima, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o verdadeiro cristão, pois um e outro são a mesma coisa. O Espiritismo não cria uma nova moral, mas facilita aos homens a compreensão e a prática da moral do Cristo, ao dar uma fé sólida e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.

Muitos, porém, dos que creem na realidade das manifestações, não compreendem as suas consequências nem o seu alcance moral, ou, se os compreendem, não os aplicam a si mesmos. Por que acontece isso? Será por uma falta de precisão da doutrina? Não, porque ela não contém alegorias, nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza é a sua própria essência, e é isso que lhe dá força, para que atinja, diretamente a inteligência. Nada tem de mistérios, e seus iniciados não possuem nenhum segredo que seja oculto ao povo.

Seria necessária, então, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, pois veem-se homens de notória capacidade, que não a compreendem, enquanto inteligências vulgares, até mesmo de jovens que mal saíram da adolescência, apreendem com admirável justeza as suas mais delicadas nuanças. Isso acontece porque a parte, de qualquer maneira, material da ciência, não requer mais do que os olhos para ser observada, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, que podemos chamar de maturidade do senso moral, maturidade essa que independe da idade e do grau de instrução, porque é inerente ao desenvolvimento, num sentido especial, do espírito encarnado.

Em algumas pessoas, os laços materiais são ainda muito fortes, para que o espírito se desprenda das coisas terrenas. O nevoeiro que as envolve impede-lhes a visão do infinito. Eis por que não conseguem romper facilmente com os seus gostos e os seus hábitos, não compreendendo que possa haver nada melhor do que aquilo que possuem. A crença nos Espíritos é para elas um simples fato, que não modifica pouco ou nada as suas tendências instintivas. Numa palavra, não vêem mais do que um raio de luz, insuficiente para orientá-las e dar-lhes uma aspiração profunda, capaz de modificar-lhes as tendências. Apegam-se mais aos fenômenos do que à moral, que lhes parece banal e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente as iniciem em novos mistérios, sem indagarem se tornaram dignas de penetrar os segredos do Criador. São, afinal, os espíritas imperfeitos, alguns dos quais estacionam no caminho ou se distanciam dos seus irmãos de crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou porque preferem a companhia dos que participam das suas fraquezas ou das suas prevenções. Não obstante, a simples aceitação da doutrina em princípio é um primeiro passo, que lhes facilitará o segundo, numa outra existência.

Aquele que podemos, com razão, qualificar de verdadeiro e sincero espírita, encontra-se num grau superior de adiantamento moral. O Espírito já domina mais completamente a matéria e lhe dá uma percepção mais clara do futuro; os princípios da doutrina fazem vibrar-lhe as fibras, que nos outros permanecem mudas; numa palavra: foi tocado no coração, e por isso a sua fé é inabalável. Um é como o músico que se comove com os acordes; o outro, apenas ouve os sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. Enquanto um se compraz no seu horizonte limitado, o outro, que compreende a existência de alguma coisa melhor, esforça-se para se libertar, e sempre o consegue, quando dispõe de uma vontade firme.

REFLEXÕES: Texto auxiliar: Como nós devemos NOS conduzir para bem cumprirmos a tarefa, a missão, o compromisso que assumimos para a presente existência? Essa dúvida sempre nos vem ao pensamento quando nos examinamos e avaliamos o que temos feito em nossa vida. Quando Kardec escreveu O Livro dos Médiuns, ele já havia dito algo a respeito, elaborando o que seria a primeira classificação dos adeptos da Doutrina Espírita, ainda iniciante. E então ele nos diz que: “Entre os que se convenceram por um estudo direto, podem se destacar:

1º. Os que creem pura e simplesmente nas manifestações. Para esses, o Espiritismo é apenas uma ciência de observação, uma série de fatos mais ou menos curiosos. Deu-lhes o nome de “espíritas experimentadores”.

aqueles que veem no Espiritismo mais do que fatos, que manifestações; compreendem a parte filosófica do espiritismo; admiram a moral daí decorrente, mas não a praticam.

encontrarmos os verdadeiros espíritas, ou melhor, os espíritas cristãos, que são aqueles que não se contentam em admirar a moral espírita, são aqueles que a praticam e lhe aceitam todas as consequências. São os que já estão convencidos de que a existência terrena é uma prova passageira e tratam de aproveitar os seus breves instantes para avançar pela senda do progresso, esforçando-se por fazer o bem e combater em si, suas más tendências.

os espíritas exaltados. Em tudo, devemos entender que o exagero é prejudicial. Esses adeptos são mais nocivos do que útil à causa do Espiritismo. Graças à sua boa-fé, são iludidos, tanto, por Espíritos mistificadores, como por homens que procuram explorar lhes a credulidade. (O Livro dos Médiuns, cap. III, item 28.)

Deve-se, porém, notar que Kardec não recomenda que se use essas expressões – ou qualquer outra, em substituição a espírita, simplesmente. Ele utilizou essas expressões somente para uma análise especial das diferentes posturas dos homens diante do Espiritismo. Seria impróprio tentar usá-la irrestritamente.

Os anos passaram e, ainda hoje temos no meio espírita representantes de todas as diferentes posturas dos homens diante do Espiritismo. Então meus irmãos para podermos nos intitularmos de “Bons Espíritas” Kardec nos ensina que devemos imprimir todos nossos esforços na transformação de nossa moral e na superação de nossas imperfeições. O espírita sincero esforça-se para encurtar a distância entre a TEORIA e a PRÁTICA, errando e corrigindo-se, escorregando nas suas imperfeições, mas levantando cada vez mais depressa, perseverando, assim, no caminho do aperfeiçoamento. Ser bom espírita não é apenas conhecer a codificação e a vasta literatura que nos é proporcionada, mas é, concretizar ao máximo seus ensinamentos em nossos atos cotidianos, o que muitos dos que ainda não são espíritas fazem, muitas vezes muito melhor, do que alguns espíritas já declarados. Estejamos alertas, meus irmãos. Para sermos cristãos, como o Cristo recomendou, além de sermos BONS ESPÍRITAS, é imprescindível, é necessário que também sejamos ESPÍRITAS BONS!

 PRECE E VIBRAÇÕES - 

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

E assim, agradecendo a Jesus por mais esta oportunidade vamos encerrando nossas reflexões, envolvidos pelas doces vibrações do Mestre e dos Benfeitores Espirituais que nos assistem e, unindo nossos corações e intensificando nossos melhores sentimentos, sentindo-nos fortalecidos e amparados, vamos nos doar em favor de nossos irmãos. Ninguém é tão fraco, que não tenha nada para oferecer e ninguém é tão forte, que não tenha nada a receber.

Vibremos meus irmãos pelo planeta, por nosso orbe para que não falte alimento em nossas mesas, nem água em nossos dias.

Vibremos por nossa Pátria, por todos os países, por nossa estado, por nossa cidade, por todos os povos, nossos irmãos, para que a Paz se estabeleça;

Vibremos e oramos por todos aqueles que neste momento encontram-se doentes do corpo e do espírito, que estão em sofrimento nos lares, em abrigos, nas ruas ou nos hospitais;

por nossos jovens, por todas as nossas crianças, para que não lhes faltem a proteção e o encaminhamento na estrada do bem.

Vibremos por todos os lares da terra, para que tenham sempre harmonia e amor;

Vibremos por todos os nossos irmãos, que através da internet, buscam alívio e amparo para suas dores e necessidades, que sejam amparados e que obtenham, através da Misericórdia Divina, o alivio para suas dores e necessidades.

Abençoe Senhor, nossa Casa Espírita e todos os seus colaboradores e assistidos.

Abençoe Senhor, nossos familiares e amigos e especialmente por aqueles que se consideram nossos inimigos.

Abençoe Senhor a todos aqueles que partiram deste mundo, que possam através de sus incansáveis trabalhadores obterem esclarecimentos e que possam ter a aceitação de sua nova condição;

E finalmente, pedimos por todos nós Senhor, que aqui estamos estudando e refletindo sobre o Teu Evangelho de Luz, roteiro de nossas vidas, que possamos receber sempre gotas, orvalhos de amor e paz em nossa caminhada.

E assim, ao iniciarmos mais um ano, queremos agradecer a Deus, nosso Pai Bondoso, por tudo que recebemos durante o ano que se findou, por todas as coisas boas e pelas lições que vieram nos despertar para o amadurecimento interior;

Obrigada Jesus, por permitir que Teus Ensinamentos cheguem até nós; por nos dar a esperança de que um dia também poderemos atingirmos a Tua perfeição; pelo Teu amor infinito e dedicação com que nos cuida, ampara e consola.

Mestre Amado, pedimos ainda, que continue a nos presentear com este amor renovador e que todos aqui recebam, através de nossas águas, os medicamentos necessários para nossas dores físicas, espirituais, morais, mentais e para nossas aflições.

Que as reflexões sobre Teu Evangelho de Luz possam estar sempre em nossas mente, trazendo-nos renovação de pensamentos, de atitudes e nos faça enxergar que somente levaremos desta vida os valores que penetram e transformam nossos Espíritos.

Obrigada Pai, Obrigada Jesus, pelo ano que se findou e pelo Ano que se inicia, que todos possamos ter Saúde, Paz e Harmonia, que possamos continuar sendo direcionados pelo Amor do Pai e por todos os ensinamentos de Jesus.

Que assim seja. Graças a Deus, Graças a Jesus.

Até a próxima semana com as bênçãos de Deus.  Recebam nosso carinho e nossa gratidão. Paz e Luz!

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