Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Desprendimento dos bens terrenos - segundas-feiras Às 12hs

Departamento do Evangelho no Lar - CEFA - segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

HORA DO EVANGELHO NO LAR    

...“Ajuntai tesouros no céu...” - Jesus. (Mateus, 6:20).

 

PRECE

Queridos amigos, irmãos de ideal, é com muita alegria que iniciamos mais um estudo do Evangelho.

Vamos nos preparando, asserenando nossos pensamentos e emoções, acalmando nossos corações, nos distanciando dos barulhos exteriores e elevando nossos pensamentos ao alto.

Jesus, Mestre Amigo de todas as horas, nós te pedimos que nos abençoe, nos proteja em todos os momentos de nossas vidas, em especial, neste momento em que nos preparamos para o Estudo do Teu Evangelho.

Te pedimos Senhor, que nos envolva com Teu Amor e Tua Luz tornando nossos dias mais leves e serenos, auxiliando-nos a compreendermos e aplicarmos em nossas vidas, os Teus ensinamentos.

Assim, com Tua permissão, Mestre Jesus e com a presença dos benfeitores amigos que conduzem este trabalho, iniciamos nossos estudos de hoje.

Permaneça conosco Senhor, nos amparando, nos fortalecendo e dando-nos o discernimento necessário para que possamos assimilar as lições de hoje.

Permaneça conosco Senhor e que assim seja!

Graças a Deus, Graças a Jesus!

 

MENSAGEM INICIAL

Riqueza Para o Céu

Quem se aflige indebitamente, ao ver o triunfo e a prosperidade de muitos homens impiedosos e egoístas, no fundo dá mostras de inveja, revolta, ambição e desesperança. É preciso que assim não seja!

Afinal, quem pode dizer que retém as vantagens da Terra, com o
devido merecimento?

Se observamos homens e mulheres, despojados de qualquer
escrúpulo moral, detendo valores transitórios do mundo, 
tenhamos, ao revés, pena deles.
A palavra do Cristo é clara e insofismável.

- "Ajuntai tesouros no céu" - disse-nos o Senhor.
Isso quer dizer "acumulemos valores íntimos para comungar a glória eterna!"
Efêmera será sempre a galeria de evidência carnal.
Beleza física, poder temporário, propriedade passageira e fortuna amoedada podem ser simples atributo da máscara humana, que o tempo transforma, infatigável.
Amealhemos bondade e cultura, compreensão e simpatia.

Sem o tesouro da educação pessoal é inútil a nossa penetração nos
céus, porquanto estaríamos órfãos de sintonia para corresponder aos
apelos da Vida Superior.

Cresçamos na virtude e incorporemos a verdadeira sabedoria, porque amanhã serás visitado pela mão niveladora da morte e possuirás tão somente as qualidades nobres ou aviltantes que houveres instalado em ti mesmo.

Do livro Fonte Viva, Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

 

LEITURA DO EVANGELHO

Cap. 16 – SERVIR A DEUS E A MAMON

III – Desprendimento dos Bens Terrenos

LACORDAIRE

Constantina, Argélia, 1863

14 – Venho, meus irmãos, meus amigos, trazer-vos meu humilde auxílio, para ajudar-vos a marchar corajosamente na via de aperfeiçoamento em que entrastes. Somos devedores uns dos outros, e somente por uma união sincera e fraternal, entre os Espíritos e os encarnados, a regeneração será possível.

Vosso apego aos bens terrenos é um dos mais fortes entraves ao vosso adiantamento moral e espiritual. Em virtude desse desejo de aquisição, destruís as vossas faculdades afetivas, voltando-as inteiramente para as coisas materiais. Sede sinceros: a fortuna proporciona uma felicidade sem manchas? Quando os vossos cofres estão cheios, não há sempre um vazio em vossos corações? No fundo dessa cesta de flores, não há sempre um réptil oculto? Compreendo que um homem que conquistou a fortuna, por um trabalho constante e honrado, experimente por isso uma satisfação, aliás muito justa. Mas, desta satisfação muito natural e que Deus aprova, a um apego que absorve os demais sentimentos e paralisa os impulsos do coração, há uma distância, igual e que vai da mesquinha desejo/apego à abundancia/fartura exagerada, dois vícios entre os quais Deus colocou a caridade, santa e salutar virtude,que ensina o rico a dar sem ostentação, para que o pobre receba sem humilhação.

Que a fortuna provenha da vossa família, ou que a tenhais ganho pelo vosso trabalho, há uma coisa que jamais deveis esquecer: é que tudo vem de Deus, e tudo a Deus retorna. Nada vos pertence na Terra, nem sequer o vosso corpo: a morte despoja dele, como de todos os bens materiais. Sois depositários e não proprietários. Não vos enganeis sobre isto. Deus vos emprestou e tereis que restituir, mas ele vos empresta sob a condição de que, pelo menos o supérfluo, reverta para aqueles que não possuem o necessário.

Um dos vossos amigos vos empresta uma soma. Por menos honesto que sejais, tereis o escrúpulo de pagá-la, e lhe ficareis agradecido. Pois bem: eis a posição de todo homem rico! Deus é o amigo celeste que lhe emprestou a riqueza, não lhe pedindo mais do que o amor e o reconhecimento, mas exigindo, por sua vez, que o rico dê aos pobres, que são também seus filhos, tanto quanto ele.

O bem que deus vos confiou excita em vossos corações uma ardente e desvairada cobiça. Já refletistes, quando vos apegais loucamente a uma fortuna perecível, e tão passageira como vós mesmos, que um dia tereis de prestar contas ao Senhor daquilo que Ele vos concedeu? Esquecei que, pela riqueza, fostes investidos na sagrada condição de ministros da caridade na Terra, para serdes os seus dispensadores inteligentes? O que sereis, pois, quando usais somente em vosso proveito o que vos foi confiado, senão depositários infiéis? Que resulta desse esquecimento voluntário dos vossos deveres? A morte inflexível, inexorável, virá rasgar o véu sob o qual vos escondeis, forçando-vos a prestar contas ao amigo que vos favoreceu, e que nesse momento reveste aos vossos olhos a toga de juiz.

É em vão que procurais iludir-vos na vida terrena, cobrindo com o nome de virtude o que frequentemente é apenas egoísmo. É em vão que chamais economia e previdência aquilo que é simples cupidez e avareza, ou generosidade o que não passa de prodigalidade a vosso proveito. Um pai de família, por exemplo, deixando de fazer a caridade, economizará, amontoará ouro sobre ouro, e tudo isso, diz ele, para deixar a seus filhos o máximo de bens possível, evitando-lhes a queda na miséria. É bastante justo e bem paternal, convenhamos, e não se pode censurá-lo. Mas será sempre esse o único objetivo que o orienta? Não é antes, e o mais das vezes, uma desculpa para a própria consciência, a fim de justificar aos seus próprios olhos e aos olhos do mundo o seu apego pessoal aos bens terrenos? Não obstante, admito que o amor paterno seja o seu único móvel: será esse um motivo para fazê-lo esquecer dos seus irmãos perante Deus? Quando ele mesmo já vive no supérfluo, deixará os seus filhos na miséria, simplesmente por deixar-lhes um pouco menos desse supérfluo? Com isso, não estará lhes dando uma lição de egoísmo, que lhes endurecerá o coração? Não será asfixiar neles o amor do próximo? Pais e mães, estais num grande erro, se acreditais que com isso aumentais o afeto de vossos filhos por vós: ensinando-lhes a ser egoísta para com os outros, ensinai-lhes a sê-lo para vós mesmos.

Quando um homem trabalhou bastante, e com o suor do seu rosto acumulou bens, costuma dizer que o dinheiro ganho a gente sabe quanto custou: nada é mais verdadeiro. Pois bem: que esse homem, confessando conhecer todo o valor do dinheiro, faça a caridade segundo as suas posses, e terá mais mérito do que outro que, nascido na abundância, ignora as rudes fadigas do trabalho. Mas, se esse homem que recorda suas penas, seus esforços, se fizer egoísta, duro para com os pobres, será muito mais culpado que os outros. Porque, quanto mais conhecemos por nós mesmos as dores ocultas da miséria, mais devemos interessar-nos pelo socorro aos outros.

Infelizmente, o homem de posse carrega sempre consigo outro sentimento, tão forte como o apego à fortuna: é o orgulho. Não é raro ver-se o novo rico aturdir o infeliz que lhe pede assistência, com a história dos seus trabalhos e das suas habilidades, em vez de ajudá-lo, e terminar por dizer: “Faça como eu fiz!” Segundo ele, a bondade de Deus não influiu em nada na sua fortuna; somente a ele cabe o mérito. Seu orgulho põe-lhe uma venda nos olhos e um tampão nos ouvidos. Não compreende que, com toda a sua inteligência e sua capacidade, Deus pode derrubá-lo com uma só palavra.

Desperdiçar a fortuna não é desapegar-se dos bens terrenos, é descuido e indiferença. O homem, como depositário dos bens que possui, não tem o direito de dilapidá-los ou de confiscá-los para o seu proveito. A prodigalidade não é generosidade, mas quase sempre uma forma de egoísmo. Aquele que joga ouro a mancheias na satisfação de uma fantasia, não dará um centavo para prestar um auxílio. O desapego dos bens terrenos consiste em considerar a fortuna no seu justo valor em saber servir-se dela para os outros e não apenas para si mesmo, a não sacrificar por ela os interesses da vida futura, em perdê-la sem reclamar, se aprouver a Deus retirá-la. Se, por imprevistos revezes, vos tornardes como Jó, dizei como ele: “Senhor, vós me destes, vós me tirastes; que a Vossa vontade seja feita”. Eis o verdadeiro desprendimento. Sede submissos desde logo, tendo fé naquele que, assim como vos deu e tirou, pode devolver-vos. Resisti corajosamente ao abatimento, ao desespero, que paralisaria as vossas forças. Nunca vos esqueçais, quando Deus vos desferir um golpe, que ao lado da maior prova, ele coloca sempre uma consolação. Mas pensai, sobretudo, que há bens infinitamente mais preciosos que os da Terra, e esse pensamento vos ajudará a desprender-vos deles. Quanto menos apreço damos a uma coisa, somos menos sensíveis à sua perda. O homem que se apega aos bens terrenos é como a criança que só vê o momento presente; o que se desprende é como o adulto, que conhece coisas mais importantes, porque compreende estas palavras proféticas do Salvador: meu reino não é deste mundo.

O Senhor não ordena que atiremos fora o que possuímos, para nos tornarmos mendigos voluntários, porque então nos transformaríamos numa carga para a sociedade. Agir dessa maneira seria compreender mal os desprendimentos dos bens terrenos. É um egoísmo de outra espécie, porque equivale a fugir à responsabilidade que a fortuna faz pesar sobre aquele que a possui. Deus a dá a quem lhe parece bom para administrá-la em proveito de todos. O rico tem, portanto, uma missão, que pode tornar bela e proveitosa para si mesmo. Rejeitar a fortuna, quando Deus vo-la dá, é renunciar aos benefícios do bem que se pode fazer, ao administrá-la com sabedoria. Saber passar sem ela, quando não a temos; saber empregá-la utilmente, quando a recebemos; saber sacrificá-la, quando necessário; isto é agir segundo os desígnios do Senhor. Que diga, portanto, aquele que recebe o que o mundo chama uma boa fortuna: “Meu Deus, enviastes-me um novo encargo; dai-me a força de o desempenhar segundo a vossa santa vontade!”

Eis, meus amigos, o que eu queria ensinar-vos, a respeito do desprendimento dos bens terrenos. Resumirei dizendo: aprendei a contentar-vos com pouco. Se sois pobres, não invejeis o ricos, porque a fortuna não é necessária à felicidade. Se sois ricos, não esqueçais de que os vossos bens vos foram confiados, e que deveis justificar o seu emprego, como numa prestação de contas de tutela. Não sejais depositários infiéis, fazendo-os servir à satisfação do vosso orgulho e da vossa sensualidade. Não vos julgueis no direito de dispor deles unicamente para vós, pois não os recebestes como doação, mas como empréstimo. Se não sabeis pagar, não tendes o direito de pedir, e lembrai-vos de que dar aos pobres é saldar a dívida contraída para com Deus.

 

SÃO LUIS

Paris, 1860

15 – O princípio segundo o qual o homem é apenas o depositário da fortuna, de que Deus lhe permite gozar durante a vida, tira-lhe o direito de transmiti-la aos descendentes?           

O homem pode perfeitamente transmitir, ao morrer, os bens de que gozou durante a vida, porque a execução desse direito está sempre subordinada à vontade de Deus, que pode, quando o quiser, impedir que os descendentes venham a gozá-los. É por isso que vemos ruírem fortunas que pareciam solidamente estabelecidas. A vontade do homem, de conservar a sua fortuna na linha de sua descendência, é portanto impotente. Mas isso não lhe tira o direito de transmitir o empréstimo recebido, desde que Deus o retirará quando julgar conveniente.

 

 

REFLEXÕES: Texto auxiliar: Em toda a história da humanidade a desigualdade das riquezas sempre existiu e é motivo de revolta e de revoluções. Desigualdade na Terra reflete a desigualdade das necessidades evolutivas, a desigualdade dos próprios espíritos encarnados. O assunto de hoje está nas perguntas 808 a 813 do Livro dos Espíritos e nos fala sobre a desigualdade das riquezas.O Homem, nunca está satisfeito com o que tem: seja com o dinheiro, com o poder, com a saúde, ou com a família que tem.O homem equivocado crê que a distribuição equitativa, igualitária de todos os bens do mundo seria a solução, porém se a riqueza da Terra fosse distribuída por igual a cada homem, cada um receberia uma parte mínima e insuficiente.Supondo-se que isso pudesse ser feito, em pouco tempo essa igualdade deixaria de existir, em virtude das diferenças individuais: uns a aumentariam, outros, talvez a maioria, a gastariam na satisfação de seus desejos, das suas necessidades materiais, e em pouco tempo a desigualdade de dinheiro retornaria entre os homens.Os espíritos superiores nos esclarecerem que as riquezas são provas necessárias ao espírito na sua caminhada evolutiva.A fortuna é um meio de evolução moral e “um meio de ação para o progresso; todos a experienciam, no decorrer das reencarnações, ora uns, ora outros, a fim de que aprendam a usá-la com inteligência e sabedoria.A prova da pobreza é tão difícil quanto a da riqueza. Na primeira, pode haver a revolta e na segunda, o abuso dos bens da vida.Não é a riqueza em si que está em julgamento, mas a aplicação boa ou má que o homem faz dessa riqueza. Nas leis divinas não há privilégio, nem favores. Todos nós temos de evoluir, vivenciando igualmente, na existência certa, segundo as próprias capacidades, as experiências adequadas para a continuidade desse processo evolutivo.

PRECE E VIBRAÇÕES -
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

E assim, agradecendo a Jesus por mais esta oportunidade de estudo encerramos nossas reflexões rogando por todos aqueles que necessitam de nosso amor e nosso carinho fraterno,

Abençoe Mestre Amado nossa Pátria, a todos os países e a todos os povos, nossos irmãos, para que a Paz se estabeleça;

Abençoe Senhor, nossa Casa Espírita e todos os seus colaboradores e assistidos;

Abençoe Senhor, nossos familiares e amigos;

Que suas bênçãos chegue aos nossos irmãos que estão em sofrimento neste momentos, físico ou espiritual; aos enfermos, aos idosos, aos que estão sofrendo depressão, que sentem solidão...

Abençoe Senhor a todos aqueles que partiram deste mundo, que possam Senhor obter esclarecimento e que tenham aceitação de sua nova condição;

Abençoe Senhor a todos os jovens a todas as crianças para que não lhes faltem a proteção e o encaminhamento na estrada do bem.

E finalmente, pedimos por todos nós Senhor, que aqui estamos estudando e refletindo sobre o Teu Evangelho de Luz, roteiro de nossas vidas, que possamos receber sempre gotas, orvalhos de amor e paz em nossa caminhada.

E ao chegarmos ao fim de mais um ano, queremos agradecer a Deus, nosso Pai Bondoso, por tudo que recebemos, por todas as coisas boas e pelas lições que vieram nos despertar para o amadurecimento interior; por nos dado a oportunidade da presente encarnação, onde estamos tendo a chance de iniciar nossa caminhada cercado por pessoas que nos amam e a quem muito amamos.

Obrigada Jesus, por permitir que Teus Ensinamentos cheguem até nós; por nos dar a esperança de que podemos trabalhar para atingirmos um dia a Tua perfeição; pelo Teu amor infinito e dedicação com que nos cuida, ampara e consola.

Mestre Amado, pedimos ainda, que continue a nos presentear com este amor renovador e que todos aqui recebam os remédios necessários para suas dores físicas, espirituais, morais, mentais e para suas aflições.

Que as reflexões sobre Teu Evangelho de Luz possam estar sempre em nossas mente, trazendo-nos renovação de pensamentos, de atitudes e nos faça enxergar que somente levaremos desta vida os valores que penetram e transformam nossos Espíritos.

Obrigada Pai, Obrigada Jesus, pelo ano que se finda e pelo Ano que se inicia, que todos possamos ter Saúde, Paz e Harmonia, que possamos continuarmos sendo direcionados pelo Amor do Pai e por todos os ensinamentos de Jesus.

Que assim seja, hoje e sempre. Obrigada Senhor.

Um Feliz Ano Novo com Jesus a todos!!!

Até a próxima semana, Novo Ano, com as bênçãos de Deus.

Recebam nosso carinho e nossa gratidão.

Paz e Luz!

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