Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Beneficência - segundas-feiras Às 12hs

Departamento do Evangelho no Lar - CEFA - quarta-feira, 25 de novembro de 2015

HORA DO EVANGELHO NO LAR    

"Uma sociedade que se baseie na lei de Deus e na justiça deve prover a vida

do fraco sem que haja para ele humilhação.” (questão 888 de O Livro dos Espíritos)"

 

PRECE

Mestre Jesus, neste dia que amanhece queremos te pedir Senhor, que nos concede a Força que revigora e impulsiona a Vida, para superarmos o egoísmo, as imperfeições e os caprichos inferiores, que nos impedem de seguir o Teu projeto de Amor.

Ajuda-nos a sermos vigilantes em nossos sentimentos, pensamentos e ações, para não nos contentarmos em viver sonhos ilusórios e passageiros da vaidade, do poder, da ambição e de tudo o que é transitório no mundo!

Fortalece-nos na luta de todos os dias, concedendo-nos a graça de sentir e perceber Tua presença, nos amparando com Amor.

E neste momento em que estamos iniciando o Estudo do Teu Evangelho pedimos, ampara-nos e auxilia-nos o entendimento de Teus ensinamentos para que possamos aplicá-los em nossos dias, em nossas ações.

E assim, amparados e protegidos e em Teu Nome, Mestre Jesus, iniciamos nossas reflexões de hoje.

Sê conosco Mestre, hoje e sempre e que assim seja.

 

MENSAGEM INICIAL


Beneficência esquecida
 

Na solução aos problemas da caridade, não olvides a beneficência do campo mais íntimo, que tanta vez relegamos à indiferença.

Prega a fraternidade, aproveitando a tribuna que te componha os gestos e discipline a voz; no entanto, recebe na propriedade ou no lar, por verdadeiros irmãos, os companheiros de luta, assalariados a teu serviço.

Esclarece os Espíritos conturbados e sofredores nos círculos consagrados ao socorro daqueles que caíram em desajuste mental; contudo, acolhe com redobrado cari­nho os parentes desorientados que a provação desequi­libra ou ensandece.

Auxilia a erguer abrigos de ternura para as crian­ças abandonadas; todavia, abraça em casa os filhinhos que Deus te deu, conduzindo-lhes a mente infantil, atra­vés do próprio exemplo, ao santuário do dever e do tra­balho, do amor e da educação.

Espalha a doutrina de paz que te abençoa a senda, divulgando-a, por intermédio do conceito brilhante que te reponta da pena, mas não olvides exercê-la em ti pró­prio, ainda mesmo à custa de aflição e de sacrifício. para que o teu passo, entre as quatro paredes do insti­tuto doméstico, seja um marco de luz para os que te acompanham.

Cede aos necessitados daquilo que reténs no curso das horas...

Dá, porém, de ti mesmo aos semelhantes, em bon­dade e serviço, reconforto e perdão, cada vez que al­guém se revele faminto de proteção e desculpa, enten­dimento e carinho.

Beneficência! Beneficência!

Não lhe manches a taça com o veneno da exibição, nem lhe tisnes a fonte com o lodo da vaidade!

Recebe-lhe as sugestões de amor no imo do coração e, buscando-a primeiramente nos escaninhos da própria alma, sentiremos nós todos a intraduzível felicidade que se derrama da felicidade que venhamos a propiciar aos outros, conquistando, por fim, a alegria sublime que foge ao alarde dos homens para dilatar-se no silêncio de Deus.

Do cap. 5 do livro Religião dos Espíritos, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

LEITURA DO EVANGELHO
Cap. 13 – QUE A MÃO ESQUERDA NÃO SAIBA O QUE FAZ A DIREITA

A BENEFICÊNCIA– itens 14 a 16

CÁRITAS

Lyon, 1861

 14 – Há muitas maneiras de fazer a caridade, que tantos de vós confundem com a esmola. Não obstante, há grande diferença entre elas. A esmola, meus amigos, algumas vezes é útil, porque alivia os pobres. Mas é quase sempre humilhante, tanto para o que a dá, quanto para o que a recebe. A caridade, pelo contrário, liga o benfeitor e o beneficiário, e além disso se disfarça de tantas maneiras!

A caridade pode ser praticada mesmo entre colegas e amigos, sendo indulgentes uns para com os outros, perdoando-se mutuamente suas fraquezas, cuidando de não ferir o amor próprio de ninguém. ar nos seus corações. Eis uma das formas da caridade.

Para vós, espíritas, na vossa maneira de agir em relação aos que não pensam convosco, induzindo os menos esclarecidos a crer, sem os chorar, sem afrontar as suas convicções, mas levando-os amigavelmente às reuniões, onde eles poderão ouvir-nos, e onde saberemos encontrar a brecha que nos permitirá penetrar nos seus corações. Eis uma das formas da caridade.

Escutai agora o que é a caridade para com os pobres, esses deserdados do mundo, mas recompensados por Deus, quando sabem aceitar as suas misérias sem murmurações, o que depende de vós. Vou me fazer compreender por um exemplo. Vejo muitas vezes na semana uma reunião de damas de todas as idades. Para nós, como sabeis, são todas irmãs. Trabalham rápidas, bem rápidas. Os dedos são ágeis. Vede também como os rostos estão radiantes e como os seus corações batem em uníssono! Mas qual o seu objetivo? É que elas vêem aproximar-se o inverno, que será rude para as famílias pobres. As formigas não puderam acumular durante o verão os grãos necessários à provisão, e a maior parte de seus utensílios está empenhada. As pobres mães se inquietam e choram, pensando nos filhinhos que, neste inverno, sofrerão frio e fome! Mas tende paciência, pobres mulheres!

Deus inspirou a outras, mais afortunadas que vós. Elas se reuniram e confeccionam roupinhas. Depois, num destes dias, quando a neve tiver coberto a terra, e murmurardes, dizendo: “Deus não é justo!”, pois é esta a expressão comum dos vossos períodos de sofrimento, então vereis aparecer um dos enviados dessas boas trabalhadoras, que se constituíram em operárias dos pobres. Sim, era para vós que elas trabalhavam assim e vossos murmúrios se transformarão em bênçãos, porque, no coração dos infelizes, o amor segue de bem perto o ódio.

Como todas essas trabalhadoras necessitavam de encorajamento, vejo as comunicações dos Bons Espíritos lhes chegarem de todas as partes. Os homens que participam desta sociedade oferecem também o seu concurso, fazendo uma dessas leituras que tanto agradam. E nós, para recompensar o zelo de todos e de cada um em particular, prometemos a essas obreiras laboriosas uma boa clientela, que as pagará em moeda sonante de bênçãos, a única moeda que circula no céu, assegurando-lhes ainda, sem medo de nos arriscarmos, que essa moeda não lhes faltará.

UM ESPÍRITO PROTETOR

Lyon, 1861

 15 – Meus caros amigos, cada dia ouço dizerem entre vós: “Sou pobre, não posso fazer a caridade”. E cada dia, vê que faltais com a indulgência para com os vossos semelhantes.

Não lhes perdoais coisa alguma, e vos arvorais em juízes demasiado severos, sem vos perguntar se gostaríeis que fizessem o mesmo a vosso respeito.

A indulgência não é também caridade? Vós, que não podeis fazer mais do que a caridade indulgente, faz pelo menos essa, mas fazei-a com grandeza. Pelo que respeita à caridade material, quero contar-vos uma história do outro mundo.

Dois homens acabavam de morrer. Deus havia dito: “Enquanto esses dois homens viverem, serão postas as suas boas ações num saco para cada um, e quando morrerem, serão pesados esses sacos”. Quando ambos chegaram à sua última hora. Deus mandou que lhe levassem os dois sacos. Um estava cheio, volumoso, estufado, e retinia o metal dentro dele.

O outro era tão pequeno e fino, que se viam através do pano as poucas moedas que continha. Cada um dos homens reconheceu o que lhe pertencia:

“Eis o meu, — disse o primeiro — eu o conheço; fui rico e distribui bastante!”

O outro: “Eis o meu. Fui sempre pobre, ah! Não tinha quase nada para distribuir”.

Mas, ó surpresa: postos na balança, o maior tornou-se leve e o pequeno se fez pesado, tanto que elevou muito o outro prato da balança.

Então, Deus disse ao rico: “Deste muito, é verdade, mas o fizeste por ostentação, e para ver o teu nome figurando em todos os templos do orgulho.

Além disso, ao dar, não te privaste de nada. Passa à esquerda e fica satisfeito, por te ser contada a esmola como alguma coisa”.

Depois, disse ao pobre:

“Deste bem pouco, meu amigo, mas cada uma das moedas que estão na balança representou uma privação para ti. Se não distribuíste a esmola, fizeste a caridade, e o melhor é que a fizeste naturalmente, sem te preocupares de que a levassem à tua conta.

Foste indulgente; não julgaste o teu semelhante; pelo contrário, encontraste desculpas para todas as suas ações. Passa à direita, e vai receber a tua recompensa.

JOÃO

Bordeaux, 1861

16 – A mulher rica, feliz, que não tem necessidade de empregar o seu tempo nos trabalhos da casa, não pode dedicar algumas horas ao serviço do próximo? Que, com as sobras dos seus gastos felizes, compre agasalhos para o infeliz que tirita de frio; com suas mãos delicadas, confeccione roupas grosseiras, mas quentes, e ajude a mãe pobre a vestir o filho que vai nascer.

Se o seu filho, com isso, ficar com alguns rendados de menos, o daquela terá mais calor. Trabalhar para os pobres é trabalhar na vinha do Senhor.

E tu, pobre operária, que não dispõe de sobras, mas que desejas, no amor por teus irmãos, dar também um pouco do que possuis, oferece algumas horas do teu dia, do teu tempo, que é o teu único tesouro.

Faze alguns desses trabalhos elegantes que tentam os felizes, vende o produto dos teus serões, e poderás também proporcionar, a teus irmãos a tua parte de alívio. Terás, talvez, algumas fitas a menos, mas darás sapatos aos que vivem descalços.

E vós, mulheres devotadas a Deus, trabalhai também para as vossas obras piedosas, mas que os vossos trabalhos delicados e custosos não sejam feitos apenas para ornar as vossas capelas, ou para atrair a atenção sobre a vossa habilidade e paciência.

Trabalhai, minhas filhas, e que o resultado de vossas obras seja consagrado ao alívio de vossos irmãos em Deus. Os pobres são os seus filhos bem amados: trabalhar por eles é glorificá-lo. Sede os instrumentos da Providência, que diz: “Às aves do céu, Deus dá o alimento”. Que o ouro e a prata, tecidos pelos vossos dedos, se transformem em roupas e provisões para os necessitados. Fazei isso, e o vosso trabalho será abençoado. 

E todos vós, que podeis produzir, daí: daí o vosso gênio, daí as vossas inspirações, daí o vosso coração, que Deus vos abençoará. Poetas, literatos, que sois lidos somente pela gente de sociedade, preenchei os seus lazeres, mas que o produto de algumas de vossas obras seja destinado ao alívio dos infelizes. Pintores, escultores, artistas de todos os gêneros, que a vossa inteligência venha também ajudar os vossos irmãos: não tereis menos glória por isso, e eles terão alguns sofrimentos a menos.

Todos vós podeis dar: a qualquer classe a que pertençais, tereis sempre alguma coisa que pode ser dividida. Seja o que for que Deus vos tenha dado, deveis uma parcela aos que não têm sequer o necessário, pois em seu lugar ficaríeis contentes, se alguém dividisse convosco. Vossos tesouros da terra diminuirão um pouco, mas vossos tesouros do céu serão mais abundantes: colhereis pelo cêntuplo, lá em cima, o que semeardes em benefícios aqui em baixo.

REFLEXÕES: Texto auxiliar: Cáritas, escreve sobre as várias maneiras de se fazer a caridade, que não deve ser confundida com a esmola. O Espírito Protetor inicia-se citando as pessoas que dizem não poder fazer a caridade por serem pobres, por não possuírem condições para dar do que têm. E João de Bordéus, dirige o primeiro parágrafo às mulheres e os dois últimos a todos, homens e mulheres. Então meus irmãos, ainda é difícil para nós fazermos a caridade no seu verdadeiro sentido, tanto material quanto moral.  Precisamos trabalhar em nós, a doação de coração e entendermos, compreendermos as fragilidades daquele que necessita e recebe a doação. Diz-nos Joana de Angelis que Jesus iniciou o sublime serviço de caridade para com todos, especialmente para com os portadores das grandes enfermidades. Que Ele jamais selecionou quem quer que seja, que nunca negou assistência carinhosa e socorro especial, de acordo com a problemática de que a criatura fosse portadora. E que após o seu retorno ao Pai, Simão Pedro ergueu, em sua memória, nos Arredores de Jerusalém, o primeiro núcleo de socorro a todos quantos se encontrassem sob sofrimento. Assim, a beneficência cristã iniciou o auxílio fraternal a todos os indivíduos, sem qualquer preconceito em relação à sua origem, crença, comportamento, todos considerados irmãos em necessidades, filhos do mesmo Pai. Diz-nos a Benfeitora que a beneficência é a mãe generosa da promoção do ser humano, que alguns dedicam-se à educação, outros aos cuidados médicos, mais outros à velhice abandonada, grande número ao alimento, ao vestuário, ao medicamento, à solidariedade da palavra gentil e fraternal. E nos orienta que nem o silêncio constrangedor nem o falatório desagradável deve ser a nossa atitude existencial. Mas que devemos sim, manter o nosso silêncio moral distribuindo-o em palavras sábias com todos aqueles que nos buscarem o auxílio.

PRECE E VIBRAÇÕES -
"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

 E assim, Jesus Amigo, neste momento em que vamos encerrando mais um encontro de corações, nós Vos pedimos que os fluidos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos receber as bênçãos que necessitamos.

Mestre Jesus te agradecemos por tudo que temos recebido, pelos Teus ensinamentos e pelas oportunidades do estudo e trabalho edificante em nossas vidas e ainda Te rogamos: assim, Ampara e Proteja a todos os Países, A TODOS os povos, a todos aqueles, nossos irmãos, que estão em sofrimento, vítimas de tragédias como as de Mariana, de Paris e de tantos outros países.  Te rogamos Senhor por todos aqueles que se encontram em depressão, desconsolados e desamparados de si mesmos, que recebam nossas vibrações de Paz, Saúde e Harmonia. Rogamos Senhor pela saúde dos enfermos e por todos aqueles que neste momento estão desempregados, buscando alternativas para suas vidas. Que todos recebam a Luz do Teu amor consolador e esclarecedor. Abençoe Senhor nossos familiares, amigos e inimigos pois todos precisam de Ti.  Senhor, intercedei, junto ao Pai Todo Amor, por todos nós, Vossos irmãos da retaguarda.

“Deus, nosso Pai, que tendes Poder e Bondade, dai a força aquele que passa pela provação, dai a luz aquele que procura a verdade, 
ponde no coração do homem a compaixão e a caridade. 
DEUS! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso. 
Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao Espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai. 

Senhor! Que Vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes. 
Piedade, Senhor, para aqueles que Vos não conhecem, esperança para aqueles que sofrem. 
Que a Vossa bondade permita aos Espíritos Consoladores, derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé. 

DEUS! Um raio, uma faísca do Vosso amor, pode abrasar a Terra; 
deixai-nos beber na fonte dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmarão. 
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor. 

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh! Bondade, oh! Beleza, oh! Perfeição, 
e queremos de algum modo alcançar a Vossa misericórdia. 

DEUS! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós, dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Santíssima Imagem. “
Que assim seja!

 

Uma semana feliz a todos e até a próxima segunda-feira, impreterivelmente às 12hs. Paz e Luz!

comments powered by Disqus