Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Orgulho e Humildade- Todas as segundas - 12 hs.

Centro Espírita Francisco de Assis - Depto do Evangelho no Lar - segunda-feira, 12 de outubro de 2015

HORA DO EVANGELHO NO LAR

“Despertai, meus irmãos, meus amigos!
Que a voz dos Espíritos vos toque o coração.
Sede generosos e caridosos, sem ostentação.”
” (ESE - Cap. VII – item 11)



PRECE INICIAL
Queridos irmãos, é muito bom estarmos juntos novamente para estes momentos de ensinamentos, reflexões, de refazimento e de oração.
Que Jesus nos abençoes. Vamos então orar: Mestre Jesus, Senhor das Nossas vidas, neste momento estamos unidos em prece para rogar-te o amor a paz, para aliviar as dores, dar-nos lucidez, auxiliar-nos senhor, a termos disciplina em nossas emoções, em nossas falas e em nossas ações.
Mestre abençoe toda a terra e ilumine a grande família humana e que Teu Reino de Paz e de Amor esteja em todos os corações.
E assim, protegidos e amparados e em Teu nome iniciamos o nosso estudo de hoje.
Permaneça conosco Mestre.
Que assim seja!
Graças a Deus. Graças a Jesus. (se preferir faça sua prece do coração)

LEITURA INICIAL

O ESPOSO DA POBREZA

Francisco de Assis, um dia,
Assim que deixara a orgia
No castelo,
Entregou-se à Natureza
A uma vida de aspereza
Num canto doce e singelo.
Abandonara a vaidade,
Buscando a paz da humildade,
A santa luz da harmonia;
E nas horas de repouso,
Francisco em estranho gozo
A voz de Jesus ouvia:

— “Filho meu, faze-te esposo.
Da pobreza desvalida,
Emprega toda a tua vida
Na doce faina do bem.
Francisco, ouve, ninguém.
Vai aos Céus sem a bondade,
Que é a grande felicidade
De todos os corações.

Esquece as imperfeições!...
Vai, conforta os desgraçados,
Sedentos e esfomeados,
Flagelados pela dor.
Quem alivia e consola,
Recebe também a esmola
Das luzes do meu amor!”

Francisco chorava e ria,
E em divinal alegria
Via os lírios e os jasmins,
Que não fiam, que não tecem,
Com roupagens que parecem
Vestidos de Serafins;
As aves que não trabalham
E no entanto se agasalham,
Os celeiros da fartura,
Saltando de galho em galho
Buscando a graça do orvalho,
Bênção do Céu, doce e pura.

Via a terra enverdecida
Exaltando a força e a vida,
A seiva misteriosa
No seio dos vegetais,
E a ânsia cariciosa
Das almas dos animais.

E sobretudo, inda via,
A sacrossanta harmonia
Do coração sofredor,
Que não tendo amor nem luz,
Tem tesouros de esplendor
No terno amor de Jesus.

Francisco de Assis, então,
Submerso o coração
Em sublimes alegrias,
Entregou-se às harmonias
Vibrantes da Natureza,
Tornou-se o amparo da dor
E guiado pelo amor
Fez-se Esposo da Pobreza...

Da Obra Parnaso de Além Túmulo, de Júlio Diniz/Chico Xavier


LEITURA DO EVANGELHO


Capítulo VII – Bem aventurados os pobres de espírito
Instruções dos Espíritos
I – O Orgulho e a Humildade


LACORDAIRE
Constantina, 1863


11 – Que a paz do senhor esteja convosco, meus queridos amigos! Venho até vós para encorajar-vos a seguir o bom caminho.
Aos pobres de Espíritos que outrora viveram na Terra, Deus concede a missão de vir esclarecer-vos. Bendito seja pela graça que nos dá, de podermos ajudar o vosso adiantamento. Que o Espírito Santo me ilumine, me ajude a tornar compreensível a minha palavra, e me conceda a graça de pô-la ao alcance de todos. Todos vós, encarnados, que estais sob a pena e procurais a luz, que à vontade de Deus venha em minha ajuda, para fazê-la brilhar aos vossos olhos!
A humildade é uma virtude bem esquecida, entre vós. Os grandes exemplos que vos foram dados são tão poucos seguidos. E, no entanto, sem humildade, podeis ser caridosos para o vosso próximo? Oh!, não, porque esse sentimento nivela os homens, mostra-lhes que são irmãos, que devem ajudar-se mutuamente, e os encaminha ao bem. Sem a humildade, enfeitai-vos de virtudes que não possuis, como se vestísseis um hábito para ocultar as deformidades do corpo. Lembrai-vos daquele que nos salva; lembrai-vos da sua humildade, que o fez tão grande e o elevou acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometeu o Reino dos Céus aos mais pobres, foi porque os grandes da Terra imaginavam que os títulos e as riquezas eram a recompensa de seus méritos, e que a sua essência era mais pura que a do pobre. Acreditavam que essas coisas lhes eram devidas, e por isso, quando Deus as retira, acusam-no de injustiça. Oh, irrisão e cegueira! Deus, acaso, estabeleceu entre vós alguma distinção pelos corpos? O invólucro do pobre não é o mesmo do rico? O Criador fez duas espécies de homens? Tudo quanto Deus fez é grande e sábio. Não lhe atribuais as idéias concebidas por vossos cérebros orgulhosos.
Oh!, rico! Enquanto dormes em teus aposentos suntuosos, ao abrigo do frio, não sabes quantos milhares de irmãos, iguais a ti, jazem na miséria? O desgraçado faminto não é teu igual? Bem sei que o teu orgulho se revolta com estas palavras. Concordarás em lhe dar uma esmola; nunca, porém, em lhe apertar fraternalmente a mão. Que! exclamarás: Eu, nascido de sangue nobre, um dos grandes da Terra, ser igual a esse miserável estropiado? Vã utopia de pretensos filósofos! Se fôssemos iguais, porque Deus o teria colocado tão baixo e a mim tão alto? É verdade que vossas roupas não são nada iguais, mas, se vos despirdes a ambos, qual a diferença que então haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás. Mas a química não encontrou diferenças entre o sangue do nobre e do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem te diz que também não foste miserável como ele? Que não pediste esmolas? Que não a pedirás um dia a esse mesmo que hoje desprezas? As riquezas são por acaso eternas? Não acabam com o corpo, invólucro perecível do Espírito? Oh, debruça-te humildemente sobre ti mesmo! Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que constitui a grandeza e a humilhação no outro; pensa que a morte não te poupará mais do que aos outros; que os teus títulos não te preservarão dela; que te pode ferir amanhã, hoje, dentro de uma hora; e se ainda te sepultas no teu orgulho, oh! Então, eu te lamento, porque serás digno de piedade!
Orgulhosos! Que fostes, antes de serdes nobres e poderosos? Talvez mais humildes que o último de vossos servos. Curvai, portanto, vossas frontes altivas, que Deus as pode rebaixar, no momento mesmo em que as elevais mais alto. Todos os homens são iguais na balança divina; somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. Todos os Espíritos são da mesma essência, e todos os corpos foram feitos da mesma massa. Vossos títulos e vossos nomes em nada a modificam; ficam no túmulo; não são eles que dão a felicidade prometida aos eleitos; a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza.
Pobre criatura! És mãe, e teus filhos sofrem. Estão com frio. Têm fome. Vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te para conseguir um pedaço de pão. Oh, eu me inclino diante de ti! Como és nobre, santa e grande aos meus olhos! Espera e ora: a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos, que nele confiam, Deus concede o Reino dos Céus.
E tu, que és moça, pobre filha devotada ao trabalho, entregue às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que chorar? Que teus olhos se voltem, piedosos e serenos, para Deus: às aves do céu ele dá o alimento. Confia nele, que não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres mundanos, te faz bater o coração. Querias também enfeitar de flores a fronte e misturar-te aos felizes da Terra, dizes que poderias, como as mulheres que vês passar, estouvadas e alegres, ser rica também. Oh, cala-te, filha! Se soubesses quantas lágrimas e dores sem conta se ocultam sob esses vestidos bordados, quantos suspiros se asfixiam sob o ruído dessa orquestra feliz, preferirias teu humilde retiro e tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo da guarda volte para Ele, escondendo o rosto sob as asas brancas, e te deixe com os teus remorsos, sem guia, sem apoio, neste mundo em que estarias perdida, esperando a punição no outro. E todos vós que sofreis as injustiças dos homens, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, lembrando que vós mesmos não estais sem manchas: isso é caridade, mas é também humildade. Se suportais calúnias, curvai a fronte diante da prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se vossa conduta é pura, Deus não pode vos recompensar? Suportar corajosamente as humilhações dos homens, é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e todo-poderoso.
Oh!, meu Deus, será preciso que o Cristo volte novamente a Terra, para ensinar aos homens as tuas leis, que eles esquecem? Deverá ele ainda expulsar os vendilhões do templo, que maculam tua casa, esse recinto de orações? E, quem sabe?, oh, homens, se Deus vos concedesse essa graça, se não o renegaríeis de novo, como outrora? Se não o acusaríeis de blasfemo, por vir abater o orgulho dos fariseus modernos? Talvez, mesmo, se não o faríeis seguir de novo o caminho do Gólgota?
Quando Moisés subiu ao Monte Sinai, para receber os mandamentos da Lei de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o verdadeiro Deus. Homens e mulheres entregaram seu ouro, para a fabricação de um ídolo que abandonaram. Homens civilizados fazeis, entretanto, como eles. O Cristo vos deixou a sua doutrina, vos deu o exemplo de todas as virtudes, mas abandonastes exemplos e preceitos. Cada um de vós, carregando as suas paixões, fabricou um deus de acordo com a sua vontade: para uns terrível e sanguinário; para outros, indiferente aos interesses do mundo. O deus que fizestes é ainda o bezerro de ouro, que cada qual apropria aos seus gostos e às suas idéias.
Despertai, meus irmãos, meus amigos! Que a voz dos Espíritos vos toque o coração. Sede generosos e caridosos, sem ostentação. Quer dizer: fazei o bem com humildade. Que cada um vá demolindo aos poucos os altares elevados ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos, e atingireis o reino da verdade. Não duvideis mais da bondade de Deus, agora que Ele vos envia tantas provas. Viemos preparar o caminho para o cumprimento das profecias. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais esplendente da sua clemência, que o enviado celeste vos encontre reunidos numa grande família; que os vossos corações, brandos e humildes, sejam dignos de receber a palavra divina que Ele vos trará; que o eleito não encontre em seu caminho senão as palmas dispostas pelo vosso retorno ao bem, à caridade, à fraternidade; e então o vosso mundo se tornará um paraíso terreno. Mas se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos, enviados para purificar e renovar as vossas sociedades civilizadas, ricas em conhecimentos e não obstante tão pobre de bons sentimentos, ah! nada mais nos restarás do que chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não acontecerá. Voltai-vos para Deus, vosso pai, e então nós todos, que trabalhamos para o cumprimento da sua vontade, entoaremos o cântico de agradecimento ao Senhor, por sua inesgotável bondade, e para o glorificar por todos os séculos. Assim seja.

REFLEXÕES: Texto auxiliar: O termo humildade vem de húmus, palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente. Assim, uma pessoa humilde está sempre disposta a aprender e deixar brotar no solo fértil da sua alma, a boa semente. Orgulho – de acordo com nossos dicionários, orgulho é um sentimento de dignidade pessoal; brio, altivez. Conceito exagerado de si próprio; amor-próprio demasiado; soberba. Orgulho é o principal motivo de quase todas as nossas ações, está sempre presente. E é muito fácil contatar isso. É por orgulho que discutimos, que nos melindramos, é por orgulho que brigamos, é por orgulho ferido que nos magoamos, é o orgulho que dificulta o perdão. Humildade não é questão de ser pobre ou de aparentar ser simples, é questão de na sua intimidade, no seu intimo, mostrar simplicidade, é não se sentir superior a nada e nem a ninguém. Humildade é um estado da alma.


VIBRAÇÕES E PRECE FINAL

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia."
[Emmanuel / Chico Xavier]


E assim, agradecidos, com nosso ambiente tranqüilo e com nossos pensamentos elevados vamos doar e vibrar por todos aqueles que necessitam de um gesto amigo, de um bálsamo para suas dores. Que em teu Nome Mestre Jesus e com o auxílio dos bons Espíritos, possamos ajudar àqueles que estão mais necessitados do que nós.
De toda a alma te rogamos: abençoa a todos os que sofrem. Dá a cada um a suavização para suas dores, um bálsamo para suas tristezas!
Nos hospitais, nos lares, nos abrigos, pelas ruas ou em casas de repouso, os enfermos esperam um conforto e querem sarar. Senhor, que nossas vibrações levem até eles o alívio para seus males e se for permitido, que recuperem a saúde.
Vibramos pelas crianças e pelos jovens: que não lhes falte o amparo material e espiritual, o amor e a orientação da alma!
Abençoa, Senhor, os dirigentes de todas as nações, especialmente os do nosso país. Que sob tua proteção, governem com amor e justiça, em favor dos povos.
Abençoa, Senhor, aos dirigentes e trabalhadores de casas espíritas e aos dirigentes religiosos que levam a todos os lugares o Teu Evangelho de Luz, que Tua paz, Teus ensinamentos e a Luz do Teu Evangelho, se expandam sempre mais.
Que a proteção divina se estenda a todos os lares, ao nosso também, que neles reinem o respeito, a harmonia, a ajuda mútua e o amor.
Quanto a nós, Senhor, pedimos o perdão de nossas falhas e te suplicamos, auxilia-nos a desenvolvermos as virtudes que colocaste dentro de nossas almas. Auxilia-nos a sermos mais serenos, mais humildes, compreensivos e fraternos uns com os outros.
E assim Mestre, rogamos ainda que os fluidos divinos sejam depositados em nossas águas e que através deles possamos adquirir equilíbrio físico e espiritual, força e coragem para as lutas de todos os dias.
Graças Vos damos Mestre Jesus, por chegarmos ao final de nossas reflexões, ajudando e sendo ajudados. Graças pelo privilégio do trabalho no bem, pelo estudo edificante e principalmente pela Tua presença em nossas vidas. Esteja conosco Senhor, hoje e sempre.
Que assim seja

 
Abraços fraternos a todos, fiquem com Deus e recebam nosso carinho. Até a próxima semana.
Depto de Evangelho no Lar - CEFA.

 

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