Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Utilidade Providencial da Fortuna - Estudo Semanal

Centro Espírita Francisco de Assis - Depto do Evangelho no Lar - segunda-feira, 31 de agosto de 2015

HORA DO EVANGELHO NO LAR  
“Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer um e amar ao outro, ou há de entregar-se a um e não fazer caso do outro; vós não podeis servir a Deus e às riquezas. (Lucas, XVI: 13).” (ESE – Cap. XVI – item 1).

PRECE INICIAL
Queridos irmãos...que Jesus nos abençoe e nos ilumine.
Agradecidos por mais esta oportunidade de aprendizado, vamos elevando nossos pensamentos ao nosso Amado e querido Pai, rogando que fortaleça-nos em nossa caminhada evolutiva e que permita estarmos aqui, acompanhados dos Teus mensageiros de luz, para podermos aprender um pouco mais sobre as Tuas divinas leis.
Pai, envolve a todos nós que aqui nos encontramos, iluminando-nos com a luz do saber, do entendimento e da fraternidade. Que nosso aprendizado de hoje converta-se em ações no nosso dia a dia. Que Tuas bênçãos sejam derramadas sobre todos nós, permitindo que o brilho de Tua Luz esteja sempre presente em nossos dias. Auxilia-nos a sermos merecedores do Teu Amor, Que Tua Divina presença em nosso lar seja sempre a força do amparo, da proteção e da coragem que necessitamos para aprendermos, crescermos, evoluindo sempre. Seja, Senhor, sempre nossa fonte de inspiração.
E assim, em Teu Nome e em Nome de nosso Mestre Jesus, iniciamos mais um Estudo do Evangelho.
Que assim seja. (se preferir, faça sua prece do coração, fale com Jesus, ele compreenderá...tenha fé.)

LEITURA DO EVANGELHO
Cap.16 – SERVIR A DEUS E A MAMON.
Utilidade Providencial da Fortuna
7 – Se a riqueza tivesse de ser um obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, como se poderia inferir de certas expressões de Jesus, interpretadas segundo a letra e não segundo o espírito? Deus, que a distribui, teria posto nas mãos de alguns um instrumento fatal de perdição, o que repugna à razão. A riqueza é, sem dúvida, uma prova mais arriscada, mais perigosa que a miséria, em virtude das excitações e das tentações que oferece, da fascinação que exerce. É o supremo excitante do orgulho, do egoísmo e da vida sensual. É o laço que mais poderosamente liga o homem a Terra e desvia os seus pensamentos do céu. Produz tamanha vertigem, que vemos quase sempre os que passam da miséria à fortuna esquecerem-se rapidamente da sua antiga posição, bem como dos seus companheiros, dos que os ajudaram, tornando-se insensíveis, egoístas e fúteis. Mas, por tornar o caminho mais difícil, não se segue que o torne inviável, e não possa vir a ser um meio de salvação nas mãos do que a sabe utilizar, como certos venenos que restabelecem a saúde, quando empregados a propósito e com discernimento.
Quando Jesus disse ao moço que interrogava sobre os meios de atingir a vida eterna: “Desfaze-te de todos os bens, e segue-me”, não pretendia estabelecer como princípio absoluto que cada um devia despojar-se do que possui, e que a salvação só se consegue a esse preço, mas mostrar que o apego aos bens terrenos é um obstáculo à salvação. Aquele moço, com efeito, julgava-se quite com a lei, porque havia observado certos mandamentos, e no entanto recusava à idéia de abandonar os seus bens; seu desejo de obter a vida eterna não ia até esse sacrifício.
A proposição que Jesus lhe fazia era uma prova decisiva, para por às claras o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem dúvida, ser um padrão de homem honesto, segundo o mundo, não prejudicar a ninguém, não maldizer o próximo, não ser frívolo, nem orgulhoso, honrar ao pai e a mãe. Mas não tinha a verdadeira caridade, pois a sua virtude não chegava até à abnegação. Eis o que Jesus quis demonstrar. Era uma aplicação do princípio: Fora da caridade não há salvação.
A conseqüência daquelas palavras, tomadas na sua mais rigorosa acepção, seria a abolição da fortuna, como prejudicial à felicidade futura e como fonte de incontáveis males terrenos; e isso seria também a condenação do trabalho, que a pode proporcionar. Conseqüência absurda, que reconduziria o homem à vida selvagem, e que, por isso mesmo, estaria em contradição com a lei do progresso, que é uma lei de Deus.
Se a riqueza é a fonte de muitos males, se excita tantas más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos ater-nos, mas o homem que dela abusa, como abusa de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que poderia ser-lhe mais útil, o que é uma conseqüência do estado de inferioridade do mundo terreno. Se a riqueza só tivesse de produzir o mal, Deus não a teria posto na Terra. Cabe ao homem transformá-la em fonte do bem. Se ela não é uma causa imediata do progresso moral, é, sem contestação, um poderoso elemento do progresso intelectual.
O homem, com efeito, tem por missão trabalhar pela melhoria material do globo. Deve desbravá-lo, saneá-lo, dispô-lo para um dia receber toda a população que a sua extensão comporta. Para alimentar essa população, que cresce sem cessar, deve aumentar a produção. Se a produção de uma região for insuficiente, precisa ir buscá-la noutra. Por isso mesmo, as relações de povo a povo tornam-se uma necessidade, e para facilitá-las é forçoso destruir os obstáculos materiais que os separam, tornar mais rápidas as comunicações. Para os trabalhos das gerações, que se realizam através dos séculos, o homem teve de extrair materiais das próprias entranhas da terra. Procurou na ciência os meios de executá-los mais rápida e seguramente; mas, para fazê-lo, necessitava de recursos: a própria necessidade o levou a produzir a riqueza, como o havia feito descobrir a ciência. A atividade exigida por esses trabalhos lhe aumenta e desenvolve a inteligência. Essa inteligência, que ele a princípio concentra na satisfação de suas necessidades materiais, o ajudará mais tarde a compreender as grandes verdades morais. A riqueza, portanto, sendo o primeiro meio de execução, sem ela não haveria grandes trabalhos, nem atividade, nem estímulo, nem pesquisas: com razão, pois, é considerada elemento de progresso.

VIBRAÇÕES
Com nossos pensamentos e sentimentos harmonizados vamos nos elevando até Nosso Pai e nos preparando para doarmos de nós próprios. Senhor, ampara nosso propósito de servir. Que em teu nome e com o auxílio dos bons Espíritos, possamos ajudar àqueles que estão mais necessitados do que nós.
Pai, há quem esteja muito infeliz neste momento. De toda a alma te rogamos: abençoa os que sofrem! Dá a cada sofredor a suavização de suas dores, um bálsamo para suas tristezas!
Senhor, muitos de nossos irmãos estão nos vícios, no crime, nos grandes prejuízos físicos e morais. Rogamos que os Bons Espíritos, ajude algum irmão nosso a sair desse estado de doença espiritual e voltar ao equilíbrio e à dignidade.
Nos hospitais, nos lares, nos abrigos, pelas ruas ou em casas de repouso, os enfermos esperam um conforto e querem sarar. Senhor, que as nossas vibrações neste instante levem até eles o alívio para seus males e se for permitido, que recuperem a saúde.
Agora, Deus bondoso, vibramos pelas crianças e pelos jovens: que não lhes falte o amparo material e espiritual, o amor e a orientação da alma!
Abençoa, Senhor, os dirigentes de todas as nações, especialmente os do nosso país. Que sob tua proteção, governem com amor e justiça, em favor do seu povo.
Abençoa os maus, Senhor, afim de que se arrependam, progridam e se melhorem.
Abençoe igualmente, Pai, as criaturas que, cheias de amor e boa vontade, querem praticar o bem, trabalhar em favor do próximo. Que consigam realizar todo o bem que desejam fazer! E que saibamos ampará-las e cooperar com elas em seus labores, em suas tarefas caridosas.
Que a proteção divina se estenda a todos os lares, ao nosso também, que neles reinem o respeito, a harmonia, a ajuda mútua e o amor.
Quanto a nós, Senhor, pedimos perdão de nossas falhas. Ajuda-nos a desenvolver as virtudes que colocaste dentro de nossa alma. Ajuda-nos a sermos mais serenos, compreensivos e fraternos uns com os outros.
Graças, Senhor, por todas as bênçãos que sempre nos dás e principalmente por estes momentos de vibrações, em que pudemos nos doar. Obrigada, Senhor.
Que assim seja. (silenciar uns segundinhos)

PRECE FINAL
Jesus amigo, neste momento em que vamos encerrando mais um momento de estudo do Teu Evangelho de Luz, elevamos nossos pensamentos e nossos sentimentos a Ti, querido amigo e a Deus Pai, com toda nossa gratidão.
Rogamos aos Bons Espíritos, encarregados da fluidificação das águas, que depositem em nossas águas as energias salutares para nosso equilíbrio físico, espiritual e mental.
Obrigada, Pai, por tudo que temos recebido, permita Senhor que possamos mais uma vez, pedir Tuas bênçãos de paz, misericórdia e amor para todos nós e nossos familiares.
Que possamos retribuir sempre o muito que recebemos, amando-nos uns aos outros.
Que possamos estar sempre contigo, na certeza de que estás sempre conosco.
Que assim seja.
“Pai Nosso....”

Graças a Deus! Graças a Jesus.


Que todos nós possamos ter uma semana de paz, de amor e harmonia. Que Jesus esteja sempre presente em nossas vidas. Recebam nosso abraço fraterno e até na próxima semana para mais um encontro de corações.

comments powered by Disqus