Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Ingratidão dos Filhos e Laços de Família - Segundas-feiras.

Centro Espírita Francisco de Assis - Depto do Evangelho no Lar - segunda-feira, 3 de agosto de 2015

HORA DO EVANGELHO NO LAR
“Tomai conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa a missão que vos está confiada e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente.”
(ESE – Cap. XIV).

PRECE INICIAL
Queridos irmãos...que Jesus nos abençoe em mais um estudo do evangelho.
Vamos acalmando nossos corações, colocando nossas angustias e nossas aflições nas Mãos Misericordiosas de Jesus e suplicar a Ele que nos ampare, fortaleça e abençoe nossa caminhada rumo à evolução.
Vamos deixando fluir em nossa mente, em nossos sentimentos a Paz que Jesus nos deu e vamos orar:
“Pai de Infinita Bondade, sustenta-nos o coração no caminho que nos assinalaste! Infunde-nos o desejo de ajudar àqueles que nos cercam, dando-lhes das migalhas que possuímos para que a felicidade se multiplique entre nós. Dai-nos a força de lutar pela nossa própria regeneração, nos círculos de trabalho em que fomos situados, por teus sábios desígnios.
Auxilia-nos a conter as nossas próprias fraquezas, para que não venhamos a cair nas trevas, vitimados pela violência.
Ensina-nos a reconhecer tua bondade em todos os acontecimentos e em todas as coisas.
Concede-nos, sobretudo, a graça de compreender a tua vontade seja como for, onde estivermos, a fim de que saibamos servir em teu nome e para que sejamos filhos dignos de teu infinito amor.
Que assim seja!

MENSAGEM
“O lar é o templo da família. Os filhos são empréstimos divinos para a construção do futuro ditoso.
Todo o tempo possível deve ser aplicado na convivência familiar, através dos diálogos, dos exemplos, tornando-se o método mais eficaz de educação.
Os hábitos adquiridos no lar permanecem por toda a existência e se transferem para além do corpo.
Educar é viver com dignidade, deixando que se impregnem de conteúdos, com vigor, aqueles que participam da convivência doméstica.
Tudo quanto invistas no lar retornará conforme a aplicação feita.
Faze do teu lar a oficina onde a felicidade habita.”
Joana de Angelis – psicografia de Divaldo P. Franco - Livro: Vida Feliz.

LEITURA DO EVANGELHO
Cap.14 – HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE.
I – A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família
SANTO AGOSTINHO
Paris, 1862
9 – A ingratidão é um dos frutos mais imediatos do egoísmo, e revolta sempre os corações virtuosos. Mas a dos filhos para com os pais tem um sentido ainda mais odioso. É desse ponto de vista que a vamos encarar mais especialmente, para analisar-lhe as causas e os efeitos. Nisto, como em tudo, o Espiritismo vem lançar luz sobre um dos problemas do coração humano.
Quando o Espírito deixa a Terra, leva consigo as paixões ou as virtudes inerentes à sua natureza, e vai no espaço aperfeiçoar-se ou estacionar, até que deseje esclarecer-se. Alguns, portanto, levam consigo ódios violentos e desejos de vingança. A alguns deles, porém, mais adiantados, é permitido entrever algo da verdade: reconhecem os funestos efeitos de suas paixões, e tomam então boas resoluções; compreendem que, para se dirigirem a Deus, só existe uma senha – caridade. Mas não há caridade sem esquecimento das ofensas e das injúrias, não há caridade com ódio no coração e sem perdão.
É então que, por um esforço inaudito, voltam o seu olhar para os que detestaram na Terra. À vista deles, porém, sua animosidade desperta. Revoltam-se à ideia de perdoar, e ainda mais a de renunciarem a si mesmos, mas sobretudo a de amar aqueles que lhes destruíram talvez a fortuna, a honra, a família. Não obstante, o coração desses infortunados está abalado. Eles hesitam, vacilam, agitados por sentimentos contrários. Se a boa resolução triunfa, eles oram a Deus, imploram aos Bons Espíritos que lhes dêem forças no momento mais decisivo da prova.
Enfim, depois de alguns anos de meditação e de preces, o Espírito se aproveita de um corpo que se prepara, na família daquele que ele detestou, e pede, aos Espíritos encarregados de transmitir as ordens supremas, permissão para ir cumprir sobre a Terra os destinos desse corpo que vem de se formar. Qual será, então, a sua conduta nessa família? Ela dependerá da maior ou menor persistência das suas boas resoluções. O contato incessante dos seres que ele odiou é uma prova terrível, da qual às vezes sucumbe, se a sua vontade não for bastante forte. Assim, segundo a boa ou má resolução que prevalecer, ele será amigo ou inimigo daqueles em cujo meio foi chamado a viver. É assim que se explicam esses ódios, essas repulsas instintivas, que se notam em certas crianças, e que nenhum fato exterior parece justificar. Nada, com efeito, nessa existência, poderia provocar essa antipatia. Para encontrar-lhe a causa, é necessário voltar os olhos ao passado.
Oh!, espíritas! Compreendei neste momento o grande papel da Humanidade! Compreendei que, quando gerais um corpo, a alma que se encarna vem do espaço para progredir. Tomai conhecimento dos vossos deveres, e ponde todo o vosso amor em aproximar essa alma de Deus: é essa a missão que vos está confiada e da qual recebereis a recompensa, se a cumprirdes fielmente. Vossos cuidados, a educação que lhe derdes, auxiliarão o seu aperfeiçoamento e a sua felicidade futura. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe, Deus perguntará: “Que fizestes da criança confiada à vossa guarda?” Se permaneceu atrasada por vossa culpa, vosso castigo será o de vê-la entre os Espíritos sofredores, quando dependia de vós que fosse feliz. Então vós mesmos, carregados de remorsos, pedireis para reparar a vossa falta: solicitareis uma nova encarnação, para vós e para ela, na qual a cercareis de mais atentos cuidados, e ela, cheia de reconhecimento, vos envolverá no seu amor.
Não recuseis, portanto, o filho que no berço repele a mãe, nem aquele que vos paga com a ingratidão: não foi o acaso que o fez assim e que vo-lo enviou. Uma intuição imperfeita do passado se revela, e dela podeis deduzir que um ou outro já odiou muito ou foi muito ofendido, que um ou outro veio para perdoar ou expiar. Mães! Abraçai, pois, a criança que vos causa aborrecimentos, e dizei para vós mesmas: “Uma de nós duas foi culpada”. Merecei as divinas alegrias que Deus concedeu à maternidade, ensinando a essa criança que ela está na Terra para se aperfeiçoar, amar e abençoar. Mas, ah! Muitas dentre vós, em vez de expulsar por meio da educação os maus princípios inatos, provenientes das existências anteriores, entretém e desenvolvem esses princípios, por descuido ou por uma culposa fraqueza. E, mais tarde, o vosso coração ulcerado pela ingratidão dos filhos, será para vós, desde esta vida, o começo da vossa expiação.
A tarefa não é tão difícil como podereis pensar. Não exige o saber do mundo: o ignorante e o sábio podem cumpri-la, e o Espiritismo vem facilitá-la, ao revelar a causa das imperfeições do coração humano.
Desde o berço, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz de sua existência anterior. É necessário aplicar-se em estudá-los. Todos os males têm sua origem no egoísmo e no orgulho. Espreitai, pois, os menores sinais que revelam os germens desses vícios e dedicai-vos a combatê-los, sem esperar que eles lancem raízes profundas. Fazei como o bom jardineiro, que arranca os brotos daninhos à medida que os vê aparecerem na árvore. Se deixardes que o egoísmo e o orgulho se desenvolvam, não vos espanteis de ser pagos mais tarde pela ingratidão. Quando os pais tudo fizeram para o adiantamento moral dos filhos, se não conseguem êxito, não tem do que lamentar e sua consciência pode estar tranqüila. Quanto à amargura muito natural que experimentam, pelo insucesso de seus esforços, Deus reserva-lhes uma grande, imensa consolação, pela certeza de que é apenas um atraso momentâneo, e que lhe será dado acabar em outra existência a obra então começada, e que um dia o filho ingrato os recompensará com o seu amor. (Ver cap. XIII, nº 19)
Deus não faz as provas superiores às forças daquele que as pede; só permite as que podem ser cumpridas; se isto não se verifica, não é por falta de possibilidades, mas de vontade. Pois quantos existem, que em lugar de resistir aos maus arrastamentos, neles se comprazem: é para eles que estão reservados o choro e o ranger de dentes, em suas existências posteriores. Admirai, entretanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Chega um dia em que o culpado está cansado de sofrer, o seu orgulho foi por fim dominado, e é então que Deus abre os braços paternais para o filho pródigo, que se lança aos seus pés. As grandes provas, — escutai bem, — são quase sempre o indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus. É um momento supremo, e é nele sobretudo que importa não falir pela murmuração, se não se quiser perder o fruto da prova e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus, que vos oferece a ocasião de vencer para vos dar o prêmio da vitória. Então quando, saído do turbilhão do mundo terreno, entrardes no mundo dos Espíritos, sereis ali aclamado, como o soldado que saiu vitorioso do centro da refrega.
De todas as provas, as mais penosas são as que afetam o coração. Aquele que suporta com coragem a miséria das privações materiais, sucumbe ao peso das amarguras domésticas, esmagadas pela ingratidão dos seus. Oh!, é essa uma pungente angústia! Mas o que pode, nessas circunstâncias, reerguer a coragem moral, senão o conhecimento das causas do mal, com a certeza de que, se há longas dilacerações, não há desesperos eternos, porque Deus não pode querer que a sua criatura sofra para sempre? O que há de mais consolador, de mais encorajador, do que esse pensamento de que depende de si mesmo, de seus próprios esforços, abreviar o sofrimento, destruindo em si as causas do mal? Mas, para isso, é necessário não reter o olhar na Terra e não ver apenas uma existência; é necessário elevar-se, pairar no infinito do passado e do futuro. Então, a grande justiça de Deus se revela aos vossos olhos, e esperais com paciência, porque explicou a vós mesmos o que vos parecia monstruosidade da Terra. Os ferimentos que recebestes vos parecem simples arranhaduras. Nesse golpe de vista lançado sobre o conjunto, os laços de família aparecem no seu verdadeiro sentido: não mais os laços frágeis da matéria que ligam os seus membros, mas os laços duráveis do Espírito, que se perpetuam, e se consolidam, ao se depurarem, em vez de se quebrarem com a reencarnação.
Os Espíritos cuja similitude de gostos, identidade do progresso moral e a afeição, levam a reunir-se, formam famílias. Esses mesmos Espíritos, nas suas migrações terrenas, buscam-se para agrupar-se, como faziam no espaço, dando origem às famílias unidas e homogêneas. E se, nas suas peregrinações, ficam momentaneamente separados, mais tarde se reencontram, felizes por seus novos progressos. Mas como não devem trabalhar somente para si mesmos, Deus permite que Espíritos menos adiantados venham encarnar-se entre eles, a fim de haurirem conselhos e bons exemplos, no interesse do seu próprio progresso. Eles causam, por vezes, perturbações no meio, mas é lá que está a prova, lá que se encontra a tarefa. Recebei-os, pois, como irmãos; ajudai-os, e, mais tarde, no mundo dos Espíritos, a família se felicitará por haver salvo do naufrágio os que, por sua vez, poderão salvar outros.

Para refletir: Santo Agostinho faz um apelo à missão educativa dos pais em relação a todos os filhos, particularizando os filhos mais difíceis, que vêm para perdoar as dívidas do passado e serem perdoados, para amar e serem amados, transformando relacionamentos antipáticos em simpáticos, desagradáveis em agradáveis, de ódio em amor.
Ingratidão é falta de gratidão. A única coisa que podemos dar a nossos filhos que, em tese, mereceria gratidão, é justo aquela que nada espera em troca, o amor incondicional.
Será que estamos amando nossos filhos com desprendimento, nada esperando deles por isso?
Nossos filhos são Espíritos, filhos de Deus que estão sob nossos cuidados porque nossos guias espirituais julgaram que poderíamos ajudá-los em sua evolução. Estamos cumprindo a missão que nos foi confiada?
Façamos o que se espera de nós dando o melhor que temos nessa missão. Nossa recompensa será a satisfação de vê-los trilhando o caminho do bem, sinalizando para nós que nossa missão para com eles terá sido cumprida.

VIBRAÇÕES
Com nossos pensamentos e sentimentos harmonizados e elevados a Deus nosso Pai, vamos vibrar em favor de nossos irmãos.
Vamos vibrar pela Paz Mundial e harmonia entre todos os povos.
Por todas as religiões que divulgam o Evangelho de Jesus e por todos os espíritos com tarefas Evangélicas.
Vibremos pelo nosso Brasil, pela nossa Presidenta e por todo seu ministério, para que a justiça e o amor prevaleçam.
Vibremos por todos aqueles que sofrem, pelos enfermos da alma ou do corpo físico, pelos encarcerados, pelos órfãos, pelas casas de repouso, asilos e manicômios.
Vibremos por nossa Casa Espírita, que acolhe e reconforta a todos que procuram ali o balsamo para suas dores. Que todos os projetos e todos os voluntários e dirigentes sejam sempre amplamente abençoados e protegidos.
Vibremos por todos os lares da Terra, principalmente por aqueles que estão desarmonizados. Também por nossos lares e pelos nossos queridos, imaginando a figura meiga de Jesus entrando pela porta principal, deixando em todos os aposentos, um rastro de luz, que ilumina e higieniza todos os ambientes, fazendo com ali permaneça amor, compreensão e respeito.
Finalmente pedimos a Deus, permissão para vibrarmos por nós mesmos, criaturas ainda tão necessitadas do amparo e da misericórdia Divina, que possamos ter discernimento em nossos pensamentos e em nossas ações.
Que Assim Seja e que Deus nos abençoe.

PRECE FINAL
Deus, nosso Pai, aqui estamos novamente a lhe rogar, permita Pai que os Bons Espíritos, fluidifiquem nossas águas, que nelas sejam depositadas energias salutares para nosso reequilíbrio físico e espiritual.
Renova Pai, nossas esperanças para que não nos desesperemos diante das dificuldades a serem enfrentadas. Mostra-nos uma luz a nos guiar quando nos encontrarmos perdidos pelos caminhos dos desentendimentos.
Dai-nos a paciência diante dos conflitos que nascem à nossa frente.
Pai, abençoe nossos passos para que não se tornem vacilantes diante dos espinhos que podem encontrar. Envolva-nos em seu amparo nos instantes em que mais nos sentirmos sozinhos, inspirando-nos diante dos momentos de indecisão. Multiplica nossas forças para que possamos reconhecer o verdadeiro caminho da salvação e livra-nos das garras do medo, auxiliando-nos a combater o mal que ainda tenta nos dominar.
Envolve-nos sempre Pai, em Tua Luz de proteção, fazendo com que possamos caminhar com segurança em sua direção e que possamos retribuir sempre o muito que recebemos, amando-nos uns aos outros para que estejamos sempre contigo, na certeza de que estás sempre conosco.
Que assim seja.
Graças a Deus! Graças a Jesus.

RECEBAM NOSSO ABRAÇO FRATERNO E O DESEJO DE UMA SEMANA FELIZ E ABENÇOADA.

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