Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

Hora do Evangelho no Lar - Honra a teu Pai e a tua Mãe - Todas as segundas - 12 hs.

Centro Espírita Francisco de Assis - Depto do Evangelho no Lar - segunda-feira, 13 de julho de 2015

HORA DO EVANGELHO NO LAR
“Honra a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a Terra que o Senhor teu Deus te há de dar.”  (Decálogo, Êxodo, XX: 12).

PRECE
Caros amigos, que Jesus nos abençoe. Vamos iniciar nossa semana com muita gratidão em nossos corações. Elevemos nossos pensamentos de gratidão a Deus – Nosso pai, a Jesus – nosso Mestre, aos nossos Mentores Espirituais e aos Benfeitores Espirituais. Obrigada Pai, Obrigada Jesus, pelo amparo de todos os dias, pela proteção de todas as horas, pelo amor com que somos envolvidos constantemente, pelos ensinamentos e principalmente pela confiança depositada em nós. Que nossos corações possam estar repletos de alegria, de felicidade, de confiança, de muito amor e de muita gratidão por todas as oportunidades concedidas a nós, em nossa vida, em nossa caminhada rumo à evolução. Que cada dia possa ser para nós mais um momento de renovação e de reflexão; reflexão sobre nós mesmos, sobre nossas atitudes, nossa evolução e sobre o quanto podemos e devemos nos melhorar em todos os minutos que nos são concedidos sobre a terra. Que os ensinamentos do Mestre Jesus toque em nossos corações e que através deles possamos caminhar cada dia mais rumos a nossa evolução espiritual.
Agradecidos, iniciamos os estudos de hoje em nome do nosso Mestre Jesus, de Francisco de Assis e dos Benfeitores Espirituais.
Que assim seja!

MENSAGEM INICIAL

Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. O Lar é o coração do organismo social.
Em casa, começa nossa missão no mundo.
Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos para a vida com todos.
Seremos, lá fora, no grande campo da experiência pública, o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos.
Fujamos à frustração espiritual e busquemos no relicário doméstico o sublime cultivo dos nossos ideais com Jesus. O Evangelho foi iniciado na Manjedoura e demorou-se na casa humilde e operosa de Nazaré, antes de espraiar-se pelo mundo.
Sustentemos em casa a chama de nossa esperança, estudando a Revelação Divina, praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria, porque, segundo a promessa do Evangelho Redentor, "onde estiverem dois ou três corações em Seu Nome", aí estará Jesus, amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial, hoje, amanhã e sempre.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Luz no Lar. Ditado pelo Espírito Scheilla

LEITURA DO EVANGELHO
Cap.14 – HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE.
Piedade Filial

3 – O mandamento: “Honra a teu pai e a tua mãe”, é uma conseqüência da lei geral da caridade e do amor ao próximo, porque não se pode amar ao próximo sem amar aos pais; mas o imperativo honra implica um dever a mais para com eles: o da piedade filial. Deus quis demonstrar, assim, que o amor é necessário juntar o respeito, a estima, a obediência e a condescendência, o que implica a obrigação de cumprir para com eles, de maneira mais rigorosa, tudo o que a caridade determina em relação ao próximo. Esse dever se estende naturalmente às pessoas que se encontram no lugar dos pais, e cujo mérito é tanto maior, quanto o devotamento é para elas menos obrigatório. Deus pune sempre de maneira rigorosa toda violação desse mandamento.
Honrar ao pai e à mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionando-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância.
É sobretudo para com os pais sem recursos que se demonstra a verdadeira piedade filial. Satisfariam a esse mandamento os que julgam fazer muito, aos lhes darem o estritamente necessário para que não morram de fome, enquanto eles mesmos de nada se privam? Relegando-os aos piores cômodos da casa, apenas para não deixá-los na rua, e reservando para si mesmos os melhores aposentos, os mais confortáveis? E ainda bem quando tudo isso não é feito de má vontade, sendo os pais obrigados a pagar o que lhes resta da vida com a carga dos serviços domésticos! É então justo que pais velhos e fracos tenham de servir a filhos jovens e fortes? A mãe lhe teria cobrado o leite, quando ainda estavam no berço? Teria, por acaso, contado as suas noites de vigília, quando eles ficavam doentes, os seus passos para proporcionar-lhes o cuidado necessário? Não, não é só o estritamente necessário que os filhos devem aos pais pobres, mas também, tanto quanto puderem, as pequenas alegrias do supérfluo, as amabilidades, os cuidados carinhosos, que são apenas os juros do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada. Essa, somente, é a piedade filial aceita por Deus.
Infeliz, portanto, aquele que se esquece da sua dívida para os que o sustentaram na infância, os que, com a vida material, lhe deram também a vida moral, que freqüentemente se impuseram duras privações para lhe assegurar o bem-estar! Ai do ingrato, porque ele será punido pela ingratidão e o abandono; será ferido nas suas mais caras afeições, às vezes desde a vida presente, mas de maneira certa noutra existência, em que terás de sofrer o que fez os outros sofrerem!
Certos pais, é verdade, descuidam dos seus deveres, e não são para os filhos o que deviam ser. Mas é a Deus que compete puni-los, e não aos filhos. Não cabe a estes censurá-los, pois que talvez eles mesmos fizeram por merecê-los assim. Se a caridade estabelece como lei que devemos pagar o mal com o bem, ser indulgentes para as imperfeições alheias, não maldizer do próximo, esquecer e perdoar as ofensas, e amar até mesmo os inimigos, quanto essa obrigação se faz ainda maior em relação aos pais! Os filhos, devem, por isso mesmo, tomar como regra de conduta para com os pais todos os preceitos de Jesus referentes ao próximo, e lembrar que todo procedimento condenável em relação aos estranhos, mais condenável se torna para com os pais. Devem lembrar que aquilo que no primeiro caso seria apenas uma falta, pode tornar-se um crime no segundo, porque, neste, à falta de caridade se junta à ingratidão.

Algumas reflexões sobre a lição estudada.
O estudo de hoje é sobre nosso contexto familiar, nosso próximo mais próximo e mais caro. Então, é exatamente aí que começa a nossa primeira obrigação, nosso primeiro dever de nos amar, de sermos indulgentes, benevolentes, compreensivos, resignados. Se o Evangelho nos solicita que amemos nossos inimigos, imaginemos o amor que temos que dispensar àqueles que estão caminhando junto a nós?
Muitas vezes temos criaturas ao nosso lado que dependem de nós, são “irmãos em crise” que dependem de nós para serem recolocados na trajetória do bem, na trajetória do Cristo e outras vezes precisam tão somente de nossa atenção, de nosso carinho, de nosso respeito para suportarem com paciência suas dores e limitações.
Reflitamos: Será que estamos utilizando o amor, a indulgência, a benevolência, o perdão das ofensas - temperos essenciais nos relacionamentos? Estamos sendo pacientes com as dificuldades de nossos pais? Com suas fragilidades e limitações? Amarmos o próximo que está mais longe é muito mais fácil, pois realizamos uma visitinha e os deixamos lá, não convivemos com seus destemperos, suas angustias, suas dores. Pensemos nisto e nos lembremos sempre de que a FAMILIA é o nosso primeiro projeto evolutivo. Piedade Filial = Amor Filial.

VIBRAÇÕES
"Porque onde estiverem reunidos em meu nome, lá estarei presente." Jesus. (MATEUS, 18:20.)

Em prece, vamos sentindo uma onda de paz nos envolvendo, envolvendo aos nossos familiares, se espalhando por todos os cômodos de nossa casa, esta onda vai higienizando e energizando cada ambiente do nosso lar, deixando uma vibração leve e amorosa. Vai se espalhando agora por toda a vizinhança, deixando um caminho de paz e harmonia.E assim, com o ambiente harmonizado vamos vibrar...
Vamos vibrar por aqueles que ainda não Te Encontraram Senhor e que vivem na solidão, no abandono de si mesmo, que eles possam ser envolvidos pela sua Misericórdia.
Vibremos por aqueles que estão nos leitos de hospitais, nos asilos, nos sanatórios, a espera daquela visita que nunca vem. Que sejamos nós a darmos o primeiro passo para levarmos até eles um pouco de esperança, de alivio e de alegria. Que saibamos ouvi-los.
Vibremos Senhor, pela paz mundial, pelo nosso Brasil, por nossa cidade... para que não haja violência entre os povos.
Vibremos por nossa Casa Espírita, local abençoado, porto seguro de todos os aflitos e necessitados de amparo. Que Jesus fortaleça a cada um de seus trabalhadores, voluntários, dirigentes e coordenadores, bem como de uma forma especial a todos os assistidos.
Vibremos por nossos filhos, nosso cônjuge, nossos pais, sogros, irmãos...por todos os nossos entes queridos e especialmente pelos pais abandonados e pelos órfãos que não conheceram o carinho e o colo materno.
Finalmente, pedimos permissão para vibrarmos por nós próprios, que possamos afastar de nossas mentes a negatividade, através de pensamentos de paz, serenidade, alegria e amor. Que possamos deixar o amor fluir, que nosso sorriso seja puro, que nosso olhar seja compassivo, que nossa língua silencie a maldade e que todos os nossos gestos estejam impregnados de muita ternura, principalmente para com aqueles que compartilham de nossa jornada.
Que assim seja.
(silenciar uns segundinhos)

PRECE FINAL

"Coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações e espera e confia." [Emmanuel / Chico Xavier]

Com Jesus em nossos pensamentos, agradecemos o estudo de hoje e nestes momentos finais rogamos a Jesus permissão para que os Benfeitores Espirituais fluidifiquem nossas águas, depositando nelas as energias salutares para nosso equilíbrio físico, espiritual e mental.
E assim agradecidos encerramos nossos estudos de hoje com a prece que Jesus nos ensinou:
“Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso Nome...”

Que assim seja.


RECEBAM NOSSO ABRAÇO FRATERNO E O DESEJO DE UMA SEMANA FELIZ E ABENÇOADA.

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