Associação de Divulgação da Doutrina Espírita

São José do Rio Preto - SP

A CIENCIA EM BUSCA DE DEUS

Revista Espírita - quarta-feira, 20 de maio de 2015

A CIENCIA EM BUSCA DE DEUS        


       Novas tecnologias ajudam a desvendar a cadeia de reações provocadas no organismo durante uma prece (oração, meditação?). Além de elevar a autoestima, esse tipo de experiência aciona circuitos cerebrais responsáveis pela sensação de transcendência espiritual.
       “No momento mais sublime, tive uma sensação de paz interior e elevação espiritual. Havia uma consciência de Deus ao meu redor, um aquietar da mente. E um sentimento de plenitude, como se a presença do Criador estivesse permeando todo o meu ser”. (Relato de uma freira franciscana, após oração de 45 minutos). Este depoimento faz parte de um dos mais importantes estudos científicos já realizados sobre a relação Deus-mente humana. O trabalho, feito na Universidade da Pensilvânia, com tomógrafo de última geração, de 10 milhões de dólares, mostrou que o lobo parietal cerebral sofria bloqueio do fluxo contínuo de informações transmitidas pelos sentidos objetivos, durante as orações ou meditação. Essa área do cérebro é responsável por distinguir os limites entre o indivíduo e o mundo. Quando deixa de receber estímulos e para, a pessoa sente-se parte do infinito e intimamente conectada com todos os seres e coisas do universo, disse Newberg, pesquisador. Esta descoberta está aproximando Deus da ciência, que foi sempre e tradicionalmente cética em relação a esses assuntos e que encarava, por exemplo, o espiritismo como uma das principais causas de doenças mentais.
       Segundo pesquisas cientificas recentes, sabe-se, hoje, que pessoas que cultivam alguma crença e praticam orações ou meditação vivem mais, estão menos sujeitas aos males da vida moderna, como o estresse, e recuperam-se mais rapidamente de cirurgias, entre outras coisas (ver as pesquisas sobre Meditação Transcendental, de Maharesh Maharish Yogi).
       Durante a prece ou oração (meditação), o lobo parietal cerebral vai se acalmando até ficar completamente inativo. Nesse momento tem-se a sensação de estar fundido com o universo. Segundo as pesquisas, o lobo frontal fica intensamente iluminado durante a prece. O lobo temporal central produz o êxtase, a alegria, a calma e outras sensações conhecidas na experiência religiosa.
       Cientistas começaram a levantar a hipótese de que algo maior seria a fonte desses fenômenos, não descartando a possibilidade de que a ocorrência do Big-Bang, que deu origem ao universo atual, poderia ter sido provocada por essa força maior e desconhecida, esse algo mais, que, sem sombra de dúvida, se confundiria com o próprio Deus. ........................................

 


 Jan 2008
                             (da revista “Tudo”, dez/2002).

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